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sábado, 29 de maio de 2010

REVISÃO SOCIOLOGIA - 3º ANO - QUESTÕES

(UEM) Nas décadas de 1950 e 1960, os estudos da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina) motivaram um intenso debate sobre a condição subdesenvolvida de países como o Brasil. Sobre esse assunto, assinale o que for correto.

01) Pesquisadores como Celso Furtado afirmaram que as economias capitalistas não seguem uma trajetória evolucionista. Assim, o subdesenvolvimento não seria uma etapa anterior ao desenvolvimento, mas resultado de processos históricos autônomos.
02) No período indicado acima, os estudiosos do subdesenvolvimento defendiam que o Estado deveria intervir na economia como caminho para o desenvolvimento. Esse diagnóstico influenciou as políticas econômicas implantadas em vários países da América Latina.
04) A Cepal foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) no final da década de 1940, com o objetivo de formular planos de desenvolvimento para a América Latina.
08) No período histórico em questão, o Brasil alcançou um grau significativo de industrialização, a exemplo do setor automobilístico. A geração de emprego nesse e em outros setores da economia nacional foi suficiente para romper as barreiras do subdesenvolvimento.
16) Os estudiosos do subdesenvolvimento preconizavam que, além da industrialização, o Estado deveria promover reformas sociais para alcançar o desenvolvimento.

obs: nesta questão, você deverá fazer o somatório das alternativas corretas. EX: se a 4 e a 16 forem corretas, dá 20 !!!!

(Processo Seletivo – Professor Substituto / Seduc-PI) Grande parte das cidades do Brasil, independentemente do seu tamanho, possui uma favela. Apesar das diferenças, em termos da sua história e da proporção de área urbana que ocupam, existem elementos da organização social comum a todas. O emprego regular é a exceção entre os habitantes. A maioria vive de uma combinação de trabalho casual, serviços domésticos, produção de pequena escala, comércio e várias outras atividades. O texto acima se refere:

a) À existência de bolsões de pobreza no semi-árido brasileiro.
b) Ao trabalho escravos em fazendas, notadamente nas regiões Norte e Nordeste.
c) Ao trabalho infantil em indústrias nas grandes metrópoles brasileiras.
d) Às péssimas condições de trabalho feminino nas fazendas nordestinas.
e) Às favelas, comuns em grande parte das cidades brasileiras.

(Processo Seletivo – Professor Substituto / Seduc-PI) São características do subdesenvolvimento, exceto:
 
a) Baixa taxa de mortalidade infantil.
b) Dependência econômica e tecnológica em relação aos países plenamente desenvolvidos.
c) Baixa renda per capita e altos índices de analfabetismo.
d) Economia controlada em parte por empresas multinacionais com centros de decisão fora do país.
e) Desrespeito mais ou menos frequente aos direitos humanos.

(Processo Seletivo – Professor Substituto / Seduc-PI) Sobre as origens do subdesenvolvimento é correto afirmar:

a) De modo geral, as nações subdesenvolvidas foram no passado colônias de nações desenvolvidas.
b) Essas nações são chamadas de países periféricos – em contraste com os países centrais, aqueles que estão no centro do sistema internacional.
c) O movimento colonizador se afirmou com a conquista da América, o tráfico de escravos africanos e a exploração dos produtos do Oriente, as chamadas “especiarias”.
d) A colonização de exploração, através do sistema de Plantation, com a produção voltada para o mercado externo e se dava em grandes propriedades rurais, empregando predominantemente o trabalho escravo.
e) Todas as assertivas estão corretas.

(ENEM/05) Leia os textos abaixo:
I - A situação de um trabalhador
Paulo Henrique de Jesus está há quatro meses desempregado. Com o Ensino Médio completo, ou seja, 11 anos de estudo, ele perdeu a vaga que preenchia há oito anos de encarregado numa transportadora de valores, ganhando R$ 800,00. Desde então, e com 50 currículos já distribuídos, só encontra oferta para ganhar R$300,00, um salário mínimo. Ele aceitou trabalhar por esse valor, sem carteira assinada, como garçom numa casa de festas para fazer frente às despesas. (O Globo, 20/07/2005.)

