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sábado, 29 de maio de 2010

QUESTÕES FILÓ - 1º ANO

01. (UFU)
Como uma onda

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Lulu Santos e Nelson Motta

A letra dessa canção de Lulu Santos lembra ideias do filósofo grego Heráclito, que viveu no século VI a.C. e que usava uma linguagem poética para exprimir seu pensamento. Ele é o autor de uma frase famosa: “Não se entra duas vezes no mesmo rio”. Dentre as sentenças de Heráclito abaixo citadas, marque aquela da qual o sentido da canção de Lulu Santos mais se aproxima.

(A) Morte é tudo que vemos despertos, e tudo que vemos dormindo é sono.
(B) O homem tolo gosta de se empolgar a cada palavra.
(C) Ao se entrar num mesmo rio, as águas que fluem são outras.
(D) Muita instrução não ensina a ter inteligência.
(E) O povo deve lutar pela lei como defende as muralhas da sua cidade.

02. Na geração do cosmo, a preponderância à terra, ao fogo, à água e ao ar costuma ser atribuída, respectivamente, aos seguintes pensadores pré-socráticos:

A) Parmênides, Heráclito, Tales e Pitágoras.
B) Xenófanes, Heráclito, Tales e Anaxímenes.
C) Pitágoras, Anaxágoras, Tales e Anaximandro.
D) Empédocles, Anaximandro, Tales e Parmênides

03. Os filósofos pré-socráticos lançaram questões centrais sobre o problema do ser, do conhecer e da origem da natureza, do universo. Parmênides e Heráclito são duas referências importantes nesse início da filosofia ocidental que ocorreu na Grécia Antiga entre os séc. VII e V a.C. Qual é a principal diferença na forma de pensar entre Heráclito e Parmênides?

A) Heráclito é dialético e Parmênides é analítico;
B) Heráclito é platônico e Parmênides é aristotélico;
C) Heráclito diz que os sentidos enganam e Parmênides valoriza os sentidos;
D) Heráclito considera que tudo na natureza se transforma, pois todas as coisas estão em constante movimento e, portanto, conhecer é captar a mudança contínua. Já Parmênides concebe que conhecer é alcançar o idêntico, imutável;
E) Para Heráclito ninguém consegue se banhar duas vezes no mesmo rio e para Parmênides todos "os banhos" são iguais.

04.(PROVA PROF. FILOSOFIA UFSC-UFFS) Aristóteles chamou os primeiros pensadores de fisiólogos, pois eles se voltaram para a investigação da natureza a partir de princípios racionalmente justificados ou justificáveis. Analise as afirmativas abaixo sobre a investigação da natureza elaborada pelos présocráticos:

I. existe ordem na natureza, mas nós não podemos conhecê-la.
II. nenhum pré-socrático colocou conjuntamente os quatro elementos (terra, fogo, água e ar) como princípios de todas as coisas.
III. todos os pré-socráticos supõem como verdadeiro que nada provém do nada.
IV. os eleatas diziam que o ser, para eles sinônimo da natureza de todas as coisas, é divisível.
V. Tales, Anaximandro e Anaxímenes defendem que a natureza tem um princípio único.
VI. Anaxágoras afirma que a Inteligência (Nous) é princípio de todas as coisas.
VII. para Leucipo e Demócrito os átomos, que juntamente com o vazio compõe a natureza como um todo, são infinitamente divisíveis.

Assinale a alternativa CORRETA.

A) Somente as afirmativas III, V e VI são corretas.
B) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.
C) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
D) Somente as afirmativas III, V e VII são corretas.
E) Somente as afirmativas III, IV e VI são corretas.

05. (PROVA PROF. FILOSOFIA/GO) Os pioneiros do pensamento ocidental anteriores a Sócrates, de um modo geral, observavam a natureza. À noite segue o dia. As estações do ano sucedem-se uma à outra. As plantas e os animais nascem, crescem e morrem. Diante desse espetáculo cotidiano da natureza, o homem manifesta sentimentos variados - medo, resignação, incompreensão e espanto. E são precisamente esses sentimentos que acabam por levá-lo à filosofia. O espanto inicial traduz-se em perguntas intrigantes: o que é essa natureza, que apresenta tantas variações? Ela possui uma ordem ou é um caos sem nexo?
Bernadete Abrão (Org.). História da Filosofia. São Paulo: Nova Cultural, 1999, p. 24 (com adaptações).
A partir do assunto abordado no texto acima e considerando o pensamento de filósofos pré-socráticos, assinale a opção correta.

