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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Civilizações Pré-colombianas



Quando o primeiro grande descobridor europeu, Cristóvão Colombo, aporta ao continente americano, encontra lá estabelecidas três grandes culturas, espalhadas por uma vastíssima região que se estende do México ao Chile: os Astecas, os Incas e os Maias.
Os Astecas haviam-se instalado há séculos, após várias guerras de conquista, no território a que hoje chamamos México. Aí constituíram um estado que de algum modo se pode comparar aos estados da Antiguidade, quer aos do Médio Oriente quer aos da região índica. Os Astecas tinham já desenvolvido um sistema de escrita, onde se misturavam sinais ortográficos de carácter fonético e ideogramas, com os quais podiam registar as suas obras poéticas e os seus mitos. Tratava-se de uma sociedade dividida em clãs, em que os sacerdotes e os guerreiros detinham um grande poder sobre os restantes segmentos da sociedade; a pirâmide social descia até aos servos, ocupados na produção agrícola, passando por uma classe de comerciantes e de artesãos. A religião, politeísta, tinha uma tão grande influência na vida quotidiana que a chegada dos conquistadores espanhóis foi encarada por todos, incluindo o imperador reinante, como uma inelutável fatalidade prevista nos mitos. À religião estava associada a astronomia, que registava assinaláveis progressos, embora baseada apenas na observação directa dos fenómenos; dessa observação tinham sido deduzidos dois calendários, um religioso (de 260, dividido em vinte "meses") e um solar (com 365 dias, com 18 meses), sendo os nomes dos meses relacionados com o ciclo dos trabalhos agrícolas. A atestar a sua competência técnica (embora não seja muito completo o conhecimento das suas técnicas de construção) estão as pirâmides, destinadas à prática religiosa (no seu topo localizava-se a mesa dos sacrifícios humanos) e a sua escultura (geralmente de temas dramáticos).


Os Incas tinham estabelecido o seu império num vasto território que ia da actual Colômbia à costa chilena. A sua conquista de tão vasto domínio não estava ainda perfeitamente consolidada no momento da chegada dos conquistadores espanhóis, o que de certo modo facilitou a implantação e dominação destes (o Império Inca seria destruído em 1532, quando Francisco Pizarro derrotou e matou o imperador Atahualpa). A organização social inca, fortemente hierarquizada, compreendia uma família real (cuja origem e poder se identificava com mitos ancestrais), ligada a uma nobreza detentora de poder político, religioso e militar, à qual se subordinava uma classe de agricultores e artesãos, terminando nos trabalhadores agrícolas, destituídos de toda a liberdade. O imperador dispunha de um corpo de cobradores de impostos dotado de apreciável autoridade; por outro lado, a extensão do império obrigava a uma regionalização e à consequente distribuição do poder por um segmento nobre, que representava o poder imperial em todo o vasto país. A economia era baseada unicamente na produção agrícola, sendo a terra propriedade do estado, que a distribuía aos que a iriam trabalhar. É assim fácil de entender que a religião, organizada e dirigida pelo estado, estivesse também, nos seus rituais e mitos, ligada ao ciclo da produção agrícola. Da arte deste povo, que não possui a monumentalidade dos Astecas, conhecem-se esculturas murais com pouca variedade de motivos e trabalhos decorativos em metais preciosos. O maior exemplo das capacidades da sua engenharia está nas estradas andinas que permitiam atravessar todo o império.


A cultura maia apresenta características diferentes das duas anteriores. Os Maias eram uma federação de estados, que se criou em territórios que hoje fazem parte do México (Chiapas) e da Guatemala. A Federação teve uma vida agitadíssima: encontrava-se constituída no século IV da nossa era, mas foi palco de numerosas lutas internas, prolongadas e destruidoras, acabando o povo maia por se fundir com os toltecas (século X), o que lhe deu novo fôlego. As suas cidades começaram a renascer, recompondo-se a Federação. No entanto, nas vésperas da conquista espanhola a crise voltara a instalar-se, e os conquistadores foram encontrar um povo em decadência e desorganização, cuja cultura tinha já quase desaparecido inteiramente. Nos meados do século XVI a cultura maia tinha sofrido o mesmo destino das restantes culturas pré-colombianas: a integração no império espanhol.



FONTE: Infopédia.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Expansão Marítima e Comercial


  1. Com as grandes navegações a partir do século XV, com a circunavegação da África, a descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama, a descoberta da América por Colombo e com a volta ao mundo de Fernão de Magalhães, aumentaram-se as regiões produtoras e consumidoras, surgindo o mercado mundial.
  2. A expansão marítima e comercial européia dos séculos XV e XVI, representou um dos aspectos básicos da transição do feudalismo para o capitalismo nascente.
Fatores que levaram à Expansão.
  1.  A procura de especiarias:  A burguesia européia passou a se interessar em quebrar o monopólio italiano, sobre o comércio no mar Mediterrâneo, mas para isso, era necessário descobrir um novo caminho para as Índias.
  2. A escassez de metais preciosos na Europa: a grande quantidade de moedas usadas pelos países europeus para fazer o pagamento das importações resultou numa escassez de metais preciosos e as minas européias não conseguiam atender a demanda.
  3. Aliança entre o rei e a burguesia: a burguesia e a monarquia aliadas buscam a valorização do comércio e a centralização do poder. Esta aliança possibilitaria derrotar a nobreza feudal. A burguesia fornecia à monarquia capitais necessários para armar exércitos e centralizar o poder. Os reis, por sua vez, deveriam promover o desenvolvimento do comércio, atendendo aos interesses da burguesia.
  4. As Grandes Navegações só foram possíveis por causa dos avanços tecnológicos do século XV. O desenvolvimento da cartografia, os estudos de astronomia, o aperfeiçoamento das embarcações. Os navegadores passaram a utilizar a bússola e o astrolábio que determinava a latitude e a longitude.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

PROVA DE HISTÓRIA 1° ANO - GABARITADA

01. (CESPE) O Renascimento Cultural dos séculos XIV a XVI está intimamente ligado à expansão comercial, à reforma religiosa e ao absolutismo político. À luz da assertiva, assinale a opção correta: (2,0 pts)

a) o Renascimento enfatizava uma releitura da cultura religiosa, priorizando em suas produções os subsídios do franciscanismo.
b) o Renascimento Cultural resgatou da Antiguidade Clássica o individualismo, o naturalismo e a crença na imortalidade.
c) considerando as mudanças políticas e culturais da época, sobretudo a afirmação da burguesia como categoria social, é correto afirmar que os renascentistas foram os precursores do socialismo utópico.
d) no Renascimento, sobressaíram-se os valores modernos, burgueses, como o naturalismo e o hedonismo.

02. (FUVEST) O sistema feudal caracterizava-se: (1,0 pt)
a) pela inexistência do regime de propriedade da terra, predomínio da economia de comercio e organização da propriedade pública.
b) pelo cultivo da terra por escravos com produção intensiva e grandes benefícios para os vassalos.
c) pela aplicação do sistema assalariado e trabalho forçado dos vilões nas pequenas propriedades senhoriais.
d) pela divisão da terra em pequenas propriedades e utilização de técnicas avançadas de cultivo.
e) pela propriedade senhorial da terra, regime de trabalho servil e base essencialmente agrárias.

03. (VUNESP) Sobre as associações de importantes grupos sociais da Idade Média, um historiador escreveu: “Eram cartéis que tinham por objetivo a eliminação da concorrência no interior da cidade e a manutenção do monopólio de uma minoria de mestres no mercado urbano” (Jacques Le Goff, A civilização do Ocidente Medieval). O texto caracteriza de maneira típica: (2,0pts)
a) as universidades medievais
b) a atuação das ordens mendicantes
c) as corporações de oficio
d) o domínio dos senhores feudais
e) as seitas heréticas.

