Mostrando postagens com marcador Filosofia 2º ano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia 2º ano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de maio de 2010

REVISÃO FILOSOFIA 2º ANO parte 2

RENÉ DESCARTES


René Descartes ( 1596 – 1650), filósofo francês, e reconhecidamente o “pai da filosofia moderna” , é o principal representante do racionalismo, cujos fundamentos se encontraram em suas obras Discurso sobre o método e Meditações metafísicas. Movido pelo espírito científico da época e apoiado na matemática, uma de suas paixões, descartes encaminha suas reflexões filosóficas em direção à verdade. A percepção de que o homem se engana com facilidade e de que os conhecimentos provenientes dos sentidos são muitas vezes duvidosos, impulsiona Descartes na busca de certezas inabaláveis.

Dessa maneira m, ele encontra na dúvida um caminho seguro para encontrar a verdade: “Converte a dúvida em método. Começa duvidando de tudo, das afirmações do senso comum, dos argumentos da autoridade, do testemunho dos sentidos, das informações da consci6encia, das verdades deduzidas pelo raciocínio, da realidade do mundo exterior e da realidade do seu próprio corpo” ( Aranha e Martins, 1986: 166).

A dúvida metódica conduz Descartes a um primeiro conjunto de verdades: “Eu duvido, isso é certo. Se duvido, é porque eu penso, isso também é certo. Se penso, eu existo: é certo que eu existo porque penso”.

Cogito, ergo sum, isto é, “Penso, logo, existo”: eis a primeira certeza cartesiana, da qual é possível ter-se uma idéia clara e distinta. O Cogito cartesiano ( “eu penso”) fundamenta a possibilidade da ciência: admitem-se como verdade apenas idéias claras e distintas. A evidência racional é o critério que deve guiar todo ser humano na construção do conhecimento. Assim, é possível perceber a ênfase no sujeito conhecedor - todo conhecimento resulta exclusivamente do próprio ato de pensar.

Nesse sentido, as idéias são inatas, não porque os homens já nascem com elas, mas sim porque elas resultam do próprio ato de pensar. As idéias claras e distintas representam o conteúdo possível do conhecimento humano sobre o real. O real só pode ser conhecido a partir das idéias que resultam da atividade do pensamento. Apenas o uso correto da razão garante um conhecimento evidente e certo.

“Minhas idéias provêm das experiências sensíveis”

QUESTÕES
01. Essas longas cadeias de razões (...), de que os geômetras costumam servir-se para chegar às suas mais difíceis demonstrações, haviam-me dado ocasião de imaginar que todas as coisas possíveis de cair sob o conhecimento dos homens seguem-se umas às outras da mesma maneira, e que, contanto que nos abstenhamos somente de aceitar por verdadeira qualquer que não o seja, e que guardemos sempre a ordem necessária para deduzi-las umas das outras, não pode haver quaisquer tão afastadas a que não se chegue por fim, nem tão ocultas que não se descubram. (Descartes)

É correto afirmar que, no trecho acima, Descartes defende que:

(A) não se pode obter o conhecimento da verdade.
(B) o método geométrico descreve a realidade física.
(C) o senso comum é o início de todo conhecimento científico.
(D) o conhecimento deve partir das coisas mais complexas para as mais simples.
(E)) a essência do pensamento matemático é a invenção de relações e de uma ordem entre as relações.

02. Em suas Meditações metafísicas, Descartes tem em vista abandonar todas as opiniões que se mostram duvidosas e incertas que são tomadas como "princípios mal assegurados".
Com isso, Descartes tem por objetivo:

A) defender que são impossíveis verdades objetivas, apenas subjetivas.
B) rejeitar ceticamente qualquer fundamento para a ciência.
C) demonstrar que a matemática é o fundamento do conhecimento.
D) estabelecer algo de constante e de firme nas ciências.