II - Uma interpretação sobre o acesso ao mercado de trabalho
Atualmente, a baixa qualificação da mão-de-obra é um dos responsáveis pelo desemprego no Brasil.

A relação que se estabelece entre a situação (I) e a interpretação (II) e a razão para essa relação aparece em:

a) II explica I – Nos níveis de escolaridade mais baixos há dificuldade de acesso ao mercado de trabalho.
b) I reforça II – Os avanços tecnológicos da Terceira Revolução Industrial garantem somente o acesso ao trabalho para aqueles de formação em nível superior.
c) I desmente II – O mundo globalizado promoveu desemprego especialmente para pessoas entre 10 e 15 anos de estudo.
d) II justifica I – O desemprego estrutural leva a exclusão de trabalhadores com escolaridade de nível médio incompleto.
e) II complementa I – O longo período de baixo crescimento econômico acirrou a competição, e pessoas de maior escolaridade passam a aceitar funções que não correspondem a sua formação.

SOCIOLOGIA REVISÃO 3º ANO - parte II

Subdesenvolvimento: Escolha ou Conseqüência?



Olá meu caro leitor! Bom, acho que ainda está pensando o que quero falar hoje, pois bem é bom mesmo mantermos esse bom espírito, mas não quero fazer você ficar mal mesmo depois de um dia exaustivo, entretanto a verdade tem que ser explicita.
O tema a ser tratado é o subdesenvolvimento do nosso país, vamos retroceder ao dia 22 de abril de 1500, quando Pedro Álvares Cabral desembarca a Ilha de Vera Cruz ou Terra de Santa Cruz como foi chamada mais tarde ou simplesmente Brasil. Foi a partir daí que nosso destino começou a mudar, mas mudar para pior.
Portugal se tornou nossa metrópole e nós se tornamos uma colônia de exploração, exploraram o pau-brasil, invadiram o lugar onde os índios viviam, obrigaram a eles a fazerem o que eles não queriam, ou seja, ocorreu uma grande batalha entre eles e os índios, onde muitos morreram e outros tiveram que se submeter às ordens dos novos povos, mas uma coisa é certa os índios guerrearam até o fim.
Mas com o passar do tempo à exploração do pau-brasil foi perdendo sua hegemonia e com isso começou-se o cultivo de cana-de-açúcar e ainda por cima faltavam pessoas para trabalhar, a solução foi o tráfico negreiro, no fim ainda exploraram e usaram nossa terra para lucrar e cometeram horrores aos negros.
Desde aí fomos explorados e ficamos cada vez mais pobres, chegando ao subdesenvolvimento, mas e aí leitor será que depois de tudo que aconteceu na época colonialista e que nos deixou mais pobre vai continuar nos deixando mais pobre ainda. Desde 7 de setembro de 1822, quando D.Pedro deu o grito “Independência ou morte” e acabamos virando independentes. Mas desde esse episódio até hoje ainda somos de certo modo “dependentes”, ainda somos o que somos, mas o que me admira mais é que mesmo o Brasil com a independência ainda continua tendo que pagar a dívida externa, porém sabemos que tudo isto está acontecendo e você leitor? Só porque o Brasil começou sendo explorado, chegou ao mundo industrial meio “atrasado”, teve que fazer empréstimos pra pagar dívidas e para poder se habituar aos tempos modernos, criar sua infra-estrutura, formar as fábricas, e ainda por cima no poder está vários políticos corruptos que nós ainda somos os próprios culpados por pôr eles lá, você fica aí parado dizendo que o Brasil não vai pra frente porque já começou errado desde o início, que só há corrupção, que falta tantas coisas ao Brasil, mas espera aí, o que você está fazendo para mudar a realidade? Será se está sendo mais uma das causas para esse subdesenvolvimento? Não adianta de nada pensar só no que aconteceu, mas sim o que você pode fazer para reverter essa história, pois se você só vê nosso país de forma pobre e sem perspectivas você terá para sempre um país subdesenvolvido, mas se você vê além, tem perspectivas, confia na mudança você terá um país desenvolvido.
Mudar o nosso passado cruel não há como. Sair do Subdesenvolvimento? Talvez. Pagar a dívida? Temos chance. Mas mudar o fim dessa história meu caro só depende de nós. Isto só passa de uma escolha nossa mesmo, ou escolhemos ou se tornemos uma conseqüência dele.