04. (UNIFOR) Considere o texto:
“Em São João (24 de junho), os camponeses de Verson, na Normandia (França), devem ceifar os prados do senhor e levar os frutos ao castelo. (...) No começo do inverno, pagavam a corvéia sobre a terra senhorial, para prepará-la, semear e passar a grade. Em Santo André (30 de novembro), paga-se uma espécie de bolo. Pelo Natal, galinhas boas e finas”. (In: J. Isaac e A. Alba. História Universal. São Paulo: Mestre Jou, 1967. p. 33-34). A analise do texto permite afirmar que durante o feudalismo: (1,0 pt)
a) os senhores feudais proporcionavam vários presentes em espécie e em trabalho aos trabalhadores das reservas servil e senhorial.
b) havia grande solidariedade entre os senhores feudais e os servos da gleba, demonstrada na troca de favores entre ambos.
c) os camponeses deviam obrigações aos senhores feudais em parcelas de produção e prestação de serviços gratuitos nas reservas senhoriais.
d) as relações comerciais entre os suseranos e os vassalos eram intensas, principalmente as realizadas no verão e no inverno.
e) os trabalhadores eram livres para plantar e criar animais e vendê-los aos seus próprios senhores em determinados períodos do ano,

05. (CESPE) O modelo tripartido de sociedade, de raiz indo-européia, difundiu-se pelo mundo ocidental e foi fundamental para a formulação política do feudalismo. Compõe o modelo tripartido feudal: (1,0 pt)
a) os que pensam, os que guerreiam e os que comercializam.
b) os que mandam, os que rezam e os que obedecem.
c) os que rezam, os que guerreiam e os que trabalham.
d) os que reinam, os que se submetem e os que se revoltam.

06. (UNIFOR) A doutrina religiosa criada por Maomé foi por ele denominada de Islã, que significa: (1,0 pt)
a) “aqueles que fizeram a paz com Deus”.
b) “a vinda do Messias, salvador dos árabes”.
c) “submissão à vontade de Deus”.
d) “jejuar durante o mês do ramadã”.
e) “o Senhor quer de ti a justiça”.

07. (MED. SANTOS) Luís, o Piedoso, sucessor de Carlos Magno, manteve o Império unido. Com sua morte, começou a crise política, caracterizada de um lado pelas invasões normandas e de outro: (1,0 pt)
a) pela divisão do Império em três reinos, através do Tratado de Verdun
b) pela manutenção da unidade do Império, através do Tratado de Cateau-Cambrésis
c) pela disputa entre seus sucessores, que acabaram mantendo a unidade do Império através do Tratado de Verdun
d) pela divisão do Império, através do Tratado de Cateau-Cambrésis
e) n.d.a.

08. “O estabelecimento dos aldeamentos foi essencial para consolidar a conquista portuguesa e redefinir o espaço cearense. Teve também um papel importante quanto ao nível ideológico no processo de “convencimento” destes povos para aceitarem o novo modo de vida, pois nenhuma conquista se mantém apenas pela violência”. (Francisco José Pinheiro. Mundos em Confronto: povos nativos e europeus na disputa pelo território).
Acerca dos aldeamentos no Ceará Colonial é correto afirmar que: (1,0 pt)

a) foram criados pelos ameríndios, como uma forma de resistência à cultura européia.
b) os aldeamentos foram encaminhados pelos missionários, que buscavam, também, o aumento do rebanho do catolicismo.
c) representou um processo de aculturação, onde o índio local modificou os costumes do branco europeu.
d) foi implementado com o objetivo de escravizar os índios locais para trabalharem na lavoura de café.
e) n.d.a.

09. QUESTÃO EXTRA: Qual a palavra de oito letras que, tirando duas ficam quinze?
QUINZENA

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

As Cruzadas e o Renascimento Comercial



 Durante a Baixa Idade Média (séculos XI a XV) a produção deixou de ser exclusivamente para consumo local e passou a ser destinada ao comércio, estimulando a circulação das moedas;
 A partir do século XI aumentou a segurança nas estradas, possibilitando as viagens comerciais. O número de mortes diminuiu e, com isso, a população aumentou, gerando a necessidade de mais produtos para consumo;
 Para aumentar a produção, o trabalho servil foi substituído gradativamente pelo trabalho livre, até que no final do século XVI o capitalismo estava implantado;
 No século XI, os senhores feudais aumentaram as obrigações dos servos, que começaram a abandonar os feudos. As rendas dos senhores feudais diminuíram e muitos servos e vilões tornaram-se mendigos ou bandidos;
 O sustento dos nobres tornou-se mais difícil. Os filhos mais novos dessas famílias, deserdados, procuraram outras opções de sobrevivência – como a vida religiosa, o casamento ou o banditismo;
 Para canalizar a violência social, a Igreja e os reis organizaram as Cruzadas contra os muçulmanos, com o objetivo de recuperar lugares sagrados, impedir o avanço árabe na Europa, controlar as rotas comerciais nas mãos dos muçulmanos e mostrar que o papa tinha autoridade sobre a cristandade;
 Muitas pessoas participaram das Cruzadas, atraídas pela possibilidade de enriquecimento através da conquista e pela promessa de salvação, feita pela Igreja, aos que combatessem os muçulmanos;
 As Cruzadas tiveram várias conseqüências. Uma delas foi o aumento do comércio entre o Oriente e o Ocidente, que levou ao ressurgimento da economia urbana e monetária na Europa ocidental. A classe dos comerciantes se fortaleceu.

FONTE: Clio História

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Questões para revisão de história


01. (Fatec-SP) Uma das características a ser reconhecida no feudalismo europeu é:


a) A sociedade feudal era semelhante ao sistema de castas.
b) Os ideais de honra e fidelidade vieram das instituições dos hunos.
c) Vilões e servos estavam presos a várias obrigações, entre elas o pagamento anual de capitação, talha e banalidades.
d) A economia do feudo era dinâmica, estando voltada para o comércio dos feudos vizinhos.
e) As relações de produção eram escravocratas.

02. (UFPA) Nas relações de suserania e vassalagem dominante durante o feudalismo europeu, é possível observar que:
a) a servidão representou, sobretudo na França e na península Ibérica, um verdadeiro renascimento da escravidão conforme existia na Roma imperial.
b) os suseranos leigos, formados pela grande nobreza fundiária, distinguiam juridicamente os servos que trabalhavam nos campos dos que produziam nas cidades.
c) mesmo dispondo de grandes propriedades territoriais, os suseranos eclesiásticos não mantinham a servidão nos seus domínios, mas sim o trabalho livre.
d) o sistema de impostos incidia de forma pesada sobre os servos. O imposto da mão morta, por exemplo, era pago pelos herdeiros de um servo que morria para que continuassem nas terras pertencentes ao suserano.
e) as principais instituições sociais que sustentavam as relações entre senhores e servos eram de origem muçulmana, oriundos da longa presença árabe na Europa Ocidental.

03. (UFJF-MG) O islamismo, religião fundada por Maomé e de grande importância na Unidade árabe, tem como fundamento:
a) o monoteísmo, influência do cristianismo e do judaísmo, observado por Maomé entre povos que seguiam essas religiões.
b) o culto dos santos e profetas através de imagens e ídolos.
c) o politeísmo, isto é, a crença em muitos deuses, dos quais o principal é Alá.
d) o princípio da aceitação dos desígnios de Alá em vida e a negação de uma vida pós-morte.
e) a concepção do islamismo vinculado exclusivamente aos árabes, não podendo ser professado pelos povos inferiores.

04. (Fuvest) As feiras na Idade Média constituíram-se:
a) instrumentos de comércio local das cidades para o abastecimento cotidiano dos seus habitantes.
b) áreas exclusivas de câmbio das diversas moedas européias.
c) locais de comércio de amplitude continental que dinamizaram a economia da época.
d) locais fixos de comercialização da produção dos feudos.
e) instituições carolíngias para renascimento do comércio abalado com as invasões no Mediterrâneo.

05. (Fuvest) Do Grande Cisma sofrido pelo cristianismo no século XI, resultou:

a) o estabelecimento dos tribunais da Inquisição pela Igreja católica.
b) a Reforma protestante, que levou à quebra da unidade da Igreja católica na Europa Ocidental.
c) a heresia dos albigenses, condenada pelo papa Inocêncio II.
d) a divisão da Igreja em católica romana e ortodoxa grega.
e) a Querela das Investiduras, que proibia a investidura de clérigos por leigos.

06. (Cescem-SP) As corporações de ofício eram organizadas com o objetivo de:

a) defender os interesses dos artesãos diante dos patrões.
b) proporcionar formação profissional aos jovens fidalgos.
c) aplicar os princípios religiosos às atividades cotidianas.
d) combater os senhores feudais.
e) proteger os ofícios contra a concorrência e controlar a produção.