REVISÃO FILOSOFIA 2º ANO - parte 1

GALILEU


O pensador italiano Galileu Galilei (1564-1642) viveu o momento de transição de um mundo dominado pela autoridade da Igreja para um mundo cuja única autoridade é a razão. A vida de Galileu foi marcada pela perseguição política e religiosa, por defender que a compreensão geocêntrica do universo estava equivocada.
A compreensão geocêntrica do universo, ou geocentrismo, defendia que a Terra era o centro do univesrso. Essa compreensão predominou durante toda a Antiguidade e a Idade Média. O geocentrismo é de certa forma confirmado pelo senso comum: no cotidiano temos a sensação de que a Terra é imóvel e que o Sol gira à sua volta. O próprio texto bíblico sugere essa idéia. Em uma passagem das Escrituras, Deus fez parar o Sol para que o povo eleito continuasse a luta enquanto ainda houvesse luz, o que sugere o Sol em movimento e a Terra fixa

Ao criticar o geocentrismo, Galileu defende o heliocentrismo. O heliocentrismo é a teoria que diz que Sol está no centro do nosso sistema planetário e tudo se move ao seu redor. Essa compreensão do universo foi proposta primeiramente com Nicolau Copérnico (1473 -1543). Mas só começou a ganhar repercussão com Galileu. Isto porque Galileu passou a fazer uso de instrumentos que mostravam que essa ideia de Copérnico era verdadeira. O principal instrumento que possibilitou a Copérnico fazer descobertas astronômicas foi o telescópio. O telescópio, invenção talvez dos holandeses, proporcionou a Galileu outras descobertas valiosas: para além das estrelas fixas, haveria ainda infindáveis mundos; a superfície da Lua era rugosa e irregular; o Sol tinha manchas, e Júpiter tinha quatro luas!
Em sua filosofia da natureza Galileu defendeu a concepção de que a realidade é intrinsecamente racional e pode ser plenamente captada pelas ideias e conceitos. A realidade, a partir de Galileu, é concebida como um sistema racional de mecanismos físicos, cuja estrutura profunda e invisível é matemática. Sendo assim, tudo que ocorre na natureza pode ser explicado através da observação da experiência e cálculos matemáticos. O forte impacto dessas novidades desencadeou inúmeras polêmicas até que, pressionado pelas autoridades eclesiásticas, Galileu se viu obrigado a renegar publicamente suas teorias. Além disso, o pensador foi condenado à prisão domiciliar. No entanto, as ideias de Galileu influenciaram todo o mundo moderno, de modo que hoje ele é considerado o pai da ciência moderna.



FRANCIS BACON



Francis Bacon (1561-1626) é um dos principais filósofos do início da idade moderna. Nascido na Inglaterra, aos doze anos Bacon já entrava na Universidade de Cambridge. Durante sua vida, Bacon se dedicou ao estudo da filosofia, além de direito, diplomacia e literatura. Ainda aos dezesseis anos Bacon se viu decepcionado com a filosofia antiga, sendo essa para ele um saber inútil que pouco contribuiu para a produção de coisas vantajosas para a vida humana.
Realçando a importância histórica da ciência, do papel que ela poderia desempenhar na vida da humanidade e entusiasmado com as invenções científicas de sua época, Bacon escreve: “Estas três coisas (a arte da impressão, a pólvora e a bússola) mudaram a situação do mundo todo, a primeira nas letras, a segunda na arte militar, a terceira na navegação; provocaram mudanças tão infinitas que nenhum império, nem seita, nem estrela parece ter exercido maior influência com mais eficácia sobre a humanidade do que essas três invenções”.
Bacon tem como lema “saber é poder”, isso mostra como ele procura, bem no espírito da nova ciência, não um saber contemplativo e desinteressado, que tenha um fim em si mesmo, mas um saber instrumental, que possibilite a dominação da natureza


A CRÍTICA DOS ÍDOLOS

Bacon elaborou uma teoria conhecida como crítica dos ídolos. A palavra ídolo vem do grego eidolon e significa “imagem”. Bacon chama de ídolos as opiniões falsas e preconceitos que dificultam o conhecimento da realidade e o desenvolvimento das ciências. Segundo Bacon, existem quatro tipos de ídolos, ou seja, quatro tipos de opiniões falsas que impedem o conhecimento científico:


