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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Recursos MInerais do Brasil


Minério de ferro

Está entre os cinco principais itens exportados pelo Brasil. E o mineral mais explorado. O minério de ferro bruto (hematita, itabirita, magnetita, pirita) possui grande importância econômica mundial porque é a matéria-prima básica do aço (liga) utilizado nas estruturas de indústrias, edifícios, hotéis, estádios, aeroportos, pontes e shoppings, etc,, além de inúmeros outros usos.
Os estados de Minas Gerais (Quadrilátero Ferrífero) e Pará (serra dos Carajás) possuem as maiores e principais reservas. A maior parte da produção é exportada para os Estados Unidos, Japão e União Européia.

Principais áreas produtoras Quadrilátero Ferrífero

Central (MG). Localizado entre os municípios de Belo Horizonte, Mariana, Santa Bárbara e Congonhas do Campo, o Quadrilátero Ferrífero é responsável por aproximadamente 80% da produção nacional; 60 a 70% do minério de ferro produzido nessa área é destinado à exportação, A Companhia Vale do Rio Doce, privatizada em 1997, é o maior explorador de minério de ferro no Brasil e está entre os maiores exportadores do mundo. E proprietária de jazidas de ferro e outros minerais do Quadrilátero Ferrífero e da serra dos Carajás.
A parte que não é exportada é utilizada nos complexos siderúrgicos da região Sudeste (Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, em Volta Redonda, RJ;
Companhia Siderúrgica Paulista - Cosipa, em Cubatào, SP; e na Usiminas, em MG).
O minério de ferro exportado é transportado pela Estrada de Ferro Vitória-Minas, que liga o Quadrilátero ao porto de Tubarão, em Vitória, Espírito Santo, e pela Estrada de Ferro Central do Brasil, que liga o Quadrilátero ao porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro, Serra aos Carajás (PA). Localizada no Sudeste do Pará. Possui a maior reserva mundial de minério de ferro do mundo e é a segunda principal área produtora do país.
A exploração desse e de outros minérios faz parte das estratégias do Projeto Grande Carajás. A produção dessa área está voltada para o consumo externo (Japão) e é transportada pela Estrada de Ferro Carajás. Inaugurada em 1985, essa ferrovia, que tem 890 km de extensão, liga a serra dos Carajás ao porto de Itaqui, na Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão. A Companhia Vale do Rio Doce é a principal empresa mineradora que explora esse local, entre outras transnacionais.
O Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro.
O Brasil encontra-se entre os maiores produtores e as maiores reservas mundiais de bauxita.

Minério de manganês

Assim como o minério de ferro, o manganês é o elemento básico para a produção do aço. E de fundamental importância para a indústria siderúrgica porque age como desoxidante e dessulfurante.
A região Norte concentra mais da metade da produção nacional de manganês e exporta a maior parte. As maiores reservas estão na serra dos Carajás (PA), no Quadrilátero Ferrífero (MG) e no maciço do Urucum (MS). A maior produção ocorre no Amapá (cerca de 60% do total produzido no país), mas as reservas localizadas na serra do Navio, nesse estado, estão praticamente esgotadas.
Mais uma vez o Brasil está entre as maiores produções mundiais.
Da bauxita é extraído o alumínio, metal muito importante por ser utilizado na fabricação de carros, aviões, portas, janelas, panelas, etc. E um grande condutor de eletricidade e anticorrosivo.
A principal e maior jazida nacional encontra-se no vale do rio Trombetas, afluente do rio Amazonas, em Oriximiná, no Pará. A maior parte da bauxita extraída no país é exportada para o Canadá e a menor parcela é destinada ao mercado interno. A Companhia de Mineração Rio do Norte (CMRN) é a maior empresa mineral exploradora da bauxita (explora mais de 70% do total) e é a maior produtora mundial particular de bauxita. A maior acionista da CMRN é a Companhia Vale do Rio Doce. Além dela, vários grupos estrangeiros também têm participação: Alcoa (EUA) e Sheiï (Holanda e Inglaterra).
A usina hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins (Pará), fornece energia elétrica para a transformação do minério da bawdta em alumínio. A grande quantidade de bauxita, aliada ao fornecimento de energia elétrica por Tucuruí, gerou o Projeto AibrasAlunorte. Controlado por grupos privados nacionais e internacionais, esse projeto de produção do alumínio, desenvolvido em Bacarena (Pará), visa abastecer o mercado externo.
O grupo norte-americano Alcoa é majoritário na composição acionária do Projeto Alumar (no Maranhão), que apresenta características semelhantes ao Projeto Aibras.

Cassiteríta

Do minério da cassiterita é extraído o estanho.
Mais uma vez o Brasil está entre os principais produtores mundiais.