07. (Vunesp) Sobre as associações de importantes grupos sociais da Idade Média, um historiador escreveu: "Eram cartéis que tinham por objetivo a eliminação da concorrência no interior da cidade e a manutenção do monopólio de uma minoria de mestres no mercado urbano". (Jacques Le Goff, A civilização do Ocidente medieval.) O texto caracteriza de maneira típica

a) as universidades medievais
b) a atuação das ordens mendicantes
c) as corporações de ofício
d) o domínio dos senhores feudais
e) as seitas heréticas

08. (PUC-SP) Não pode ser considerado como fator gerador do renascimento comercial que ocorre na Europa, a partir do século XI:

a) a crise do modo de produção feudal provocada pela superexploração da mão-de-obra, através das relações servis de produção.
b) a disponibilidade de mão-de-obra provocada, entre outros fatores, pelo crescimento demográfico a partir do século X.
c) a predominância cultural e ideológica da Igreja, com a valorização da vida extraterrena, a condenação à usura e sua posição em relação ao "justo preço" das mercadorias.
d) a aquisição das "cartas de franquias", que fortalecia e libertava a nascente burguesia das obrigações tributárias dos senhores feudais.
e) o movimento cruzadista, que, retratando a estrutura mental e religiosa do homem medieval, se estendeu entre os séculos XI e XIII.

09. (Vunesp) “Na sociedade feudal, o vínculo humano característico foi o elo entre subordinado e chefe mais próximo. De escalão em escalão, os nós assim formados uniam, tal como se se tratasse de cadeias infinitamente ramificadas, os menores e os maiores. A própria terra só parecia ser uma riqueza tão preciosa por permitir obter ‘homens’, remunerando-os." (Marc Bloch. A sociedade feudal.)
O texto descreve a:

a) hierarquia eclesiástica da Igreja Católica;
b) relação de tipo comunitário dos camponeses;
c) relação de suserania e vassalagem;
d) hierarquia nas corporações de ofício;
e) organização política das cidades medievais.


OBS: Coloco o gabarito depois, vamos ralar a massa cinzenta primeiro !!!!!!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Feudalismo


 O sistema feudal foi a forma de organização econômica, social, política e cultural cujas origens estavam no século V, mas que firmou-se entre os séculos IX e XII. Esse sistema se baseava na posse da terra;
 A produção feudal era feita para consumo local, não se destinando ao comércio;
 O senhor feudal era o proprietário da terra, controlando os homens que trabalhavam nela, os servos. Os servos recebiam proteção militar do senhor feudal em troca do seu trabalho.
 O senhor feudal tinha controle total sobre sua terra - denominada feudo. Ele fazia as leis, concedia privilégios, aplicava a justiça, declarava a guerra e negociava a paz.
 Os servos pagavam uma série de obrigações ao senhor feudal, em forma de trabalho (corvéia) ou de produtos (talha, banalidades, taxa de casamento e mão morta). Além disso, pagavam taxas à Igreja;
 Para não esgotar o solo, praticava-se a rotação de culturas, dividindo-se a terra em três partes: uma delas permanecia em repouso (pousio) e as outras duas eram cultivadas com produtos diferentes. 
 A condição social na Idade Média era determinada pelo nascimento. Os que nasciam servos permaneciam assim até a morte e o mesmo acontecia com os nobres. Apenas os moradores das vilas (vilões), que prestavam serviços aos senhores feudais, podiam ascender socialmente;
 O clero, outra camada social, era a única com acesso à escrita, controlando a sociedade através da religião e tendo acesso a cargos administrativos nos reinos medievais;
 Apesar da autonomia, os senhores feudais também precisavam de proteção, conseguida através de juramento de fidelidade entre eles e outros nobres, Através dele, o nobre que requisitava auxílio era chamado de suserano e o que o oferecia era chamado de vassalo;
 Os territórios da Igreja – a maior proprietária de terras da Europa na época – organizavam-se de modo semelhante aos dos senhores feudais. Mas a principal função da Igreja era cuidar da parte espiritual;
 A Igreja condenava o comércio, pois afirmava que o trabalho e os bens materiais não deveriam levar ao enriquecimento, e sim à salvação. O empréstimo de dinheiro a juros também era condenado.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Trabalho de História



Boas sorte para as duplas de três !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
  1. Qual a importância da jihad no processo de ampliação do Império Islâmico?
  2. O que foi o Cisma do Oriente e quais as suas consequências para o cristianismo?
  3. Em que consistiu o renascimento carolíngio e que legado ele nos deixou?
  4. De que modo a Igreja católica se tornou a instituição mais rica e poderosa da Idade Média?
  5. Como os "homens bons" exerciam os seus poderes nas vilas do Ceará colonial?
  6.  QUESTÃO EXTRA:   Dinheiros iguais: Uma pessoa falou com a outra: "Se você me der R$1,00, eu terei o dobro do que você tem". Então o outro disse: "Se você me der R$1,00, teremos dinheiros iguais". Quanto tinha cada um?


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Reinos Francos

  1. Os francos viviam nas margens do rio Reno e, no século V, entraram na Gália. No final desse século, os reis da dinastia Merovíngia ampliaram o Reino Franco. Durante a dinastia Carolíngia (final do século VIII), o Reino Franco tornou-se o mais poderoso da Europa ocidental;
  2. A história desse povo foi marcada por disputas entre a realeza e os nobres, enfraquecendo os reis e fazendo emergir os senhores feudais;
  3. Clóvis (481-511) fundou o Reino Franco, anexando terras dos romanos e dos bárbaros. Converteu-se ao cristianismo e aproveitou a organização administrativa dos bispados;
  4. A economia do Reino Franco baseava-se nos feudos e a administração era exercida por funcionários nomeados pelo rei, com a morte de Clóvis o Reino Franco foi dividido;
  5. Os reinos mantinham certa independência e eram supervisionados pelos prefeitos do palácio, nobres que assumiram as funções administrativas do rei;
  6. Com o apoio do papa, Pepino destronou Childerico III em 751 e tornou-se o novo rei, iniciando a dinastia carolíngia. Em seu reinado, a Igreja recebeu o Patrimônio de São Pedro;
  7. Em 768, Pepino dividiu o reino entre seus filhos Carlomano e Carlos Magno. O primeiro morreu em 771, deixando o governo para o irmão. No reinado de Carlos Magno, o reino anexou territórios italianos e a Baviera, dominou e converteu os saxões e conteve os muçulmanos nos Pireneus;
  8. O papa Leão III, ameaçado de morte por seus inimigos, aliou-se a Carlos Magno e, em 800, o coroou imperador do Império Romano do Ocidente;
  9. Dentro do Império, ele tinha a mesma autoridade do papa, indicando bispos e abades. Estado e Igreja estavam unidos na pessoa do imperador;
  10. A economia do Império era agrícola, mas a segurança militar estabeleceu as bases de um comércio com o norte da Europa;
  11. O Império promoveu a alfabetização dos nobres e a tradução de obras romanas e gregas, o que foi fundamental para a preservação da cultura clássica na Idade Média. As atividades culturais do período fizeram com que ele ficasse conhecido como Renascimento Carolíngio.
  12. Em 843, pelo Tratado de Verdun, o Império dividiu-se em três reinos. Carlos ficou com a França Ocidental, Luís com a França Oriental e Lotário com a França Central e o título de imperador;
  13. A história da França, separada do Império Carolíngio, teve início em 843, com Carlos, o Calvo. Nele foi determinado o princípio da hereditariedade dos feudos, que legitimou o sistema feudal;
  14.  No século X, os senhores feudais da França e do Reino Germânico (França Oriental) já exerciam o poder político.