I. Ídolos da caverna (a caverna de que fala Bacon é a do mito da caverna de Platão): são as opiniões que se formam em nós por erros e defeitos de nossos órgãos dos sentidos. São os mais fáceis de serem corrigidos por nosso intelecto.
II. Ídolos do fórum (o fórum era o lugar das discussões e dos debates públicos na Roma antiga): são as opiniões que se formam em nós como consequência da linguagem e de nossas relações sociais com os outros. Uma palavra pode ser usada em sentidos diferentes pelos interlocutores de um diálogo; isso pode levar a uma aparente concordância entre as pessoas quando, na realidade, ocorre o contrário. Veja-se, por exemplo, o caso da palavra cultura, ela denota uma série de definições que por si mesmas não conseguem sequer alcançar o propósito inicial do termo –kultur- cultivar a terra. Tais ídolos do fórum são difíceis de serem vencidos, mas o intelecto tem poder sobre eles.
III. Ídolos do teatro (o teatro é o lugar em que ficamos passivos, onde somos apenas espectadores e receptores de mensagens): são as opiniões formadas em nós em decorrência dos poderes das autoridades que nos impõe seus pontos de vista e os transformam em decretos e leis inquestionáveis, seja por meio de ameaças ou pela manipulação das pessoas. Só podem ser desfeitos se houver uma mudança social e política.
IV. Ídolos da tribo (a tribo é um agrupamento humano em que todos possuem a mesma origem, o mesmo destino, as mesmas características e os mesmos comportamentos): são as opiniões que se formam em nós em decorrência da natureza humana. São próprios da espécie humana e só podem ser vencidos se houver uma reforma da própria natureza humana. Assim para Bacon seria comum a natureza humana reduzir o complicado ao mais simples segundo uma visão que se restringe àquilo que é favorável, que é conveniente. Na Astrologia, por exemplo, ignora-se o que falha para ficar com as predições que resultaram conforme o esperado. Por isso Bacon afirma: "As pessoas preferem acreditar naquilo que elas preferem que se seja verdade." Outro hábito comum a natureza humana seria a transposição. Na alquimia os alquimistas "humanizam" a atividade da natureza atribuindo-lhe antipatias e simpatias.
Para Bacon, o conhecimento científico deve começar por uma demolição dos ídolos. Ou seja, a ciência deve primeiramente buscar superar suas opiniões formadas em nós, e que nos conduzem ao erro.


QUESTÕES

01. “Que ninguém espere um grande progresso nas ciências, especialmente no seu lado prático, até que a filosofia natural seja levada às ciências particulares e as ciências particulares sejam incorporadas à filosofia natural. [...] De fato, desde que as ciências particulares se constituíram e se dispersaram, não mais se alimentaram da filosofia natural, que lhes poderia ter transmitido as fontes e o verdadeiro conhecimento dos movimentos, dos raios, dos sons, da estrutura e do esquematismo dos corpos, das afecções e das percepções intelectuais, o que lhes teria infundido novas forças para novos progressos.” (BACON, Francis. Novum Organum. Trad. de José Aluysio Reis de Andrade. 4.ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988. p. 48.)

Com base no texto, é correto afirmar que Francis Bacon:

a) Afirma que a única finalidade da filosofia natural é contribuir para o desenvolvimento das ciências particulares.
b) Defende que o que há de mais importante nas ciências particulares é o seu lado prático.
c) Propõe que o progresso da filosofia natural depende de que ela incorpore as ciências particulares.
d) Constata a impossibilidade de progresso no lado prático das ciências particulares.
e) Vincula a possibilidade do progresso nas ciências particulares à dependência destas à filosofia natural.

02. “O mundo real é simplesmente uma sucessão de movimentos atômicos em continuidade matemática. Nessas circunstâncias, a causalidade só poderia ser colocada, de maneira inteligível, nos próprios movimentos dos átomos [...]. Mas que fazer com Deus? Com a derrubada da causalidade final, Deus, como concebido pelo aristotelismo, estava praticamente perdido; negar francamente sua existência, no entanto, era, à época de Galileu, um passo demasiado radical para que qualquer pensador importante pudesse considerá-lo”. (BURTT, Edwin Arthur. As bases metafísicas da ciência moderna. Trad. de José Viegas Filho e Orlando Araújo Henriques. Brasília: UnB, 1991. p. 78.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Galileu, é correto afirmar:

a) Galileu pretendia construir uma nova metafísica em que a teologia apareceria como princípio último de explicação.
b) Segundo Galileu, tudo o que conhecemos sobre o mundo natural diz respeito à natureza íntima da força, ou de sua essência.
c) Galileu buscava estabelecer o fundamento das convicções a respeito da relação determinante do homem com a natureza.
d) A grandeza revolucionária de Galileu deveu-se a sua atitude de responder questões consideradas para além do domínio da ciência positiva.
e) O interesse de Galileu estava em mostrar que para todo movimento expressável matematicamente existe uma causa primária.