REVISÃO SOCIOLOGIA 3º ANO - parte 1

Países subdesenvolvidos e os problemas sociais


Os problemas sociais assim como a pobreza têm sofrido um aumento significativo decorrente de vários fatores, no entanto, o principal deles é o crescente processo de globalização ao qual o mundo vem atravessando recentemente.
As questões relacionadas às desigualdades sociais e seus problemas derivados desse processo podem ser identificadas em todos os países do mundo, mesmo naqueles que se inserem no grupo de grandes nações, mas nos países que figuram como subdesenvolvidos essas questões são mais acentuadas e de fácil percepção. A grande maioria desses países é subdesenvolvida devido a fatores históricos decorrentes da colonização Européia que ao longo de séculos explorou efetivamente tais países.
Atualmente podemos nomear uma série de possíveis causas e conseqüências do subdesenvolvimento de muitos países, porém os principais são:

• Distribuição de renda: esse processo é comum as sociedades capitalistas e favorece o incremento de formação de bolsões de pobreza. A disparidade na distribuição da renda é provocada, sobretudo da concentração da riqueza nas mãos de uma parcela restrita da população. Nesse sentido, existem movimentos que buscam uma melhoria na distribuição dos rendimentos, mas quase sempre não obtém êxito, pois esses não detêm um poder de organização de influência. Isso dificulta ainda mais, pois a classe menos favorecidas é composta por pessoas com pouca instrução e se torna devido essa condição mais fácil de ser manipulada pelo sistema.

• Baixos índices de escolaridade: o índice de escolaridade é um fator que está diretamente ligado à falta de recursos financeiros que é comum a grande maioria da população. A baixa escolaridade da população nos países subdesenvolvidos é proveniente, muitas vezes, de situações em que crianças se encontram em idade escolar são obrigadas a integrar o mercado de trabalho, quase sempre informal, para contribuir na renda familiar, isso momentaneamente é positivo para a família, mas posteriormente esses indivíduos serão trabalhadores adultos com baixa qualificação e encontrarão dificuldades para se colocar no mercado de trabalho. Resultado disso, esses trabalhadores vão trabalhar em empregos que exigem pouca qualificação e que oferecem baixos salários.

• Problemas de moradia: Boa parte da população dos países subdesenvolvidos habitam em residências que se encontram em lugares marginalizados desprovidos de infra-estrutura de serviços básicos (pavimentação, esgoto, água tratada entre outros) e geralmente as casas ou barracos são extremamente precárias e às vezes sub-humanas. Em diversos países a marginalização desses bairros e da cidade foi acrescido pelo intenso fluxo de pessoas que migraram do campo para as cidades, no qual esse processo é denominado de êxodo rural. Com o intenso fluxo os centros urbanos não conseguiram absorver o contingente de pessoas, além disso, o mercado de trabalho não ofereceu colocação para todos e às vezes essas pessoas não tinham qualificação o que agravava ainda mais os problemas.

• A fome e a desnutrição: a falta total ou parcial de alimentos atinge uma enorme parcela da população mundial, em alguns lugares do mundo as pessoas ficam até dias sem alimento em outros elas ingerem esse de forma desbalanceada, ou seja, não consomem todos nutrientes indispensáveis a manutenção da saúde. Dessa forma essa população atingida não possui rendimentos sequer para adquirir o alimento diário.