 

sábado, 19 de setembro de 2009

Idade Média e o Islamismo



#  A Arábia é uma península banhada pelo oceano Índico, pelo golfo Pérsico e pelo mar Vermelho. Nessa região, Maomé criou a religião Islâmica;

# Muitos árabes eram comerciantes nas rotas internacionais. A peregrinação à Meca era importante para eles, por atrair muitas pessoas à cidade onde eram realizadas as feiras;
#  Maomé nasceu em Meca por volta de 570 e foi criado pelo avô e por um tio. Pobre, trabalhou como pastor nas montanhas e casou-se com Khadidja, uma viúva rica. Conheceu várias religiões em suas viagens e elaborou uma religião com elementos árabes, cristãos e judeus;
#  Em 610, teve uma visão em que o anjo Gabriel lhe dizia existir um só deus, Alá, e um profeta, Maomé. Passou a denominar-se o profeta de Alá e seus parentes converteram-se. Sua religião conquistou muitos seguidores, principalmente beduínos seduzidos pela pregação do paraíso após a morte;
#  O islamismo combatia o politeísmo, o que fez os comerciantes de Meca temerem a perda de seus negócios e da influência sobre os povos do deserto. Eles decidiram eliminar Maomé, que fugiu para Yatreb em 622;
#  Esse episódio é conhecido como Hégira (fuga, em árabe) e marca o início do calendário muçulmano. Em Yatreb, Maomé organizou a comunidade islâmica e a cidade passou a chamar-se Medina – Cidade do Profeta;
#  Para vencer os comerciantes de Meca, Maomé preparou a Guerra Santa, que espalharia o islamismo através de conquistas militares. Em 630, ele e seus seguidores tornaram Meca e destruíram os ídolos da Caaba;
# A Guerra Santa transformou-se numa das motivações mais fortes para as conquistas árabes. A unificação religiosa em torno de um único deus e de um único líder, Maomé, deu unidade política às tribos;
# Quando Maomé morreu, toda a Arábia estava convertida ao islamismo. Os califas, chefes militares que o sucederam, construíram um império, conquistando a Síria, a Pérsia, a Palestina, o Egito e o norte da África;
# A dinastia dos Abássidas (750) mudou a capital para Bagdá e introduziu costumes persas na política e na administração. Foi o apogeu do Império (786-809), seguido da decadência causada pelas lutas entre os descendentes de Maomé e os comerciantes;
# Com o domínio muçulmano no Mediterrâneo, o comércio cristão na região quase desapareceu, com exceção de Amalfi e Veneza;
# O Ocidente dominado pelos árabes, em especial a Espanha, assimilou sua cultura, como técnicas e cultivo de produtos, produção de cerâmica, vidro e tecidos, e conhecimentos de matemática e química;
# A arte muçulmana teve influência bizantina, percebida nas mesquitas e minaretes. As mil e uma noites é a obra literária árabe mais conhecida. Na filosofia, destacou-se Averróis, tradutor de Aristóteles para o árabe.



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Reinos Bárbaros - His/1° ano


> No século V, formaram-se os reinos bárbaros dos vândalos, visigodos, burgúndios e anglo-saxões no antigo Império Romano do Ocidente;
> As atividades manufatureiras e comerciais, que diminuíram no final do Império Romano, desorganizaram-se ainda mais com a entrada dos bárbaros. Esses povos acrescentaram elementos à cultura romana, dando origem à cultura da Europa ocidental;
> Os povos germânicos viviam da agricultura e do pastoreio, feitos por mulheres e escravos. Os homens livres caçavam, pescavam e guerreavam;
> A distribuição das terras entre os germânicos era uma combinação de propriedade privada e coletiva. As terras coletivas destinavam-se à pastagem e à caça;
> Camponeses livres foram dominados por chefes germânicos e passaram a trabalhar nas terras deles, criando as bases da economia feudal;
> A sociedade germânica baseava-se na família e seu chefe dominava a esposa, os filhos e os escravos. As famílias agrupavam-se em tribos, que eram independentes entre si e reuniam-se em épocas de guerra;
> Os guerreiros obedeciam aos chefes e estes estabeleciam uma relação de reciprocidade com outros chefes. Quem quebrasse essa regra era punido. Essa organização influenciou a formação do feudalismo;
> Na religião germânica eram adoradas as forças da natureza. O deus maior era Odin ou Votan, deus da guerra. O paraíso chamava-se Valhala;
> Os vândalos fixaram-se no norte da África, tomando Cartago em 439 e, depois, as ilhas do Mediterrâneo. Saquearam Roma em 455 e perseguiram os cristãos. Entre 534 e 535, foram conquistados pelo Império Bizantino e, pouco depois, os árabes tornaram a região;
> Em 493, sob a chefia de Teodorico, os ostrogodos venceram Odoacro, rei dos hérulos, e ocuparam a Itália como aliados do Império Romano do Oriente. Teodorico tentou conciliar godos e romanos, mas após sua morte, a Itália foi invadida pelo Império Bizantino e pelos lombardos;
> Em 419, a península Ibérica e a Gália foram ocupadas pelos visigodos. Em 507, perderam a Gália para os francos e o sul da península Ibérica para os bizantinos. O reino dos visigodos ficou reduzido aos territórios que hoje correspondem a Portugal e Espanha;
> Com a ocupação árabe na península Ibérica, em 711, os visigodos foram para as regiões montanhosas onde organizaram-se em reinos e prepararam a reconquista;
> Os burgúndios fixaram-se no vale do rio Ródano e seu rei Gondebaldo empenhou-se para que eles assimilassem os costumes romanos. Esse reino desapareceu em 534, ao ser conquistado pelos francos;
> Os bretões, habitantes da Britânia, eram ameaçados por povos do norte e pelos irlandeses. Durante as invasões bárbaras da Europa, as legiões romanas abandonaram a Britânia;
> Os germânicos expulsaram os bretões, que foram para o País de Gales e para a Armória, na França. A Inglaterra foi formada pelos vários reinos germânicos na Britânia;
> Entre 866 e 1013, povos vikings ocuparam parte da ilha e conquistaram Londres. Os saxões reagiram mas não conseguiram impor seu domínio;
> O rei Canuto (1016-1035) instalou na Inglaterra a base do império marítimo dos vikings, dividiu o reino em ducados, que distribuiu entre seus companheiros e os próprios saxões.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

QUESTÃO ANULADA DE HISTÓRIA - EEEEEEEEBBBBBBBBBBBBBBBBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

03. A cidade de Roma, capital do maior império da Antiguidade, situa-se ao centro da península Itálica, na região denominada Lácio. Analise as afirmativas abaixo, que tratam sobre a história romana.

I-Segundo a versão lendária, Roma foi fundada por Rômulo e Remo.
II-Pompeu, Crasso e César formaram o Primeiro Triunvirato.
III-A seqüência correta das formas de governo que Roma conheceu foi: Realeza, República e Império.
IV-A classe social que detinha privilégios políticos era a dos plebeus.

Estão corretos:
a) somente os itens I e IV
b) somente os itens I, II e III
c) somente os itens II e IV
d) todos os itens.


Galerinha!!!!! Resolvi anular a terceira questão da prova de História, alguns alunos já haviam, pela manhã, questionado o termo aditivo e , no item I diz que: (...) Roma foi fundada por Rômulo e Remo", o que acaba colocando Remo como co-fundador de Roma, o que vai contra a própria lenda. Então dessa forma, somente os itens II e III são verdadeiros e como não há esta opção na questão ela foi anulada, ou seja, pontos (2,0) pra vocês alunos.
Agradeço a vocês alunos!!!!!!!!!!
Isto mostra que vocês estão melhorando e ficando mais atentos às questões...............
abraços para todos!!!!!!

Prova de História 1° ano - gabaritada

01.(UECE) O objetivo das reformas tentadas pelos irmãos Tibério Graco e Caio Graco, Tribunos da Plebe, respectivamente em 133 a.C. e 123 a.C., era:

a) garantir aos patrícios representados no Senado, a posse de grandes latifúndios pela ocupação de terras devolutas pertencentes ao Estado e pela anexação a seus domínios das parcelas vizinhas dos pobres;
b) aumentar o controle que o Senado, representante da elite patrícia, exercia sobre a vida política da República Romana e impedir o aumento da participação política da plebe;
c) limitar o tamanho das propriedades e realizar a reforma agrária pela distribuição das terras desapropriadas aos cidadãos pobres, com financiamento pelo tesouro do Estado, e aumentar a participação na assembléia popular;
d) democratizar a sociedade romana nos moldes da democracia ateniense estendendo os direitos de cidadania à plebe e realizar a abolição da escravidão na República Romana.