Ouro
O Brasil está entre os principais produtores mundiais (África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Canadá, China, Rússia, Usbesquistão e Brasil, respectivamente) e entre os que têm as maiores reservas mundiais (África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Canadá, China, Rússia, Usbesquistão e Brasil, respectivamente). Minas Gerais é o maior produtor nacional. Em segundo lugar, vem o estado do Pará.
Em 1996, foi anunciada a descoberta de uma das maiores jazidas de ouro do mundo. Está em Serra Leste, ao lado de Serra Pelada, no Pará. Será explorada pela Companhia Vale do Rio Doce.
O ouro é utilizado em jóias, tratamento dentário, em muitos setores industriais. A busca desse recurso mineral foi um dos fundamentos da economia mercantilista colonial brasileira (séculos XVII e XVIII).

Nióbio

É um metal utilizado na composição de ligas metálicas empregadas na fabricação de fios supercondutores, turbinas de aviões, entre outros usos.
O Brasil é responsável por mais de 90% da produção mundial desse mineral. Amaior reserva está em Minas Gerais, próximo à cidade de Araxá. Aparte que não é utilizada internamente é exportada para o Japão, para a América do Norte e para a União Européia. O Brasil fornece o principal produto industrializado ligado a esse mineral: o ferro-nióbio.

Outros minerais

O Brasil ainda produz chumbo (extraído da galena, em Minas Gerais e Tocantins), cobre (condutor elétrico explorado na Bahia e no Rio Grande do Sul), níquel (extraído da guamierita em Goiás) e tungsténio (extraído daxilita no Rio Grande do Norte).
O estanho é muito utilizado em liga com chumbo para realizar a solda usada na eletrônica, em objetos de decoração e é muito resistente à oxidação. O estado do Amazonas é o principal produtor nacional, seguido dos estados do Amazonas e do Pará. O estado de São Paulo é o maior consumidor interno; a Argentina e os Estados Unidos são nossos maiores importadores.

Minerais não metálicos

Assim são chamados os minerais cujo principal componente não é um metal. Têm usos diversos, como material de construção (calcário), na indústria química (potássio) e na alimentação (sal de cozinha e água). Não são matéria-prima para as indústrias siderúrgicas.
Nossos principais recursos minerais não metálicos são: sal de cozinha, calcário e alguns minerais radioativos. O Brasil ocupa o nono lugar entre os maiores produtores mundiais de sal de cozinha.
Os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Rio de Janeiro são, respectivamente, os maiores produtores nacionais de sal. O porto de Areia Branca, no Rio Grande do Norte, é o principal terminal exportador de sal do Brasil.

Calcário

E uma rocha sedimentar constituída principalmente de carbonato de cálcio. E usado na fabricação de cimento, cal, vidro e também como mármore (processo de metamorfísmo). O Brasil possui calcário em abundância. Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia (bacia do rio São Francisco) são seus maiores produtores.

Minerais radioativos

O Brasil explora, entre outros, urânio e tório, dois minerais radioativos usados na produção de energia nuclear. O urânio, hoje escasso, é encontrado em Minas Gerais (Quadrilátero Ferrífero e Poços de Caldas) e no Ceará. Recentemente, foi localizada no Pará uma grande reserva de urânio, na região da cidade de Santarém. Calcula-se que seja a maior do mundo. O tório (Importante combustível de reatores nucleares), também escasso, é encontrado principalmente no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Relevo

As formas de relevo

Pode-se dizer que o relevo é toda forma assumida pelo terreno (montanhas, serras, depressões, etc.) que sofreu mudanças com os agentes internos e externos sobre a crosta terrestre. Os agentes externos são chamados também de agentes erosivos (chuva, vento, rios, etc.) eles atuam sobre as formas definidas pelos agentes internos. As forças tectônicas (movimentos orogenéticos, terremotos e vulcanismo) que se originam do movimento das placas tectônicas são os agentes internos.

A altitude do relevo é medida com referência no nível do mar, em metros.

O relevo em função das altitudes e dos planos, pode se apresentar nas formas de: montanhas, planaltos, planícies e depressões.

Montanhas

Possuem as maiores altitudes do relevo terrestre. Essas elevações quando isoladas constituem, os montes, colinas; quando estão agrupadas, constituem as serras, cordilheira e maciço.

As montanhas podem ser recentes e apresentarem as seguintes características:

- grandes altitudes;
- picos abruptos;
- atividade vulcânica intensa;
- datam geralmente do período Terciário da Era cenozóica;

As montanhas velhas apresentam características como:

- pequenas altitudes;
- formas arredondadas;
- formadas na Era Arqueozóica, Proterozóica ou Paleozóica;

Planalto

É uma forma de relevo com área irregular e altitude superior a 300 metros. São relativamente planos ou inclinados.