03. "Galileu viu em Arquimedes o único cientista verdadeiro da Grécia, pois já revelava alguns aspectos fundamentais da experiência moderna: medidas sistemáticas, determinação da influência de cada fator que atua no fenômeno e enunciação do resultado sob forma de lei geral." (ARANHA, Maria; MARTINS, Maria. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 1993, p. 136.)
A partir do texto acima e de seus conhecimentos sobre ciência, é correto afirmar que:

I - Com Galileu Galilei, o experimento torna-se parte do método científico; torna-se um marco do novo espírito da ciência. Com seus experimentos, Galileu refuta a tese aristotélica de que o peso de um corpo depende de seu tamanho.
II - À condenação de 1633, Galileu Galilei reagiu com a abjuração, mas continuou a pesquisa científica e os contatos com os outros cientistas de sua época.
III - O mecanicismo constituiu-se em um aspecto importante da ciência moderna. A natureza e o próprio ser humano são comparados a uma máquina, isto é, a um conjunto de mecanismos cujas leis precisam ser descobertas.
IV - Galileu defende o desenvolvimento de uma ciência voltada para os aspectos objetivos e mensuráveis da natureza, em oposição à física qualitativa aristotélica.
V - Galileu pensa que uma ciência quantitativa da natureza é possível graças ao fato de que a própria natureza está configurada de modo a exibir ordem e simetrias matemáticas.

Assinale a alternativa CORRETA:

a) Todas as proposições são verdadeiras.
b) Apenas a proposição II é falsa.
c) Apenas a proposição III é falsa.
d) Apenas a proposição IV é falsa.
e) As proposições III e IV são falsas.








quarta-feira, 12 de maio de 2010

Filosofia Moderna - parte 1


Introdução

  Modernidade. Tempo de mudanças. Recomeço. Renascimento. Ciências. Descobertas. Desejo de conhecer o ser do homem. São estas as questões chaves de um dos períodos mais férteis da História da Filosofia que vamos estudar nesta breve pesquisa. Trata-se da Filosofia Moderna.
  A Filosofia Moderna corresponde ao pensamento desenvolvido da metade do século XV ao final do século XVIII. O que chamamos de mentalidade moderna advém das transformações culturais, sociais, religiosas e econômicas que ocorreram na Europa deste período.
  Neste importante período da história da humanidade a teoria política e científica ganhou novos ares e as transformações pelas quais passava o continente europeu entre os séculos XV-XVIII foram marcadas por um movimento de novas elaborações filosóficas. Maquiavel, Montaigne, Erasmo, More, Galileu, Descartes, Locke e Kant são alguns nomes significativos para a Filosofia do período.
  As perguntas sobre os fundamentos da realidade eram revestidos de questionamentos sobre o que é o conhecer e o papel do que se passou a chamar de “sujeito moderno”. Do “cogito” cartesiano aos princípios da experiência, passando pelas novas invenções, temos um panorama de algumas questões da Idade Moderna.
  Ao longo de todo o século XVIII desenvolveu-se a escola Iluminista com suas críticas ao mundo do Antigo Regime. Montesquieu, Voltaire, Rousseau, Diderot e outros elaboraram propostas consideradas revolucionárias para a época.
  A Idade Moderna é marcadamente caracterizada pelo fim do feudalismo e o surgimento de um novo sistema econômico, o capitalismo. Ou seja, trata-se de um momento em que ocorre o crescimento do comércio e a ascensão da burguesia.
  Neste sentido é importante saber que burguesia é uma classe social surgida na Europa em fins da Idade Média, com o desenvolvimento econômico e o Aparecimento das cidades, e que veio a dominar a vida política, social, econômica e intelectual (FERREIRA, 2001: 112). Já o termo capitalismo significa um sistema econômico e social baseado na propriedade privada dos meios de produção, na organização da produção visando o lucro e empregando o trabalho assalariado, e no funcionamento do sistema de preços (FERREIRA, 2001: 128).
  O mercantilismo, considerado a primeira etapa do capitalismo, foi estabelecido como forma de fortalecimento das economias nacionais, levando a um impulso da navegação e à chegada a novas regiões do planeta. São exemplos de grande prodígio da navegação a chegada, em 1492, de Cristóvão Colombo à América, declarando-a colônia da Espanha, e também a primeira viagem ao redor do mundo, entre 1519 e 1522, comandada por Fernão de Magalhães.
  Outro fenômeno significativo foi a formação de novos Estados Nacionais, o que levou à discussão sobre as formas de governo, pois neste momento há na Europa a centralização do poder através da monarquia absoluta, isto é, o absolutismo.
  O movimento conhecido como Reforma protestante quebrou a unidade religiosa européia, dividindo a Igreja Católica. O que rompeu com a concepção passiva do homem, entregue unicamente aos desígnios divinos, e reconheceu o trabalho humano como fonte da graça divina e origem legítima da riqueza e da felicidade. O homem pôde, afinal, pensar livremente e responsabilizar-se por seus atos de forma autônoma.
  O homem na Idade Moderna contraria a supervalorização da fé cristã, do teocentismo (Deus no centro) e passa a uma tendência antropocêntrica (o homem como centro), valorizando a obra humana. A Filosofia Moderna é marcadamente laica, ou seja, não-religiosa, o que a distancia em vários fatores da Filosofia Medieval. Esse interesse pelo homem pode ser explicado nas palavras de Shakespeare, autor de peças como Hamlet e Romeu e Julieta: “Que obra de arte é o homem: tão nobre no raciocínio; tão diverso na capacidade; em forma e movimento, tão preciso e admirável; na ação é como um anjo; no entendimento é como um Deus; a beleza do mundo, o exemplo dos animais”.
  A crença na razão humana e o questionamento aos dogmas do catolicismo levaram o homem moderno ao desenvolvimento da ciência natural e a criação de novos métodos científicos.
  Também, não podemos deixar de citar, a relevante invenção da imprensa, que possibilitou a impressão dos textos clássicos gregos e romanos que contribuíram decisivamente com essa nova mentalidade moderna. Com a imprensa foi possível divulgar as descobertas científicas, filosóficas e artísticas.