A - Parmênides é o filósofo pré-socrático que do seu tempo destoava dos outros filósofos por sua abordagem da temática antropológica ao estudar o agir do homem e fundar, desse modo, a ética.
B - Pitágoras considerava tudo relativo na medida em que percebia o inter-relacionamento de todas as coisas.
C - Para Heráclito, o mundo era um eterno fluir, como um rio em que seria impossível banhar-se duas vezes na mesma água.
D - Para Anaxímenes, tudo se origina na água e toda a natureza teria como único princípio esse elemento natural.

Pré-socráticos - parte III

Parmênides de Eléia


Parmênides nasceu em Eléia, na Itália, cerca de 530 a.C. Foi discípulo do pitagórico Amínias e provavelmente, também seguiu as lições de Xenófanes. Em Atenas combateu a filosofia dos jônicos e, sua akmé se deu por volta de 500 a.C.
Escreveu uma obra, em poema, denominada Sobre a Natureza, composta por duas partes. Na primeira parte trata da verdade e na segunda, da opinião. A obra levanta-se contra o dualismo pitagórico e o mobilismo de Heráclito.
Parmênides formulou os dois princípios lógicos do pensamento: o principio da identidade ( o ser é o ser), e o principio da não-contradição (se o ser é, o seu contrario, não é).
Ele também foi o criador da ontologia, isto é, a doutrina do ser e de suas formas.
Para Parmênides a experiência sensorial nos faz perceber que tudo está em movimento, ou seja, em mudança. Nós mudamos, as coisas surgem e desaparecem mas o ser é imóvel e imutável, pois se se movesse, mudaria e tornar-se-ia aquilo que ele não é.

 Zenão de Eléia

Zenão nasceu em Eléia, na Itália, por volta de 504 a.C e teve sua akmé aproximadamente em 461 a.C. Foi o criador da dialética, isto é, a argumentação combativa, e um ferrenho defensor de seu mestre, Parmênides, principalmente contra as criticas dos pitagóricos.
Defendeu o ser uno, continuo e indivisível de seu mestre contra o ser múltiplo, descontinuo e divisível dos pitagóricos.
Zenão jamais defendia diretamente as teses de Parmênides, mas tomava as teses adversárias e as conduzia a conclusões contraditórias, portanto falsas. Zenão não pretendia demonstrar a verdade de uma teoria, mas os absurdos das opiniões contrarias. Por conta disso, Zenão ficou conhecido entre os gregos como o criador de dificuldades sem solução.

 Demócrito de Abdera

Demócrito nasceu em Abdera, colônia jônica da Trácia, cerca de 460 a.C. Foi sucessor de Leucipo e, portanto, sua phýsis também era baseada no átomo.
Os átomos, segundo Demócrito são os elementos que formam tudo o que existe no mundo. Eles se movimento no vácuo, chocando-se e unindo-se uns aos outros, fazendo as coisas nascer, mudar e perecer.
Os átomos não são iguais, e se diferenciam pela forma, grandeza, posição, direção e velocidade, mas são todos iguais em substancia, de forma que as diferenças nas coisas são explicadas apenas pela forma, arranjo e posição dos átomos.
Tudo é matéria na teoria atômica de Demócrito, razão pela qual ele e Leucipo ficaram conhecidos como materialistas.

Pré-socráticos - parte II

Heráclito de Éfeso

 
Heráclito nasceu em Éfeso, cidade da Jónia, por volta de 540 a.C., descendente de uma família que ainda conservava prerrogativas reais.
Embora incluído na Escola Jônica, por sua descendência, Heráclito não teve nenhum mestre e desprezava os filósofos de seu tempo. Escreveu um livro também intitulado "Sobre a Natureza", mas de forma tão concisa que recebeu o cgnome de "O Obscuro".
Sua akmé se deu entre 504 e 500 a.C.. É considerado o maior filósofo pré-socrático, por formular com vigor o problema da unidade permanente do ser diante da pluralidade e mutabilidade das coisas particulares e transitórias. Estabeleceu ainda a existência de uma lei universal e fixa – logos – que rege todos os acontecimentos particulares e fundamenta a harmonia universal.
Sua phýsis é o fogo primordial que arde eternamente, a própria razão. Para Heráclito, o mundo é um devir eterno. Platão, referindo-se a Heráclito, conclui que para o pré-socrático "tudo flui".
"Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio, pois o rio nunca é o mesmo e nós também nunca mais somos os mesmos". É a frase que define a teoria de Heráclito. O mundo está em constante mudança e tudo o que se acha que é permanente é ilusão.
O dia anoitece, a noite amanhece, o sono desperta, o despertar adormece. O movimento é a realidade verdadeira e a luta dos contrários, já que o fluxo perpétuo do mundo sempre está alterando as coisas.