02. (UECE) Entre os anos de 509 a 31 a.C, se situa a segunda fase da história política de Roma, a República, sobre a qual podemos afirmar, corretamente, exceto:

a) possui um caráter essencialmente aristocrático.
b) o poder executivo que antes pertencia ao Rei, passa a ser exercido por dói Cônsules.
c) o Senado se torna o principal órgão da República, e os dele vitalícios.
d) os patrícios, desde muito cedo, lutaram pela igualdade de direitos com os plebeus.

03. A cidade de Roma, capital do maior império da Antiguidade, situa-se ao centro da península Itálica, na região denominada Lácio. Analise as afirmativas abaixo, que tratam sobre a história romana.

I-Segundo a versão lendária, Roma foi fundada por Rômulo e Remo.
II-Pompeu, Crasso e César formaram o Primeiro Triunvirato.
III-A seqüência correta das formas de governo que Roma conheceu foi: Realeza, República e Império.
IV-A classe social que detinha privilégios políticos era a dos plebeus.
Estão corretos:
a) somente os itens I e IV
b) somente os itens I, II e III
c) somente os itens II e IV
d) todos os itens.

04. (UEVA) As principais classes formadoras da sociedade romana na antiguidade eram:

a) Patrícios, clientes, plebeus e escravos.
b) Patrícios, periecos, hilotas e escravos.
c) Esparciatas, periecos, hilotas e escravos.
d) Patrícios, plebeus, servos e vilões.

05. (UECE) Em relação ao Período Republicano, em Roma, é correto afirmar que:

a) o poder centralizador do Judiciário tornava inexpressiva a atuação do Senado como órgão representativo.
b) o equilíbrio de poderes entre o Senado, as Assembléias e os Magistrados constituía a base do regime político.
c) o efetivo controle político estava consolidado no poder do Senado e dos Cônsules.
d) A contagem final dos votos, nas assembléias mensais, baseava-se no voto individual.

06. (UNIFOR) Considere o texto: “Em 450 a.C., os plebeus conquistaram a igualdade jurídica impondo aos patrícios a transformação das leis orais numa legislação escrita. Essa legislação seria aplicada, indistintamente, às duas classes. As leis foram gravadas em placas de bronze que foram fixadas no fórum romano...”.
A codificação das leis a que o texto se refere ficou conhecida, na História de Roma, como Lei:

a) Licínia
b) Agrária
c) Canuléia
d) Frumentária.
e) das 12 Tábuas.

07. (OSEC) Quanto à história de Roma, podes-se afirmar que:

a) Roma conheceu apenas dois regimes: a República e o Império.
b) na passagem da República para o Império, Roma deixou de ser uma democracia e passou a ser uma oligarquia.
c) os irmãos Tibério e Caio Graco foram dois tribunos da plebe que lutaram pela redistribuição das terras do Estado (ager publicus) entre todos os cidadãos romanos.
d) no Império Romano, todos os homens livres - os cidadãos – eram proprietários de terras.
e) no Império Romano, a base da economia era o comércio e a indústria.

08. Questão EXTRA (2,0 pts): Numa árvore estavam três pássaros. Um caçador deu um tiro e matou um. Quantos ficaram?
Nenhum, pois os outros dois voaram após o tiro.



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Questões Roma - REVISÃO!!!!!

01.(Fuvest-SP) Roma expandiu-se considera-velmente pelo Mediterrâneo no período republicano. No século II a.C., foram conseqüências dessa expansão:

a) o aparecimento da classe média de proprietários rurais e o desaparecimento dos latifúndios.
b) o aumento da população rural na Itália e a diminuição da população urbana.
c) o sensível afluxo de riquezas e o crescimento do número de escravos.
d) a formação de grande número de pequenas propriedades e o fortalecimento do sistema assalariado.
e) a proscrição das manifestações culturais estrangeiras e a difusão do cristianismo.

02. (Osec-SP) "[...] Quando venceu, apresentou imediatamente sua proposta de reforma agrária, na Assembléia Popular. Não permitia que cidadão algum tivesse mais de 500 iugera de terras públicas – total que era duplicado se o concessionário de terra tivesse dois filhos crescidos. Todas as terras no momento em mãos dos grandes senhores deveriam ser distribuídas aos cidadãos romanos que não eram proprietários."

O período que vai de 133 a 27 a.C. corresponde à desintegração da República e às origens do Império Romano. Nesse período, a proposta de lei acima foi feita por:

a) Caio Graco
b) Mário
c) Sila
d) Tibério Graco
e) n.d.a

03. (UFPA) Enfraquecida pelas lutas internas e pelas conseqüências do expansionismo, a República cedeu lugar ao império na Roma Antiga. Em relação à ordem imperial, afirma-se que:
a) a concentração dos poderes de Otávio, nos primeiros momentos do império, respondia pelas necessidades da nobreza senatorial em dispor de um governo capaz de sufocar a anarquia e as rebeliões de escravos.
b) a organização do império contou com expressiva participação popular, haja vista a importância que o Partido Democrático ocupou na queda do regime republicano.
c) o império nasceu no interior da grave crise econômica que caracterizou os últimos tempos da República, crise provocada pelas derrotas de Roma nas guerras pela conquista da Itália.
d) a criação do império, obra elaborada pelo Primeiro Triunvirato, representou o produto da vontade dos generais no sentido de criar um governo capaz de controlar a crise social do final da República.
e) as bases do império foram, politicamente falando, sustentadas pelo poder dos camponeses romanos, principais interessados na existência de uma ordem que lhes assegurasse o domínio da terra.

04. (Vunesp-SP) "A inovação decisiva desse processo foi em última análise econômica: foi a introdução, nos domínios romanos, do latifundium [latifúndio] cultivado por escravos, em larga escala, pela primeira vez na Antiguidade." (Perry Anderson, Passagens da Antigüidade ao feudalismo. Texto adaptado.)

O processo responsável pela introdução do latifúndio escravista a que se refere o texto foi a
a) legislação reformista de Sólon.
b) fundação do império por Otávio.
c) deposição da dinastia etrusca pelos patrícios.
d) expansão romana no Mediterrâneo.
e) invasão da Itália pelos germânicos.
gabarito: 1 c/ 2 d/ 3 a/ 4 d

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Roma - O período imperial (fim)


8. O primeiro imperador

* No começo Otávio manteve o Senado e as figuras dos cônsules, mas foi o próprio Senado que lhe concedeu os títulos de Imperator, Sumo Pontífice e Augusto, dando-lhe poderes ilimitados.
* Durante os 40 anos de seu governo, Augusto realizou uma reforma nos campos social, político e econômico de Roma. Criou uma forte rede de estradas, perdoou as dívidas dos camponeses para com o Estado, criou novos tribunais para agilizar a justiça, entre outros.
* Com a morte de Otávio Augusto, Roma passou a ser governada por várias dinastias, como as das famílias Júlia e Cláudia. Dentre eles destacam-se, tanto pelo modo de governar, mas também pela excentricidade: Nero, Calígula e Tibério.
* Depois o poder político de Roma passou ao controle das dinastias dos Flávios e dos Antoninos.
* Nesse período, o império romano passou por um momento de calmaria e prosperidade de suas províncias, momento que ficou conhecido como o da pax romana.
* A partir do século II, Roma começou a sofrer as investidas dos povos oriundos da Europa e da Ásia, chamados de bárbaros pelos romanos, já que os mesmo não possuíam os costumes romanos.
* Vale ressaltar que nesse momento o cristianismo já estava se enraizando na vida social de Roma, pregando novos valores e concepções que iam de encontro aos costumes tradicionais de Roma. O que acabou por provocar a perseguição e assassinato de muitos cristãos.