fonte: http://filosofiaevertigem.wordpress.com/

sábado, 12 de dezembro de 2009

Alienação - parte I



Alienação é o fenômeno pelo qual os homens criam ou produzem alguma coisa, dão independência a esta criatura como se ela existisse por si mesma e em si mesma, deixam-se governar por ela como se ela tivesse poder em si e por si mesma, não se reconhecem na obra que criaram, fazendo-a em ser outro, separado dos homens, superior a eles e com poder sobre eles.

Na alienação social, os seres humanos não se reconhecem como produtores de instituições sociopolíticas (como, por exemplo, o Estado, a família, o casamento, a propriedade, o mercado, etc.) e oscilam entre duas atitudes: ou aceitam passivamente tudo que existe, por ser tido como natural, divino ou racional, ou se rebelam individualmente, julgando que, por sua própria vontade e inteligência, pode mais do que a realidade que os condiciona. Nos dois casos, a sociedade é o outro (alienus), algo externo a nós, separado de nós e com poder total ou nenhum poder sobre nós.
A alienação social se exprime numa "teoria" do conhecimento espontânea, formando o senso comum da sociedade. Por seu intermédio, são imaginadas explicações e justificativas para a realidade tal como é diretamente percebida e vivida.
Um exemplo desse senso comum aparece no caso da "explicação" da pobreza, em que o pobre é pobre por sua própria culpa (preguiça, ignorância) ou por vontade divina ou por inferioridade natural. Esse senso comum social, na verdade, é o resultado de uma elaboração intelectual sobre a realidade, feita pelos pensadores ou intelectuais da sociedade – sacerdotes, filósofos, cientistas, professores, escritores, escritores, jornalistas, artistas -, que descrevem e explicam o mundo a partir do ponto de vista da classe a que pertencem e que é a classe dominante da sua sociedade.
Essa elaboração intelectual incorporada pelo senso comum social é a ideologia. Por meio dela, o ponto de vista, as opiniões e as idéias de uma das classes sociais – a dominante e a dirigente – tornam-se o ponto de vista e a opinião de todas as classes e de toda a sociedade.