 Pitágoras de Samos

Pitágoras nasceu em Samos, cerca de 580/78 a.C. e, por sua importância, dá o nome à Escola Pitagórica.
Muito pouco se conhece da vida deste filósofo e matemático. Alguns chegam a duvidar se ele realmente existiu ou se o nome Pitágoras foi dado aos estudiosos de ciências matemáticas do período. Por este fato, iremos tratar aqui não só de Pitágoras, mas de toda a escola itálica.
O pitagorismo influenciou muito os pensadores posteriores. Mesmo depois da crise do Pitagorismo (em face do famoso teorema, que, maliciosamente recebeu o nome de Teorema de Pitágoras) e de sua quase extinção, percebemos que Platão e Aristóteles utilizam e baseiam-se em conclusões atribuídas aos pitagóricos.
Pitágoras tinha por sua phýsis os números. O um é o princípio de todas as coisas, assim como a matemática.
Os números estão presentes em todas as coisas, tanto visíveis como invisíveis. São ritmos, proporções, relações, somas, subtrações, combinações e dissociações ordenadas e reguladas, ou seja, o número não representa nem simboliza as coisas, ele é a estrutura das coisas.
O número produz a unidade e a diversidade das coisas e por isso as torna conhecíveis por nossa alma.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pré-socráticos - Escola Jônica

Tales de Mileto
 
Tales nasceu na Jônia, na Ásia Menor, por volta de 625/4 a.C. Sua akmé (florescimento filosófico) se deu por volta do ano 585 a.C. Morreu aproximadamente em 558 a.C.
É, possivelmente, o primeiro filósofo grego, investigador das coisas da natureza como um todo. De suas idéias pouco se conhece, já que não se sabe se escreveu algo e não existem fragmentos de seus estudos. Tudo o que sabemos sobre ele provém do que nos foi transmitido pelos doxógrafos.
Segundo o historiador Heródoto, Tales foi um dos Sete Sábios da Grécia arcaica. Sua filosofia nos foi passada principalmente por Aristóteles, Teofrasto e Simplício.
Tales, ao que consta, foi político, engenheiro e comerciante. Foi ele que primeiro estudou as cheias do Rio Nilo, desfazendo os mitos que as narravam. Fez ainda algumas descobertas astronômicas e matemáticas, razão pela qual Aristóteles o consagra como fundador da teoria cosmológica.
A phýsis de Tales é a água, que, para ele, era o princípio de todo o Universo. A água é o principio do devir, isto é, da mudança e do movimento.
Segundo Marilena Chauí, "Tales considera que as coisas são viventes ou animadas e por isso se transformam e se conservam. A água faz todas as coisas e é a matéria e a alma de todas elas".
Tales chegou a afirmar, segundo nos relata Aristóteles, que a água está sob a terra, levado a esta conclusão por ver que o alimento de todas as coisas é úmido, e que o próprio quente dele procede e dele vive.

Anaximandro de Mileto

Anaximandro foi um sucessor de Tales. Nasceu por volta de 610 a.C. e morreu aproximadamente em 547 a.C. e de sua vida praticamente nada se sabe. Foi geógrafo, matemático, astrônomo e político. Relatos nos dão conta de que escreveu um livro, posteriormente chamado "Sobre a natureza".
Atribui-se a Anaximandro a confecção de um Mapa-Mundi com o mundo então conhecido. Ampliando a visão de Tales, foi o primeiro a formular o conceito de uma lei universal presidindo o processo cósmico total.
Para Anaximandro, a phýsis não é a água ou qualquer outro elemento, mas o apeíron, isto é, alguma natureza diferente, ilimitada e infinita, de onde vêm os céus e os mundos neles contidos.
Anaximandro foi o primeiro a usar a palavra princípio, que é o elemento primordial das coisas. Não se trata simplesmente da mistura de vários elementos corpóreos, mas é a matéria em que os elementos ainda não estão distintos e que, por isso, é infinita, indeterminada e indefinida.