9. O império dividido

* Durante o governo de Diocleciano, Roma foi dividida em duas partes: Oriental e Ocidental, e posteriormente dividiu o Império entre quatro governantes, a tetrarquia. O que acabou por contribuir para a fragmentação do poder de Roma.
* Durante o governo de Constantino foi concedido a liberdade de culto aos cristãos (Edito de Milão), transferiu a capital do império para Bizâncio, futura Constantinopla e atual Istambul.
* No governo de Teodósio o império foi dividido em: Império Romano do Oriente (Constantinopla) e Império Romano do Ocidente (Milão). * O Império do Ocidente foi pouco a pouco se esfacelando com as invasões germânicas, as legiões romanas foram expulsas da Bretanha pelos saxões, os visigodos e hunos invadiram e saquearam várias cidades do império, colocando um fim no Império Romano do Ocidente.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Roma (continuação)


5. A ascensão da Plebe:

* A expansão romana contribuiu para aumentar a diferença entre patrícios e plebeus, contribuindo para o surgimento de várias revoltas plebéias.
* Insatisfeitos, os plebeus se recusaram a participar das campanhas militares e passaram a exigir diversas mudanças na política e na sociedade romana.
* Após as pressões da Plebe, os patrícios criaram o Tribunato da Plebe, inicialmente composto por dois tribunos, que depois aumentou para dez. Tinham o poder de vetar as decisões do Senado, que porventura prejudicassem a plebe.
* Conquistaram, ainda, o fim da escravidão por dívida, o direito de casamento com os patrícios e a elaboração de um código de leis (Lei das Doze Tábuas).

6. A expansão romana:

* Por meio de sucessivas guerras de conquista, a república romana dominou toda a península Itálica, a Magna Grécia, o norte da África e a península Ibérica.
* A disputa pelo Mar Mediterrâneo contra a cidade de Cartago deu origem às Guerras Púnicas, onde os romanos sagraram-se vencedores e “donos”da rota do Mediterrâneo.
* Com a expansão territorial, os romanos entraram em contato com a cultura de outros povos, sofrendo grande influência dessas culturas, principalmente a grega.

7. A crise da República:

* Com a expansão das atividades comerciais algumas famílias de plebeus enriqueceram e deram origem a uma nova classe social: a nobreza. O que acabou contribuindo para a redução do poder político dos patrícios.
* Outro grupo surgido foi o dos Cavaleiros ou classe eqüestre, formada por grandes comerciantes e cobradores de impostos.
* Enquanto os nobres e eqüestres enriqueciam as camadas populares viviam cada vez mais pobre. Conseqüência, também, da expansão romana, pois os pequenos e médios proprietários de terras as perderam para os ricos.
* Com o crescimento dos pobres, escravos e imigrantes, Roma passou a enfrentar problemas de moradia, saneamento básico e alimentação.
* Essa desigualdade entre ricos e pobres gerou enorme descontentamento entre as camadas populares, provocando conflitos sociais que começaram a abalar a República.
* Numa tentativa de reduzir o poder da classe rica de Roma e de minimizar as disputas civis, surgiram as figuras dos irmãos Gracos (Tibério e Caio), que buscaram a concretização da reforma agrária e de uma democracia nos moldes de Atenas. Ambos foram perseguidos pelos membros do Senado, o 1° foi assassinado e o 2° pediu que o seu escravo o matasse.
* Para tentar amenizar a crise romana, surgiram as figuras dos generais, primeiramente com Caio Mário e posteriormente com Lúcio Sila. O fato de Mário e Sila terem governado Roma por mais de 30 anos atiçou a cobiça de outros generais (Pompeu, Crasso e Júlio César).
* A “aliança” entre Pompeu, Crasso e Júlio César deu origem ao 1° Triunvirato, onde após a morte de Crasso gerou uma disputa civil entre os partidários de Pompeu e César. César sagrou-se vencedor, assumiu o cargo de ditador vitalício e realizou várias mudanças em Roma, gerando o descontentamento do Senado. César foi assassinado pelos membros do Senado.
* Com a morte de César o clima em Roma ficou mais tenso, sendo que foi montado o 2° Triunvirato (Marco Antonio, Lépido e Caio Otávio) na tentativa de restabelecer a harmonia romana. Não demorou muito para surgirem as divergências entre eles. Otávio sagrou-se o vencedor e deu origem a um novo período: o Império.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ROMA: das origens à República


1. As origens de Roma:

* A Península Itálica era povoada por vários povos, entre eles os latinos, que fundaram várias aldeias. Essas aldeias estavam localizadas em rotas comerciais, atraindo, assim, outros povos.
* Entre esses povos estavam os sabinos e os etruscos, sendo que estes últimos conquistaram as vilas latinas e as unificaram em uma só cidade: Roma.
* A outra hipótese levantada é a de que Roma teria sido uma fortaleza latina que servia de defesa contra os ataques dos etruscos, fazendo surgir ao seu redor uma vida social, política e econômica.
* Há, ainda, a lenda dos irmãos Rômulo e Remo, onde após enfrentarem as adversidades do destino e depois de Rômulo matar Remo, Rômulo teria fundado Roma.

2. A sociedade Romana:

* Nesse momento Roma era composta por indivíduos livres: patrícios, plebeus e clientes e um pequeno número de escravos.
*Os patrícios compunham o grupo detentor do maior poder (terra, escravos e o poder político)
*Os plebeus eram compostos por comerciantes, artesãos e pequenos proprietários de terras, inicialmente os plebeus não podiam ocupar cargos públicos e nem casar com os patrícios, mas tinham o dever de participar do exercito.
*Os clientes eram em geral ex-escravos ou filhos de escravos nascidos livres que mantinham uma relação de dependência com os patrícios.
*Os escravos eram pessoas capturadas em guerras ou plebeus que não tinham como pagar suas dívidas.

3. Nos tempos da Monarquia:

*Roma era governada por um Rei (Rex) patrício, que possuía poderes quase absolutos (religioso, militar, jurídico e político).
*Para auxiliá-lo havia o Senado, formado por patrícios, e a Assembléia Curial, formada por todas as famílias livres.
*Após uma revolta patrícia, com o apoio dos plebeus, a monarquia cai e entra um novo sistema de governo: a República.

4. A República e sua estrutura:

*A República era apoiada por uma complexa estrutura política-administrativa por três áreas: as Magistraturas, o Senado e as Assembléias.
*Os Magistrados exerciam o poder executivo, os mais importantes eram os cônsules, cuidavam das questões administrativas e comandavam o exército.
*O Senado concentrava a maior parte do poder do Estado.
*As Assembléias eram: a Tribal, a Centurial e Curial.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

PROVA DE HISTÓRIA 1° ANO - GABARITADA

Moçada taí a nossa provA de História, foi uma garapa......................

01.(UNIFOR) A Confederação de Delos, organizada no século V a.C. no contexto do processo histórico da Grécia Antiga, está associada:

a) Ao fracasso grego nas Guerras Médicas.
b) Ao imperialismo ateniense após a vitória sobre os persas.
c) à unificação política das cidades gregas para enfrentar a invasão macedônica.
d) à extinção da democracia escravista grega.
e) à ascensão persa em função do controle soMrbre todo o mediterrâneo ocidental.

02.(CEFET/PR) Sabe-se que as mulheres cretenses desfrutaram de direitos e obrigações quase desconhecidos em outras regiões na Antigüidade. Sobre elas afirma-se que:

I. possuíram uma importância que transparecia na religião, uma vez que a sua principal divindade era uma deusa, a Grande-Mãe;
II. apesar de todos os direitos, elas estavam proibidas de participar das cerimônias religiosas e das grandes festas e
III. muitas delas eram caçadoras, pugilistas, fiandeiras, sacerdotisas e até toureiras.

Dessas afirmações está (ão) correta (s) apenas:

a) I b) II c) I e II d) I e III e) II e III

03.(PUC/SP) No sentido contemporâneo do termo, sobretudo com implicações de unidade política, a palavra nação não pode ser aplicada à Grécia Antiga. Tanto assim que:

a) prevaleciam padrões culturais diferenciados nas várias regiões.
b) as formas de governo foram únicas, mas guardavam total autonomia.
c) não havia unidade de língua e religião entre as várias populações urbanas.
d) as cidades eram independentes nos assuntos de seu próprio interesse.
e) predominavam as tendências à proibição de atividades econômicas semelhantes.