FONTE: oficinadesociologia.blogspot.com

sábado, 28 de novembro de 2009

PROVA DE FILOSOFIA 2° ANO - GABARITADA

01. Acerca das definições de linguagem é incorreto afirmar:

a) ela possui uma função denotativa.
b) ela exprime sentimentos e valores.
c) é um sistema de sinais ou de signos.
d) tem uma função comunicativa.
e) n.d.a.

02. Na Filosofia não há apenas um pensamento correto e isto pode ser visto nas visões de linguagem apresentadas pelos empiristas e intelectualistas. Acerca sobre essas duas correntes filosóficas e suas definições de linguagem é correto afirmar que:
a) para os empiristas, a linguagem é um conjunto de imagens corporais e mentais formadas por associação e repetição.
b) ambas consideram a linguagem como fundamentalmente indicativa ou conotativa.
c) ambas consideram a linguagem como um instrumento de representação exclusivamente das coisas.
d) para os intelectualistas, a linguagem é um instrumento do pensamento para exprimir conceitos e símbolos.
e) as afirmativas a e d estão corretas.


03. No século XIX a preocupação da lingüística era em encontrar a origem da linguagem e das línguas. A partir do século XX, uma nova concepção de linguagem foi elaborada pela lingüística e seus pontos principais são, menos:
a) a linguagem é constituída pela distinção entre língua e fala.
b) a língua é uma totalidade dotada de sentido na qual as partes conferem sentido ao todo.
c) a relação entre signos e significantes com as coisas é convencional.
d) a língua é um código.
e) a língua se realiza em duas dimensões: sincronia e diacronia.

04. Associe a primeira coluna com a segunda e depois marque a opção que contém a seqüência correta.

1- linguagem simbólica
2- linguagem conceitual

( ) fala da emoções
( ) oferece imagens (síntese)
( ) fala do presente
( ) oferece a polissemia
( ) seduz e fascina
( ) é denotativa

a) 1-2-1-2-1-2.
b) 1-1-1-1-1-1
c) 1-1-2-1-1-2
d) 1-2-1-1-2-1
e) 1-2-2-1-1-2

05. Acerca dos papéis da linguagem é correto afirmar que:
a) é um mecanismo psicomotor.
b) é uma simples relação signo e coisa.
c) participa ativamente da formulação dos valores.
d) é uma forma parcial de nossas experiências.
e) é o wallpaper do computador da escola.

06. A diferença básica entre signo e significado é:
a) que o signo se refere ao zodíaco, enquanto significado é a leitura diária do signo.
b) que o signo é o elemento verbal material da língua, enquanto o significado são conteúdos veiculados pelos signos.
c) que o signo pode ser visto na mensagem, enquanto o significado pode ser visto no sinal.
d) que o signo é voluntário e o significado é arbitrário.
e) n.d.a.

07. A respeito da função denotativa e conotativa da linguagem é correto afirmar que:
a) a denotativa não indica as coisas que significam.
b) a conotativa é típica da linguagem conceitual, pois a mesma é que usa os vários significados de uma palavra.
c) na linguagem conceitual predomina as palavras denotativas, buscando o sentido real das mesmas.
d) a denotativa exprime vários sentidos e valores.
e) as duas são iguais, pois as palavras possuem apenas um significado.

08. Marque a alternativa que consta apenas os elementos essenciais para o funcionamento da linguagem:
a) emissor, receptor e antena.
b) código, receptor e emissor.
c) código, sinal e signo.
d) emissor, receptor e transmissor.
e) emissor, código e língua.

09. QUESTÃO EXTRA: É noite, um homem deseja ir da cidade X pra a cidade Y e o único meio de travessia é uma ponte, e o tempo para atravessá-la é de 10 minutos. No meio da ponte há um guarda que passa 5 minutos dormindo e 5 minutos acordado. Esse guarda sempre que vê alguém atravessando a ponte, manda-o voltar, pois é proibida a travessia a noite. Como o homem faz atravessar a ponte, a noite, e chegar na cidade Y?

Ele vai andando em direção à cidade Y, quando o guarda acordar ele fica de costas para o guarda, o guarda vai pensar que ele está vindo da cidade Y e manda-o voltar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Trabalho de Filosofia !!!!!!!!!!!!!!!!!