• Saúde: os problemas de saúde são decorrentes da falta de uma boa alimentação, moradias sem condições sanitárias e falta de comprometimento do poder público na implantação de medidas necessárias para amenizar os problemas dessa ordem. Os problemas sociais (alimentação, moradia, distribuição de renda, escolaridade) levam a mortalidade infantil e compromete a elevação na expectativa ou esperança de vida da população, principalmente dos excluídos.

http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/paises-subdesenvolvidos-os-problemas-sociais.htm

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Estado Moderno - O Estado Absoluto

 Luis XIV - Rei Sol

O Estado Absolutista.

Como primeiro formato de Estado moderno deve-se destacar o absolutismo, surgido em um período de confronto entre nobreza e clero – de um lado – e burguesia – de outro -.A princípio a burguesia tentou estabelecer acordos políticos com os monarcas, que aproveitaram a disputa entre as camadas sociais para aumentar seu poder político.Surgiu um novo tipo de Estado, apoiado pela burguesia, que se estendeu por vastos territórios e centralizou as decisões políticas.

O absolutismo teve em Thomas Hobbes (1588-1679) seu representante, cuja teoria procurava as origens do Estado e sua finalidade. Hobbes defendia um Estado soberano com representação máxima de uma sociedade civilizada e racional. A explicação era simples: Em estado natural os homens viveriam em igualdade, segundo seus instintos. O egoísmo, a ambição e a crueldade, próprios de cada um, gerariam uma luta sem fim e tornariam difícil a vida em sociedade, levando-os a destruição. Somente o Estado - poder acima das individualidades – garantiria segurança a todos. Quanto mais soberano ele fosse, mais humanos e racionais seriam os homens em sociedade.

Ao Estado nunca interessou afastar a Igreja da vida política, pois o melhor seria submetê-la ao seu poderio e conservar sua função religiosa, que beneficiava o próprio Estado.

No absolutismo surge a separação entre a pessoa do monarca e o poder político do Estado. Os monarcas varias vezes, defenderam medidas econômicas e políticas em nome do interesse geral e não de acordo com interesses próprios. Começava-se a estabelecer o que era publico e o que era privado. O bem público é um bem de todos, mas essa distinção entre o que é publico e o que é privado é produto da época atual, com inicio no Estado Absolutista.

No Absolutismo o poder político centralizou-se no interior do domínio nacional (ou territorial) e os parlamentos que surgiram nesse Estado funcionavam como órgãos consultivos, pois não eram permanentes e não tinham força perante o rei.

fonte: http://sociologiadeplantao.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de março de 2010

Instituições Sociais

Tarsila do Amaral - Religião
 
 
INSTITUIÇÕES SOCIAIS
É um conjunto de regras e procedimentos padronizados, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade e que tem grande valor social. A instituição não existe isolada das outras. Todas elas possuem uma interdependência mútua, de tal forma que uma modificação numa determinada instituição pode acarretar mudanças maiores ou menores nas outras.
As instituições sociais servem como um meio para a satisfação das necessidades da sociedade. Nenhuma instituição surge sem que tenha surgido antes uma necessidade. Mas, além desse papel, as instituições sociais cumprem também o de servir de instrumento de regulação e controle das atividades do homem.
As principais instituições sociais são: família, religião, econômica, política, educação e recreação.