Anaxímenes de Mileto

Ao que consta, Anaxímenes foi discípulo e continuador de Anaximandro. Nasceu por volta de 585 a.C. e morreu próximo de 528/5 a.C. Filho de Euristrato, sua akmé se dá em 546-545 a.C.
Também escreveu uma obra intitulada posteriormente "Sobre a natureza". Dedicou-se especialmente à meteorologia. Foi o primeiro a afirmar que a Lua recebe luz do Sol.
Apesar de ser um discípulo de Anaximandro, Anaxímenes discorda de seu mestre já que, para ele, a natureza não é indefenida (embora concorde que é ilimitada). Sua phýsis é o ar, que diferencia-se nas substâncias, por rarefação e condensação, tornando-se fogo, vento, nuvem, água e, daí, terra, pedras e as demais coisas.

FONTE: http://www.webartigos.com/articles/5799/1/Pre-socraticos/pagina1.html

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pré-Socráticos

1 - Introdução

Costuma-se dividir a filosofia grega em três grandes períodos, que veremos a seguir.
* período pré-socrático (sécs. VII e VI a.C); os filósofos das colônias gregas (Jônia e Magna Grécia iniciam o processo de desligamento entre a filosofia e o pensamento mítico.
* período socrático ou clássico (sécs. V e IV a.C.) o centro cultural passa a ser Atenas; desse período fazem parte Sócrates e seu discípulo Platão, que posteriormente foi mestre de Aristóteles; o pensamento organizado e sistemático de Platão e Aristóteles influenciará durante séculos a cultura ocidental; também os sofistas são deste período e foram duramente criticados por seus contemporâneos.
* período pós-socrático (sécs. III e II a.C.): caracteriza-se pela expansão macedônica sobre os territórios gregos e formação do império de Alexandre Magno, que se estende por regiões da Ásia e parte do norte da África; após a morte de Alexandre, inicia-se a época helenística, marcada pela influência oriental; as principais expressões filosóficas do período pós-socrático são o estoicismo e o epicurismo.


2 - O que foi o período dos pré-socráticos
Os pré-socráticos foram os primeiros pensadores que, nas cidades gregas da Ásia Menor por volta do séc. VI a.C.,procuraram desenvolver formas de explicação da realidade natural, do mundo que os cercava, independentemente do apelo a divindades e a forças sobrenaturais. É nesse sentido que dizemos que os filósofos pré-socráticos romperam com a tradição mítica, e é por isso também que deno­minamos seu pensamento de naturalista, por visar explicar a natureza (physis)a partir dela própria, entender os fenômenos com base em causas puramente naturais.
Dos pré-socráticos conhecemos apenas fragmentos e isso demonstra a dificuldade para estudos sistemáticos ao longo da História da Filosofia sobre esses autores. Há uma linguagem diferente e, em alguns casos, nada destes filósofos foi preservado, restando referências apenas a partir de citações realizadas por outros nomes da Antiguidade, como Platão e Aristóteles. Esta "escassez" de fontes, no entanto, não deve limitar o alcance e a contribuição dos pré-socráticos para a tradição filosófica posterior. Os pequenos fragmentos que nos restam servem para apontar a busca de uma totalidade que marcou e ainda marca diversas obras filosóficas.
Os pré-socráticos são agrupados em "escolas" pautadas por critérios geográficos e "temáticos". Nem todos os pré-socráticos viveram antes de Sócrates, mas são assim denominados por suas investigações sobre a physis.

3. Principais representantes das escolas pré-socráticas
Escola Jônica (Ásia Menor): Tales de Mileto, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito de Éfeso, Diógenes de Apolônia.

Escola Pitagórica (Magna Grécia): Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona.

Escola Eleata (Magna Grécia): Parmênides de Eléia, Zenão de Eléia, Xenófanes de Colofão.

Escola Atomista (Trácia): Leucipo e Demócrito de Abdera.

Outros filósofos: Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazomena. 
 