  1. Quantas e quais são as modalidades de imaginação?
  2. Já que estamos estudando as formas de conhecimento, comente acerca da seguinte frase de Pascal: "Somos algo e não tudo (...) incapazes de conhecer com segurança e de ignorar totalmente".
  3. Encontre as diferenças entre imaginação e percepção.
  4. O que é memória virtual?
  5. Por que podemos afirmar que a memória é devalorizada nos tempos atuais?
  6. QUESTÃO EXTRA:  Uma pessoa resolve contar usando a mão esquerda da seguinte maneira: Ela começa com 1 no dedão, 2 no dedo indicador, 3 no médio, 4 no anelar, 5 no mínimo e depois inverteu a ordem, contando 6 no anelar, 7 no médio, 8 no indicador, 9 no dedão, 10 novamente no dedo indicador e assim por diante. Ela contou assim até 2007. Em qual dedo ela parou?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Memória - parte 1

Mnemosyne

 É nossa primeira e mais fundamental experiência do tempo.
 Ela é uma forma de percepção interna baseada na diferença temporal-passado, presente e futuro.
 É fundamental para a identificação coletiva de uma sociedade.
 Na Mitologia Grega a deusa Memória era Mnemosyne, que cedia poderes aos poetas para tornarem os feitos mortais e imortais.
 Os atributos da deusa Memória não estavam ligados apenas a arte e história, mas também a medicina..
 A oratória romana estava toda fundada na boa memória, na arte de discursar sem anotações e/ou outras leituras.
 Atualmente a propaganda e a publicidade nos fazem preferir o “novo”, o “moderno”, a “ultima moda”, pois a indústria e o comércio só terão se não conservarmos as coisas.
 A desvalorização da memória aparece no descaso pelos idosos, considerados inúteis e inservíveis em nossa sociedade, ao contrário de algumas sociedades onde os idosos são símbolos da sabedoria.

domingo, 14 de junho de 2009

Filosofia da Moral


Caráter histórico e social da moral

A fim de garantir a sobrevivência, o ser humano age sobre a natureza transformando-a em cultura. Para que a ação coletiva seja possível, são estabelecidas regras que organizam as relações entre os indivíduos.
É de tal importância a existência do mundo moral que se torna impossível imaginar um povo sem qualquer conjunto de regras. Uma das características humanas fundamentais é a de sermos capazes de produzir proibições.
Exterior e anterior ao indivíduo, há portanto a moral constituída, que orienta seu comportamento por meio de normas. Em função da adequação ou não à norma estabelecida, o ato será considerado moral ou imoral.
O comportamento moral varia de acordo com o tempo e o lugar, conforme as exigências das condições nas quais as pessoas se organizam ao estabelecerem as formas de relacionamento e as práticas de trabalho.

Caráter pessoal da moral

Mesmo considerando o caráter histórico e social da moral, é preciso reconhecer que ela se reduz à herança dos valores recebidos pela tradição.
A moral, ao mesmo tempo que é o conjunto de regras que determina como deve ser o comportamento dos indivíduos do grupo, é também a livre e consciente aceitação das normas. Isso significa que o ato só é propriamente moral passar pelo crivo da aceitação pessoal da norma.
A vida moral se funda em uma ambigüidade fundamental, justamente a que determina o seu caráter histórico. Toda moral está situada no tempo e reflete o mundo em que nossa liberdade se acha situada. As contradições entre o velho e o novo são vividas quando as relações humanas exigem novo código de conduta.
Por isso que é difícil, para as pessoas que estão “do lado de fora”, avaliarem o que deveria ou não ter sido feito.

Caráter pessoal e social da moral

É preciso considerar os dois pólos contraditórios do pessoal e social como uma relação em que se estabeleça o tempo todo a implicação recíproca entre determinismo e liberdade, entre adaptação e desadaptação à norma, aceitação e recusa das proibições.
Quando criamos valores, não o fazemos para nós mesmos, mas como seres sociais que se relacionam com os outros. Dessa forma, essa flexibilidade não deve ser vista como defesa do relativismo em que todas as formas de conduta são aceitas indistintamente.