• Família: primeiro grupo social a que pertencemos. É um tipo de agrupamento social cuja estrutura varia no tempo e no espaço. Essa variação pode ser quanto ao número de casamentos, quanto à forma, relações de parentesco, relação sexual e dos componentes básicos da sociedade.
• Religião: todas as sociedades conhecem alguma forma de religião. A religião é um fato social universal. Não resta dúvida de que a religião é uma das instituições mais importantes para a organização social, pelo seu conteúdo moral. A religião inclui crença ao sobrenatural, ritos e cerimônias. É inegável a tendência moderna de dar mais ênfase aos valores sociais do que religiosos, prova disso, é o surgimento de doutrinas mais modernas como a Teologia da Libertação.
• Econômica: As atividades econômicas são institucionalizadas à medida que são explicadas por crenças, valores e reguladas por normas. Nas sociedades modernas a instituição econômica apresenta um grau de importância bem mais elevado que nas sociedades tribais, resultado do desenvolvimento tecnológico visando uma divisão mais diversificada do trabalho social.
• Política: são instituições políticas fundamentais a autoridade, o governo, o Estado (com os três poderes), partidos políticos e as constituições. Classificamos também os sistemas políticos como o anarquismo, ditadura, democracia e a pseudodemocracia.
• Educação: constitui uma instituição universal pelo fato de que em todas as sociedades é necessário garantir a estrutura educacional como processo de transmissão de conhecimentos e valores presentes na sociedade.
• Recreação: em todas as sociedades, existem modos culturalmente estabelecidos para o alívio das tensões acumuladas nos indivíduos em decorrência das frustrações geradas pelas restrições da vida social. Todas as sociedades possuem instituições recreativas, como no Brasil, o carnaval e futebol.

sábado, 31 de outubro de 2009

Estratificação social



A estratificação social indica a existência de diferenças, de desigualdades entre pessoas de uma determinada sociedade. Ela indica a existência de grupos de pessoas que ocupam posições diferentes.
São três os principais tipos de estratificação social:
> Estratificação econômica: baseada na posse de bens materiais, fazendo com que haja pessoas ricas, pobres e em situação intermediária;
> Estratificação política: baseada na situação de mando na sociedade (grupos que têm e grupos que não têm poder);
> Estratificação profissional: baseada nos diferentes graus de importância atribuídos a cada profissional pela sociedade. Por exemplo, em nossa sociedade valorizamos muito mais a profissão de advogado do que a profissão de pedreiro.
A estratificação social é a separação da sociedade em grupos de indivíduos que apresentam características parecidas, como por exemplo: negros, brancos, católicos, protestantes, homem, mulher, pobres, ricos, etc.
A estratificação é fruto das desigualdades sociais, ou seja, existe estratificação porque existem desigualdades.
A estratificação social esteve presente em todas as épocas: desde os primeiros grupos de indivíduos (homens das cavernas) até nossos tempos. Ela apenas mudou de forma, de intensidade, de causas.
Umas das características fundamentais que distingue nossa sociedade das antigas é a possibilidade de mobilidade social. Diferentemente da sociedade medieval na qual quem nascesse servo, morreria servo, e na qual não era possível lutar por direitos e por uma oportunidade de mudar de classe.
 Na sociedade ocidental contemporânea, por exemplo, isto já é possível, e a mobilidade social se dá especialmente como consequência dos investimentos em educação, dos investimentos de formação e capacitação para o trabalho, que podem vir tanto do Estado quanto da própria iniciativa social.
 Em muitas ocasiões, a mobilidade social pode ser reivindicada por meio de movimentos sociais que, em sua maioria, reivindicam legitimidade diante da posição marginal de poder em que se encontram na sociedade.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Subdesenvolvimento - parte 1



1- Características do subdesenvolvimento

• Baixa renda per capita
• Dependência econômica e tecnológica em relação aos países plenamente desenvolvidos
• Grandes desigualdades na distribuição de renda, com algumas pessoas muito ricas e a maioria da população, ou boa parte dela, vivendo em condições de extrema pobreza
• Taxas elevadas de mobilidade infantil
• Altos índices de analfabetismo
• Má distribuição da propriedade da terra, com um pequeno grupo de latifundiários que concentram a maior parte do solo cultivável, enquanto milhões de camponeses vivem sem terra ou pouca terra para trabalhar
• Dívida externa elevada
• Economia controlada em parte por empresas multinacionais com centros de decisão fora do país
• Corrupção generalizada nos órgãos administrativos e em outros setores do Estado
• Desrespeito mais ou menos freqüente aos direitos humanos