FONTE: http://jaueras.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de março de 2010

O nascimento da Filosofia

Segundo alguns historiadores da Filosofia, a mesma surgiu por volta do final do século VII e início do século VI a.C., na cidade grega de Mileto, na região Jônia. O primeiro filósofo foi Tales de Mileto. Tales desenvolveu a idéia da Cosmologia, ou ordem da Natureza. Formulou um conhecimento racional e sintético da mesma. Cosmos significa “ordenação do mundo e das coisas naturais” e logos significa estudo, palavra, pensamento racional. Então, a cosmologia é um estudo sobre as coisas da natureza: sua origem, o que causa, enfim.
As condições históricas que favoreciam o surgimento da filosofia:
  1. as viagens marítimas (contato com novas culturas);
  2. a invenção do calendário (planejamento do futuro);
  3. a invenção da moeda (nova abstração – a medida em que a moeda coloca sobre o mesmo valor coisas distintas)
  4. o surgimento da vida urbana (foi necessário se organizar cidades conforme leis);
  5. a invenção da escrita alfabética (da oralidade se passa a fixar o pensamento);
  6. a invenção da política (fundamental para o surgimento do discurso e da dialética).

As três características fundamentais dos mitos gregos que favoreceram o surgimento da filosofia por conduzirem à racionalização:
  1. a humanização dos deuses (antropormofização: transformados em humanos, tanto em forma como em sentimento);
  2. o não temor aos mortos, pois as almas ou espíritos iam para Hades e não interferiam na vida dos homens;
  3. a exaltação dos valores da vida presente descritos em um mundo luminoso composto de deuses da luz. (exaltavam coragem, bravura, etc.)
Essas três características afastavam o monstruoso e traziam racionalidade e clareza, o que conduzirá à visão filosófica do universo governado pela razão. A palavra dios, genitivo de Zeus, dá origem aos termos deus e dia.
Diferenças entre mito e logos:
  1. O pensamento mítico pertence ao campo do pensamento e da linguagem simbólica. O pensamento lógico pertence ao campo do pensamento e da linguagem conceitual.
  2. A imaginação cria mitos e o pensamento elabora conceitos.
  3. O mito possui caráter mágico-maravilhoso e simbólico, pode ser visto nas artes. Logos possui um caráter conceitual, próprio das ciências (filosofia). Ambas sempre existiram.
FONTE: filosoficando.worpress.com


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Linguagem e Filosofia



+ Falar é uma atividade especificamente humana.

+ Falar, é manifestar o nosso pensamento sobre o mundo, tanto o nosso mundo subjetivo como o mundo objetivo.
+ A linguagem verbal (escrita e falada) não é a única linguagem usada pelo ser humano.
+ Toda linguagem é um sistema de signos. O signo é uma coisa que está em lugar de outra, sob algum aspecto.
+ O signo relaciona-se com o objeto de forma a dar origem em nossa mente a um segundo signo que explica o primeiro. Ex: ao vermos o desenho de uma casa (segundo) projetamos a idéia/signo de casa na nossa mente.
+ Toda linguagem possui um repertório, ou seja, uma relação dos signos que vão compô-la. Ex: as notas musicais são os sinais utilizados para a linguagem musical.
+ Há, também, a regra de combinação, ou seja, quais os signos que podemos usar juntos?
+ A linguagem deve estabelecer as regras de uso dos signos.
+ Só quando conhecemos o repertório, as regras de combinação e as regras de uso, podemos dizer que dominamos uma linguagem.


FONTE: (Filosofando: Introdução à Filosofia. Maria Lucia Aranha e Maria Helena Martins)


quinta-feira, 2 de abril de 2009

Filosofia 1º ano - Introdução

(Filósofo em Meditação, Rembrandt)

  • PHILO (philia = amizade, amor fraterno) + SOPHIA (sophos = sábio)

  • Filosofia = amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saberA filosofia começa quando algo desperta a nossa admiração, espanta-nos, capta a nossa atenção, exige uma explicação

  • Qualquer cultura tem, desde sempre, seu baú de respostas e explicações às questões que são levantadas

  • Se por um lado, é normal ao ser humano espantar-se, interrogar é por outro lado normal que não se espante nem se interrogue muito

  • Certas pessoas crescem aceitando sem discutir os papéis sociais que lhes são atribuídos, sem jamais questionar seu valor e seu porquê, como se tudo fosse parte da ordem natural e inevitável das coisas

  • A filosofia grega parece ter surgido quando as respostas dadas pelo mito a certas questões não satisfizeram mais a certas mentes exigentes de um povo curioso e passível de se espantar