O planalto é resultante de processos erosivos. Nas bordas dos planaltos geralmente aparecem as “escarpas”, que são chamadas de serras.

Mas ao contrario do que se pensa, não é a altitude que determina os planaltos, mas si, o predomínio do processo de erosão.

Planície

É uma forma de relevo plana ou pouco inclinada, pouco acidentada, predominando a acumulação de sedimentos. As planícies podem ser:

- costeira, quando resulta do levantamento da plataforma continental.
- aluviais, resultado da acumulação de sedimentos feitos pelos rios.
- de piemonte, quando é formada na parte baixa entre as montanhas.

Depressões

É uma parte do relevo mais plana que o planalto, com suave inclinação e altitude entre 100 e 500 metros. Podem ser:

- depressão absoluta: as altitudes são inferiores ao nível do mar.
- Depressão relativa: suas altitudes são inferiores as do relevo ao seu redor, seja uma chapada, planalto ou outro.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Regionalização do Brasil

O Brasil é dividido em Estados e regiões. A regionalização, proposta em 1969, foi elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e sua implantação efetiva vigorou a partir de 1° de janeiro de 1970. Para consolidar a divisão do país, o IBGE tomou como base os aspectos naturais, embora tenha levado em conta os fatores humanos ao formar o sudeste. Foram criadas as seguintes regiões:
 
Região Centro-Oeste Constituída por Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Região Nordeste É composto pelos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.
Região NorteFormada pelos estados do Acre, Tocantins, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará e Amapá. 
Região Sudeste  O sudeste é constituído por quatro estados, são eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
Região Sul  A menor das regiões brasileiras é formada pelos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Regiões Geoeconômicas

Ela se baseia no processo histórico de formação do território brasileiro, levando em conta, especialmente, os efeitos da industrialização. Dessa forma, ela busca refletir a realidade do país e compreender seus mais profundos contrastesEssa organização regional favorece a compreensão das relações sociais e políticas do país, pois associa os espaços de acordo com suas semelhanças econômicas, históricas e culturais.
Modelo contemporâneo:

Diferentemente da divisão proposta pelo IBGE, os complexos regionais não se limitam apenas às fronteiras entre os Estados. Nessa regionalização, o norte de Minas Gerais, por exemplo, encontra-se no Nordeste, enquanto o restante do território mineiro está localizado no Centro-Sul.
 
 

Região geoeconômica Amazônia
É a maior das três. Tem aproximadamente 5 milhões de km2, extensão que corresponde a quase 60% do território brasileiro. Compreende todos os Estados da região Norte (com exceção do extremo sul de Tocantins), o oeste do Maranhão e praticamente todo o Mato Grosso.Apesar de sua dimensão, possui o menor número de habitantes do país. Em muitos pontos da região acontecem os chamados "vazios demográficos". A maioria da população está localizada nas duas principais capitais do complexo, Manaus e Belém.Na economia predominam o extrativismo animal, vegetal e mineral. Destacam-se também o pólo petroquímico da Petrobras e a Zona Franca de Manaus, que fabrica a maior parte dos produtos eletrônicos brasileiros.
Região geoeconômica Centro-Sul
Abrange as regiões Sul e Sudeste (exceto o norte de Minas Gerais), Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e o sul de Tocantins. Compreende aproximadamente 2,2 milhões de km2.É a região mais dinâmica do ponto de vista econômico. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são as cidades de maior destaque.O Centro-Sul é o principal destino de migrantes de diversos pontos do país e onde se encontra cerca de 70% de toda a população brasileira. Possui a economia mais diversificada, baseada na agricultura de exportação e, principalmente, na indústria. É responsável pela produção da maior parte do Produto Interno Bruto nacional.
Região geoeconômica Nordeste
Com uma área de aproximadamente 1,5 milhões de quilômetros quadrados, é a segunda do país em população. Inclui todo o Nordeste da divisão oficial (com exceção do oeste do Maranhão) e o norte de Minas Gerais, onde se localiza o Vale do Jequitinhonha.Historicamente, é a mais antiga do Brasil. É também a mais pobre das regiões, com números elevados de mortalidade infantil, analfabetismo, fome e subnutrição. Assim como acontece em grande parte do território brasileiro, a população nordestina é mal distribuída. Cerca de 60% fica concentrada na faixa litorânea e nas principais capitais. Já no sertão e no interior, os níveis de densidade populacional são baixos, devido, em grande parte, à seca.Contudo, possui muitas riquezas históricas e culturais, tanto do ponto de vista arquitetônico, como de costumes e tradições.