1.1-O subdesenvolvimento não pode ser confundido com o não-desenvolvimento ou com pouco desenvolvimento. Sua característica mais marcante é o que se poderia chamar de desenvolvimento perverso, já o crescimento econômico acentua as desigualdades sociais em vez de diminuí-las, aumentando o abismo que separa ricos e pobres.
1.2-O economista Celso Furtado observa que “ subdesenvolvimento é um processo histórico autônomo, e não uma etapa pela qual tenham passado, necessariamente, as nações que alcançaram o desenvolvimento”.
1.3-É preciso destacar que alguns países, ainda que subdesenvolvidos, já estão numa fase mais avançada de industrialização. Ex: China, Índia, Argentina, Chile, África do Sul, México, Brasil e outros. Eles forma o grupo de países emergentes.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mafalda e o subdesenvolvimento - socio/3° ano ves.

É incrível como os quadrinhos nos passam uma mensagem crítica em torno das visões sociais e políticas, apesar da Mafalda falar da antiga URSS, isso não interfere de forma grandiosa na interpretação acerca do subdesenvolvimento.........


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Instituição Social - O Estado


Entre tantas formas de força e poder há o poder do Estado que desde os tempos modernos, se configura como a instância do exercício do poder político em várias áreas da vida pública.
A partir da Idade Moderna, com a formação das monarquias nacionais, o Estado se fortalece e passa a significar a posse de um território em que o comando sobre os seus habitantes é feito a partir da centralização cada vez maior do poder.
Apenas o Estado se torna apto para fazer e aplicar as leis, recolher impostos, ter um exército. A monopolização dos serviços essenciais para a garantia da ordem interna e externa exige o desenvolvimento do aparato administrativo fundado numa burocracia controladora.
Segundo Max Weber, filósofo e sociólogo alemão, o Estado moderno pode ser reconhecido por dois elementos constitutivos: a presença do aparato administrativo para a prestação de serviços públicos e o monopólio legítimo da força.
Embora a força física seja condição necessária e exclusiva do Estado para o funcionamento da ordem na sociedade, não é condição suficiente para a manutenção do poder. Em outras palavras, o poder do Estado que apenas se sustenta na força não poder durar. Ele precisa se legítimo, ou seja, ter consentimento daqueles que obedecem, já que o poder é uma relação.
Ao longo da história humana foram adotados os mais diversos princípios de legitimidade do poder:
* nos Estados teocráticos, o poder legítimo vem da vontade de Deus;
* nas monarquias hereditárias, o poder é transmitido de geração em geração e mantido pela força da tradição;
* nos governos aristocráticos, apenas os “melhores” exercem funções de mando, a compreensão de “melhores” varia de sociedade para sociedade;
* na democracia, o poder legítimo nasce do consenso, da vontade do povo.
Na tirinha "Mafalda" nós podemos notar uma visão negativa e enraizada acerca do Estado, você concorda? O que se faz necessário para mudar essa imagem de ausência?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Instituições Sociais

(Família - Tarsila do Amaral)

A FAMÍLIA

A mais importante instituição social
Introduz o novo ser na sociedade;
“Hominiza” a criança (desenvolve a natureza humana, ensina a agir e conviver com os outros)
Interfere no comportamento e no caráter dos indivíduos, através de pessoas tomadas com referências (marcos referenciais).
É considerada fundamento básico e universal por se encontrar em todos os agrupamentos humanos.
São variáveis em esrutura e funcionamento.
As culturas têm formas específicas de organizar as famílias
Originariamente, a família foi analisada como fenômeno biológico de procriação e reprodução e transformou-se em fenômeno social (considerada a mais importante instituição da sociedade)
De modo geral, o casamento estabelece os fundamentos legais de uma família, mas pode existir família sem casamento.