(FONTE: Filosofando de Maria Lucia Aranha e Maria Helena Pires)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ética e Moral


"Os moralistas são pessoas que coçam onde os outros têm comichão". (Mafalda)

A Filosofia Moral distingue entre ética e moral. Ética tem a ver com o "bom": é o conjunto de valores que apontam qual é a vida boa na concepção de um indivíduo ou de uma comunidade. Moral tem a ver com o "justo": é o conjunto de regras que fixam condições eqüitativas de convivência com respeito e liberdade. Éticas cada qual tem e vive de acordo com a sua; moral é o que torna possível que as diversas éticas convivam entre si sem se violarem ou se sobreporem umas às outras. Por isso mesmo, a moral prevalece sobre a ética.No terreno da ética estão as noções de felicidade, de caráter e de virtudes. As decisões de qual propósito dá sentido à minha vida, que tipo de pessoa eu sou e quero vir a ser e qual a melhor maneira de confrontar situações de medo, de excassez, de solidão, de arrependimento etc. são todas decisões éticas.No terreno da moral estão as noções de justiça, ação, intenção, responsabilidade, respeito, limites, dever e punição. A moral tem tudo a ver com a questão do exercício do direito de um até os limites que não violem os direitos do outro.As duas coisas, claro, são indispensáveis. Sem moral, a convivência é impossível. Sem ética, é infeliz e lamentável. Diz-se que quem age moralmente (por exemplo, não mentindo, não roubando, não matando etc.) faz o mínimo e não tem mérito, mas quem não age moralmente deixa de fazer o mínimo e tem culpa (por isso pode ser punido). Por outro lado, quem age eticamente (sendo generoso, corajoso, perseverante etc.) faz o máximo e tem mérito, mas quem não age eticamente apenas faz menos que o máximo e deixa de ter mérito, mas sem ter culpa (por isso não pode ser punido, mas, no máximo, lamentado).


(texto extraído do blog Filósfo Grego)

sábado, 11 de abril de 2009

FILOSOFIA E CIÊNCIA (resumo pra prova)



ü O senso comum é o conhecimento recebido por tradição e que ajuda a nos situarmos no cotidiano, para compreendê-lo e agir sobre ele.
ü A ciência se distingue do senso comum porque as suas conclusões se baseiam em investigações sistemáticas, empiricamente fundamentadas pelo controle dos fatos.
ü As explicações da ciência, por serem sistemáticas e controláveis pela experiência, podem chegar a conclusões gerais.
ü As ciências são também gerais no sentido de que as conclusões não valem apenas para os casos estudados, e sim para todos os que a eles se assemelham. Ex: “a cor de um objeto depende da luz que ele reflete”.
ü O mundo construído pela ciência aspira à objetividade, as conclusões podem ser verificadas e a racionalidade da ciência procura despojar-se do emotivo.
ü “A ciência explica o mundo, mas se recusa a habitá-lo” (Merleau-Ponty).
ü Para ser precisa e objetiva, a ciência dispõe de uma linguagem rigorosa cujos conceitos são definidos de modo a evitar ambigüidades.
ü O conhecimento científico é uma conquista recente da humanidade, “surgiu”no século XVII com a revolução provocada por Galileu.
ü A ciência moderna nasce ao determinar seu objeto específico de investigação e ao criar um método confiável pelo qual será feito o controle desse conhecimento.
ü Não convém imaginar o método científico como um conjunto de regras fixas e mecânicas que garantem ao cientista alcançar resultados seguros a qualquer custo.
ü A ciência está em constante evolução, e suas verdades são sempre provisórias.
ü A ciência era pra se caracterizar com a imparcialidade, autonomia e neutralidade.
ü O poder da ciência é ambíguo, porque pode estar a serviço do florescimento da humanidade ou apenas de uma parte dela.
ü Os valores morais e sociais influenciam de tal forma as escolhas das pesquisas, ao privilegiar umas em detrimento de outras, que se torna impossível considerar a ciência neutra.
ü Podemos nos perguntar até que ponto a ciência efetivamente se presta a servir a valores alternativos, que visem a garantir a estabilidade social e ecológica.
ü A ciência se encontra envolvida na moral e na política e o cientista tem uma responsabilidade da qual não pode abdicar.
ü A ciência e tecnologia, mesmo que sejam expressões de racionalidade, podem produzir contraditoriamente efeitos irracionais, perversos, já que a razão pode ser posta a serviço da destruição da natureza, da alienação humana, da dominação ou do desprezo pelo sofrimento de grande parte da população.
ü A filosofia tem compromisso com a investigação dos fins e prioridades a que a ciência se propõe, e com análise das condições em que se realizam as pesquisas e das conseqüências das técnicas utilizadas.