04.(UECE) Leia, atentamente, o texto:
“Daqueles mortos nas Termópilas, gloriosa é a sorte, belo o destino... dele é testemunha Leônidas, o rei de Esparta, que, de valor, deixou um grande ornamento e a fama eterna”. Com essas palavras, o poeta grego, Simônides (556- 460 a.C.), lembra a luta do heróico contingente de trezentos soldados espartanos e seu rei. Dentre as conseqüências da batalha de Termópilas, podemos citar:

a) A derrota de Leônidas e os 300 soldados inseriu o rei e seu pequeno exército como heróis das narrativas lendárias em torno da coragem guerreira espartana.
b) Evitou-se a ocupação de Atenas com a perda de um número relativamente pequeno de soldados mortos, banindo-se completamente Xerxes e seu exército.
c) Os persas, derrotados, foram obrigados a retirar-se e renunciar à conquista da Ática e do Peloponeso.
d) Esparta mostrou sua disposição para a guerra e conseguiu sua vitória gloriosa sobre o reino persa.

05.(Fatec-SP) Em relação ao sistema produtivo das cidades-Estados gregas, podemos dizer que predominava:

a) o trabalho dos camponeses livres, rendeiros dependentes e artesãos urbanos.
b) o trabalho comunal nas aldeias agrícolas, sendo a escravidão secundária.
c) a escravidão, então convertida em um modo de produção sistemático.
d) o trabalho livre junto às propriedades rurais e pequenas unidades artesanais.
e) a vassalagem originária dos comitatus germânico e do colonato romano.

06. Todos são símbolos do poder político das vilas no período do Ceará Colonial, exceto:

a) Câmara dos Vereadores e Cadeia
b) Mercado da Carne
c) Pelourinho
d) Charqueadas
e) n.d.a.

07. Na visão do historiador grego Tucídides, a guerra do Peloponeso estendeu-se por longo tempo e, no seu curso a Hélade (Grécia), sofreu desastres como jamais houvera num lapso de tempo comparável. Nunca tanta gente foi exilada ou massacrada, quer no curso da própria guerra, quer em consequência de dissenções civis. Com relação à Guerra do Peloponeso podemos afirmar que o seu resultado foi:

a) a unificação da Grécia sob a bandeira de Atenas.
b) a unificação da Grécia sob a bandeira de Esparta.
c) a unificação da Grécia sob a bandeira de Tebas.
d) o esfacelamento da Grécia e a sua conquista pela Macedônia.
e) o esfacelamento da Grécia e a sua conquista pelos persas

08. Podemos afirmar que a pecuária foi a grande responsável pela ocupação da província do Ceará, principalmente com a cultura do algodão e as charquedas, sobre esse momento é falso afirmar:

a) foi realizado nos sentidos conhecidos como “Sertão de Dentro” e “Sertão de Fora”
b) teve como principal conseqüência a elevação de Aracati a capital da província
c) surgiram vilas importantes, como Icó e Sobral
d) a cotonicultura foi favorecida pela Guerra de Independência dos EUA

“A dúvida é o sal do espírito, sem uma pitada de dúvida, todos os conhecimentos em breve apodreceriam”. (Émile-Auguste Chartier)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mais Grécia.............para finalizar!!!!!!!!!!!!!

E aí Galera!!!!!!!! Essas questões são pra "sepultar" essa temática.......boa sorte........deixe pra verem o gabarito depois.........num tem graça assim não.....................
01. (UECE) Leia, atentamente, o texto:
“Daqueles mortos nas Termópilas, gloriosa é a sorte, belo o destino... dele é testemunha Leônidas, o rei de Esparta, que, de valor, deixou um grande ornamento e a fama eterna”.
Com essas palavras, o poeta grego, Simônides (556- 460 a.C.), lembra a luta do heróico contingente de trezentos soldados espartanos e seu rei. Dentre as conseqüências da batalha de Termópilas, podemos citar:

a) A derrota de Leônidas e os 300 soldados inseriu o rei e seu pequeno exército como heróis das narrativas lendárias em torno da coragem guerreira espartana.
b) Evitou-se a ocupação de Atenas com a perda de um número relativamente pequeno de soldados mortos, banindo-se completamente Xerxes e seu exército.
c) Os persas, derrotados, foram obrigados a retirar-se e renunciar à conquista da Ática e do Peloponeso.
d) Esparta mostrou sua disposição para a guerra e conseguiu sua vitória gloriosa sobre o reino persa.

02. (UECE) O período helenístico foi marcado pela troca de ricas experiências culturais e caracterizou-se, também, pela difusão da cultura e das idéias gregas no Egito e em todo o Oriente Próximo. Os valores e os ideais propostos pelas correntes filosóficas nesse período valorizavam:

a) o empenho social e civil, o amor à pátria, a competição econômica e a tolerância.
b) o individualismo e a ausência de angústias e de paixões, obtida por meio da autodisciplina.
c) o espírito competitivo, a participação na vida política, o individualismo e um particular prejuízo na vida moral.
d) a austeridade, a perspectiva da vida após a morte, o amor à pátria e o empenho social.

03. (UECE) Na Grécia antiga o ideal da óikos (comunidade) é a autarquia, palavra que deriva de autós, “si”, e archein “bastar”. No mundo grego seu significado é amplo, diverso e múltiplo.
Assinale a alternativa que contém uma afirmação verdadeira.

a) Autarquia era um sistema de relações que previa acordos entre as cidades que tinham sistemas políticos similares.
b) Autarquia era a auto-suficiência econômica de qualquer comunidade em relação a sua própria sobrevivência.
c) Autarquia era a independência de qualquer segmento social em relação a todos os outros de uma mesma comunidade.
d) Autarquia era a autonomia da assembléia popular em relação aos “basiléis” e à “gherousía”.

04. (UECE) “ A razão grega é a razão que permite agir de modo positivo, refletido, metódico, sobre os homens, mas não transformar a natureza.”
Fonte: VERNANT, Jean-Pierre. Mito e pensamento entre os Gregos .Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990, p. 374.

O comentário apresentado revela:
a) A valorização das experiências práticas para comprovação dos princípios teóricos
b) O caráter mais especulativo do que experimental da ciência grega
c) A predominância da influência do sobrenatural na elaboração do conhecimento
d) A conexão entre o pensamento especulativo grego e a realidade física
gabarito: 1-a; 2-b; 3-b; 4-b

domingo, 14 de junho de 2009

GABARITO QUESTÕES DE HISTÓRIA/GRÉCIA!!!!!!

Galerinha foi mal não ter postado o gabarito antes, mas reclamem mesmo quando essas coisas acontecerem................ valeu!!!!!!!!

1 - C
2 - A
3 - C
4 - C

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O amor é .......................show!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Galera!!!!!!!!!! O texto é "grande", mas vale muito lê-lo. É o mito de Eros (o cupido) e o seu amor pela lindíssima Psiquê. Esse mito é digno para o dias dos lovers.


"Psique era a mais nova de três filhas de um rei de Mileto e era extremamente bela. Sua beleza era tanta que pessoas de várias regiões iam admirá-la, assombrados, rendendo-lhe homenagens que só eram devidas à própria Afrodite. Profundamente ofendida e enciumada, Afrodite enviou seu filho, Eros, para fazê-la apaixonar-se pelo homem mais feio e vil de toda a terra. Porém, ao ver sua beleza, Eros apaixonou-se profundamente. O pai de Psique, suspeitando que, inadvertidamente, havia ofendido os deuses, resolveu consultar o oráculo de Apolo, pois suas outras filhas encontraram maridos e, no entanto, Psique permanecia sozinha. Através desse oráculo, o próprio Eros ordenou ao rei que enviasse sua filha ao topo de uma solitária montanha, onde seria desposada por uma terrível serpente. A jovem aterrorizada foi levada ao pé do monte e abandonada por seu pesarosos parentes e amigos. Conformada com seu destino, Psique foi tomada por um profundo sono, sendo, então, conduzida pela brisa gentil de Zéfiro a um lindo vale.

Quando acordou, caminhou por entre as flores, até chegar a um castelo magnífico. Notou que lá deveria ser a morada de um deus, tal a perfeição que podia ver em cada um dos seus detalhes. Tomando coragem, entrou no deslumbrante palácio, onde todos os seus desejos foram satisfeitos por ajudantes invisíveis, dos quais só podia ouvir a voz. Chegando a escuridão, foi conduzida pelos criados a um quarto de dormir. Certa de ali encontraria finalmente o seu terrível esposo, começou a tremer quando sentiu que alguém entrara no quarto. No entanto, uma voz maravilhosa a acalmou. Logo em seguida, sentiu mãos humanas acariciarem seu corpo. A esse amante misterioso, ela se entregou.. Quando acordou, já havia chegado o dia e seu amante havia desaparecido. Porém essa mesma cena se repetiu por diversas noites. Enquanto isso, suas irmãs continuavam a sua procura, mas seu esposo misterioso a alertou para não responder aos seus chamados. Psique sentindo-se solitária em seu castelo-prisão, implorava ao seu amante para deixá-la ver suas irmãs. Finalmente, ele aceitou, mas impôs a condição que, não importando o que suas irmãs dissessem, ela nunca tentaria conhecer sua verdadeira identidade.