CONCEITOS
Murdock: É um grupo caracterizado por residência comum, com cooperação econômica e reprodução.
Lucy Mair : Um grupo doméstico no qual pais e filhos vivem juntos.
Beals e Hoijer: Um grupo de parentes afins e seus descendentes que vivem juntos. Um grupo social cujos membros estão unidos por laços de parentesco.

A ESCOLA

Depois da família, é a instituição mais importante.
Oferece conhecimentos teóricos e práticos.
Lida com os comportamentos emocional, social, vocacional e ético.
Estimula a autonomia, o respeito ao outro, as habilidades etc.
Todo grupo, para a sua sobrevivência, necessita que as novas gerações tomem ciência do acervo de conhecimentos, normas,ideologias, valores, idéias etc.
EDUCAÇÃO INFORMAL - A cargo de grupos como a família, os amigos, a comunidade, a vizinhança, a igreja etc.
EDUCAÇÃO FORMAL - Através de organizações específicas – as escolas.
Rocher e a socialização
“É processo pelo qual ao longo da vida a pessoa humana aprende e interioriza os elementos sócio-culturais de seu meio, integrando-se na estrutura de sua personalidade sob a influência de agentes sociais significativos (marcos referenciais), e adaptando-se assim ao ambiente social em que deve viver.”
Durkheim e a educação
“É a ação exercida, pelas gerações adultas, sobre as gerações que não se encontrem preparadas para a vida social; tem por objetivo suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade (...)”

A RELIGIÃO

Há um aparente declínio da influência religiosa, sem conexão explícita com a política e a religião.
O declínio da influência religiosa não é real, é apenas aparente.
As religiões continuam interferindo na política e na economia.
Antes essa interferência era mais explícita.
As ligações (conexões) entre igreja, política e economia mostravam-se mais evidentes.
Alguns críticos prognosticam sua extinção, mas o que se percebe é:
As religiões têm passado por transformações e se adaptando aos novos tempos.

As religiões continuam a influenciar as questões morais, a origem da família e do casamento, as questões políticas e morais
É a instituição religião é o meio pelo qual o indivíduo se ajusta a seu ambiente sobrenatural.
Há necessidade de humana de se ajustar ao ambiente sobrenatural, assim como aos demais ambientes: social e natural.

INSTITUIÇÕES POLÍTICAS

A principal instituição política é o Estado.
Estado (governo) é a organização que administra a vida do povo, visando conciliar interesses e trabalhar pelo bem público.
O governo mantém a ordem e estabelece as normas relativas às relações entre os cidadãos.
As funções do Estado são basicamente:
Manter a ordem
Garantir a soberania
Promover o bem-estar social
Elevar a expectativa e qualidade de vida da população
Reverter o quadro de miséria
Elevar o IDH
Garantir a segurança pública
Elevar os padrões da assistência médico-sanitária
A medida que as sociedades se tornam mais complexas, as funções do Estado vão se ampliando.
As instituições políticas também abarcam os partidos políticos, canais dos anseios do povo.

INSTITUIÇÕES ECONÔMICAS

São constituídas, hoje, pelos bancos, comércio e indústria, bolsa de valores, financeiras etc.
As instituições econômicas especulam o capital, objetivando a multiplicação da riqueza.
É importante identificar as relações entre capital e trabalho.
CAPITAL – investidores
TRABALHO – mão-de-obra
As relações entre capital e trabalho vão determinar a estrutura e o bem-estar (ou não) da sociedade.
Trabalhadores explorados, com baixos salários interferem, para baixo, no bem-estar da sociedade.
Os objetivos das instituições econômicas se ligam de maneira intrínseca às instituições políticas.
São os interesses econômicos que dominam toda a vida social.