Quando suas irmãs entraram no castelo e viram aquela abundância de beleza e maravilhas, foram tomadas de inveja. Notando que o esposo de Psique nunca aparecia, perguntaram maliciosamente sobre sua identidade. Embora advertida por seu esposo, Psique viu a dúvida e a curiosidade tomarem conta de seu ser, aguçadas pelos comentários de suas irmãs. Seu esposo alertou-a que suas irmãs estavam tentando fazer com que ela olhasse seu rosto, mas se assim ela fizesse, ela nunca mais o veria novamente. Além disso, ele contou-lhe que ela estava grávida e se ela conseguisse manter o segredo ele seria divino, porém se ela falhasse, ele seria mortal. Ao receber novamente suas irmãs, Psique contou-lhes que estava grávida, e que sua criança seria de origem divina. Suas irmãs ficaram ainda mais enciumadas com sua situação, pois além de todas aquelas riquezas, ela era a esposa de um lindo deus. Assim, trataram de convencer a jovem a olhar a identidade do esposo, pois se ele estava escondendo seu rosto era porque havia algo de errado com ele.

Ele realmente deveria ser uma horrível serpente e não um deus maravilhoso. Assustada com o que suas irmãs disseram, escondeu uma faca e uma lâmpada próximo a sua cama, decidida a conhecer a identidade de seu marido, e se ele fosse realmente um monstro terrível, matá-lo. Ela havia esquecido dos avisos de seu amante, de não dar ouvidos a suas irmãs. A noite, quando Eros descansava ao seu lado, Psique tomou coragem e aproximou a lâmpada do rosto de seu marido, esperando ver uma horrenda criatura. Para sua surpresa, o que viu porém deixou-a maravilhada. Um jovem de extrema beleza estava repousando com tamanha quietude e doçura que ela pensou em tirar a própria vida por haver dele duvidado. Enfeitiçada por sua beleza, demorou-se admirando o deus alado. Não percebeu que havia inclinado de tal maneira a lâmpada que uma gota de óleo quente caiu sobre o ombro direito de Eros, acordando-o. Eros olhou-a assustado, e voou pela janela do quarto, dizendo:- "Tola Psique! É assim que retribuis meu amor? Depois de haver desobedecido as ordens de minha mãe e te tornado minha esposa, tu me julgavas um monstro e estavas disposta a cortar minha cabeça? Vai. Volta para junto de tuas irmãs, cujos conselhos pareces preferir aos meus. Não lhe imponho outro castigo, além de deixar-te para sempre. O amor não pode conviver com a suspeita."

Quando se recom pôs, notou que o lindo castelo a sua volta desaparecera, e que se encontrava bem próxima da casa de seus pais. Psique ficou inconsolável. Tentou suicidar-se atirando-se em um rio próximo, mas suas águas a trouxeram gentilmente para sua margem. Foi então alertada por Pan para esquecer o que se passou e procurar novamente ganhar o amor de Eros. Por sua vez, quando suas irmãs souberam do acontecido, fingiram pesar, mas partiram então para o topo da montanha, pensando em conquistar o amor de Eros. Lá chegando, chamaram o vento Zéfiro, para que as sustentasse no ar e as levasse até Eros. Mas, Zéfiro desta vez não as ergueram no céu, e elas caíram no despenhadeiro, morrendo. Psique, resolvida a reconquistar a confiança de Eros, saiu a sua procura por todos os lugares da terra, dia e noite, até que chegou a um templo no alto de uma montanha. Com esperança de lá encontrar o amado, entrou no templo e viu uma grande bagunça de grãos de trigo e cevada, ancinhos e foices espalhados por todo o recinto.

Convencida que não devia negligenciar o culto a nenhuma divindade, pôs-se a arrumar aquela desordem, colocando cada coisa em seu lugar. Deméter, para quem aquele templo era destinado, ficou profundamente grata e disse-lhe:- "Ó Psique, embora não possa livrá-la da ira de Afrodite, posso ensiná-la a fazê-lo com suas próprias forças: vá ao seu templo e renda a ela as homenagens que ela, como deusa, merece."Afrodite, ao recebê-la em seu templo, não esconde sua raiva. Afinal, por aquela reles mortal seu filho havia desobedecido suas ordens e agora ele se encontrava em um leito, recuperando-se da ferida por ela causada. Como condição para o seu perdão, a deusa impôs uma série de tarefas que deveria realizar, tarefas tão difíceis que poderiam causar sua morte. Primeiramente, deveria, antes do anoitecer, separar uma grande quantidade de grãos misturados de trigo, aveia, cevada, feijões e lentilhas. Psique ficou assustada diante de tanto trabalho, porém uma formiga que estava próxima, ficou comovida com a tristeza da jovem e convocou seu exército a isolar cada uma das qualidades de grão.

Como 2ª tarefa, Afrodite ordenou que fosse até as margens de um rio onde ovelhas de lã dourada pastavam e trouxesse um pouco da lã de cada carneiro. Psique estava disposta a cruzar o rio quando ouviu um junco dizer que não atravessasse as águas do rio até que os carneiros se pusessem a descansar sob o sol quente, quando ela poderia aproveitar e cortar sua lã. De outro modo, seria atacada e morta pelos carneiros. Assim feito, Psique esperou até o sol ficar bem alto no horizonte, atravessou o rio e levou a Afrodite uma grande quantidade de lã dourada. Sua 3ª tarefa seria subir ao topo de uma alta montanha e trazer para Afrodite uma jarra cheia com um pouco da água escura que jorrava de seu cume. Dentre os perigos que Psique enfrentou, estava um dragão que guardava a fonte. Ela foi ajudada nessa tarefa por uma grande águia, que voou baixo próximo a fonte e encheu a jarra com a negra água. Irada com o sucesso da jovem, Afrodite planejou uma última, porém fatal, tarefa. Psique deveria descer ao mundo inferior e pedir a Perséfone, que lhe desse um pouco de sua própria beleza, que deveria guardar em uma caixa. Desesperada, subiu ao topo de uma elevada torre e quis atirar-se, para assim poder alcançar o mundo subterrâneo.

A torre porém murmurou instruções de como entrar em uma particular caverna para alcançar o reino de Hades. Ensinou-lhe ainda como driblar os diversos perigos da jornada, como passar pelo cão Cérbero e deu-lhe uma moeda para pagar a Caronte pela travessia do rio Estige, advertindo-a:- "Quando Perséfone lhe der a caixa com sua beleza, toma o cuidado, maior que todas as outras coisas, de não olhar dentro da caixa, pois a beleza dos deuses não cabe a olhos mortais." Seguindo essas palavras, conseguiu chegar até Perséfone, que estava sentada imponente em seu trono e recebeu dela a caixa com o precioso tesouro. Tomada porém pela curiosidade em seu retorno, abriu a caixa para espiar. Ao invés de beleza havia apenas um sono terrível que dela se apossou. Eros, curado de sua ferida, voou ao socorro de Psique e conseguiu colocar o sono novamente na caixa, salvando-a.Lembrou-lhe novamente que sua curiosidade havia novamente sido sua grande falta, mas que agora podia apresentar-se à Afrodite e cumprir a tarefa. Enquanto isso, Eros foi ao encontro de Zeus e implorou a ele que apaziguasse a ira de Afrodite e ratificasse o seu casamento com Psique. Atendendo seu pedido, o grande deus do Olimpo ordenou que Hermes conduzisse a jovem à assembléia dos deuses e a ela foi oferecida uma taça de ambrosia. Então com toda a cerimônia, Eros casou-se com Psique, e no devido tempo nasceu seu filho, chamado Voluptas (Prazer)”.