sexta-feira, 28 de maio de 2010

REVISÃO FILOSOFIA 2º ANO - parte 1

GALILEU


O pensador italiano Galileu Galilei (1564-1642) viveu o momento de transição de um mundo dominado pela autoridade da Igreja para um mundo cuja única autoridade é a razão. A vida de Galileu foi marcada pela perseguição política e religiosa, por defender que a compreensão geocêntrica do universo estava equivocada.
A compreensão geocêntrica do universo, ou geocentrismo, defendia que a Terra era o centro do univesrso. Essa compreensão predominou durante toda a Antiguidade e a Idade Média. O geocentrismo é de certa forma confirmado pelo senso comum: no cotidiano temos a sensação de que a Terra é imóvel e que o Sol gira à sua volta. O próprio texto bíblico sugere essa idéia. Em uma passagem das Escrituras, Deus fez parar o Sol para que o povo eleito continuasse a luta enquanto ainda houvesse luz, o que sugere o Sol em movimento e a Terra fixa

Ao criticar o geocentrismo, Galileu defende o heliocentrismo. O heliocentrismo é a teoria que diz que Sol está no centro do nosso sistema planetário e tudo se move ao seu redor. Essa compreensão do universo foi proposta primeiramente com Nicolau Copérnico (1473 -1543). Mas só começou a ganhar repercussão com Galileu. Isto porque Galileu passou a fazer uso de instrumentos que mostravam que essa ideia de Copérnico era verdadeira. O principal instrumento que possibilitou a Copérnico fazer descobertas astronômicas foi o telescópio. O telescópio, invenção talvez dos holandeses, proporcionou a Galileu outras descobertas valiosas: para além das estrelas fixas, haveria ainda infindáveis mundos; a superfície da Lua era rugosa e irregular; o Sol tinha manchas, e Júpiter tinha quatro luas!
Em sua filosofia da natureza Galileu defendeu a concepção de que a realidade é intrinsecamente racional e pode ser plenamente captada pelas ideias e conceitos. A realidade, a partir de Galileu, é concebida como um sistema racional de mecanismos físicos, cuja estrutura profunda e invisível é matemática. Sendo assim, tudo que ocorre na natureza pode ser explicado através da observação da experiência e cálculos matemáticos. O forte impacto dessas novidades desencadeou inúmeras polêmicas até que, pressionado pelas autoridades eclesiásticas, Galileu se viu obrigado a renegar publicamente suas teorias. Além disso, o pensador foi condenado à prisão domiciliar. No entanto, as ideias de Galileu influenciaram todo o mundo moderno, de modo que hoje ele é considerado o pai da ciência moderna.



FRANCIS BACON



Francis Bacon (1561-1626) é um dos principais filósofos do início da idade moderna. Nascido na Inglaterra, aos doze anos Bacon já entrava na Universidade de Cambridge. Durante sua vida, Bacon se dedicou ao estudo da filosofia, além de direito, diplomacia e literatura. Ainda aos dezesseis anos Bacon se viu decepcionado com a filosofia antiga, sendo essa para ele um saber inútil que pouco contribuiu para a produção de coisas vantajosas para a vida humana.
Realçando a importância histórica da ciência, do papel que ela poderia desempenhar na vida da humanidade e entusiasmado com as invenções científicas de sua época, Bacon escreve: “Estas três coisas (a arte da impressão, a pólvora e a bússola) mudaram a situação do mundo todo, a primeira nas letras, a segunda na arte militar, a terceira na navegação; provocaram mudanças tão infinitas que nenhum império, nem seita, nem estrela parece ter exercido maior influência com mais eficácia sobre a humanidade do que essas três invenções”.
Bacon tem como lema “saber é poder”, isso mostra como ele procura, bem no espírito da nova ciência, não um saber contemplativo e desinteressado, que tenha um fim em si mesmo, mas um saber instrumental, que possibilite a dominação da natureza


A CRÍTICA DOS ÍDOLOS

Bacon elaborou uma teoria conhecida como crítica dos ídolos. A palavra ídolo vem do grego eidolon e significa “imagem”. Bacon chama de ídolos as opiniões falsas e preconceitos que dificultam o conhecimento da realidade e o desenvolvimento das ciências. Segundo Bacon, existem quatro tipos de ídolos, ou seja, quatro tipos de opiniões falsas que impedem o conhecimento científico:


I. Ídolos da caverna (a caverna de que fala Bacon é a do mito da caverna de Platão): são as opiniões que se formam em nós por erros e defeitos de nossos órgãos dos sentidos. São os mais fáceis de serem corrigidos por nosso intelecto.
II. Ídolos do fórum (o fórum era o lugar das discussões e dos debates públicos na Roma antiga): são as opiniões que se formam em nós como consequência da linguagem e de nossas relações sociais com os outros. Uma palavra pode ser usada em sentidos diferentes pelos interlocutores de um diálogo; isso pode levar a uma aparente concordância entre as pessoas quando, na realidade, ocorre o contrário. Veja-se, por exemplo, o caso da palavra cultura, ela denota uma série de definições que por si mesmas não conseguem sequer alcançar o propósito inicial do termo –kultur- cultivar a terra. Tais ídolos do fórum são difíceis de serem vencidos, mas o intelecto tem poder sobre eles.
III. Ídolos do teatro (o teatro é o lugar em que ficamos passivos, onde somos apenas espectadores e receptores de mensagens): são as opiniões formadas em nós em decorrência dos poderes das autoridades que nos impõe seus pontos de vista e os transformam em decretos e leis inquestionáveis, seja por meio de ameaças ou pela manipulação das pessoas. Só podem ser desfeitos se houver uma mudança social e política.
IV. Ídolos da tribo (a tribo é um agrupamento humano em que todos possuem a mesma origem, o mesmo destino, as mesmas características e os mesmos comportamentos): são as opiniões que se formam em nós em decorrência da natureza humana. São próprios da espécie humana e só podem ser vencidos se houver uma reforma da própria natureza humana. Assim para Bacon seria comum a natureza humana reduzir o complicado ao mais simples segundo uma visão que se restringe àquilo que é favorável, que é conveniente. Na Astrologia, por exemplo, ignora-se o que falha para ficar com as predições que resultaram conforme o esperado. Por isso Bacon afirma: "As pessoas preferem acreditar naquilo que elas preferem que se seja verdade." Outro hábito comum a natureza humana seria a transposição. Na alquimia os alquimistas "humanizam" a atividade da natureza atribuindo-lhe antipatias e simpatias.
Para Bacon, o conhecimento científico deve começar por uma demolição dos ídolos. Ou seja, a ciência deve primeiramente buscar superar suas opiniões formadas em nós, e que nos conduzem ao erro.


QUESTÕES

01. “Que ninguém espere um grande progresso nas ciências, especialmente no seu lado prático, até que a filosofia natural seja levada às ciências particulares e as ciências particulares sejam incorporadas à filosofia natural. [...] De fato, desde que as ciências particulares se constituíram e se dispersaram, não mais se alimentaram da filosofia natural, que lhes poderia ter transmitido as fontes e o verdadeiro conhecimento dos movimentos, dos raios, dos sons, da estrutura e do esquematismo dos corpos, das afecções e das percepções intelectuais, o que lhes teria infundido novas forças para novos progressos.” (BACON, Francis. Novum Organum. Trad. de José Aluysio Reis de Andrade. 4.ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988. p. 48.)

Com base no texto, é correto afirmar que Francis Bacon:

a) Afirma que a única finalidade da filosofia natural é contribuir para o desenvolvimento das ciências particulares.
b) Defende que o que há de mais importante nas ciências particulares é o seu lado prático.
c) Propõe que o progresso da filosofia natural depende de que ela incorpore as ciências particulares.
d) Constata a impossibilidade de progresso no lado prático das ciências particulares.
e) Vincula a possibilidade do progresso nas ciências particulares à dependência destas à filosofia natural.

02. “O mundo real é simplesmente uma sucessão de movimentos atômicos em continuidade matemática. Nessas circunstâncias, a causalidade só poderia ser colocada, de maneira inteligível, nos próprios movimentos dos átomos [...]. Mas que fazer com Deus? Com a derrubada da causalidade final, Deus, como concebido pelo aristotelismo, estava praticamente perdido; negar francamente sua existência, no entanto, era, à época de Galileu, um passo demasiado radical para que qualquer pensador importante pudesse considerá-lo”. (BURTT, Edwin Arthur. As bases metafísicas da ciência moderna. Trad. de José Viegas Filho e Orlando Araújo Henriques. Brasília: UnB, 1991. p. 78.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Galileu, é correto afirmar:

a) Galileu pretendia construir uma nova metafísica em que a teologia apareceria como princípio último de explicação.
b) Segundo Galileu, tudo o que conhecemos sobre o mundo natural diz respeito à natureza íntima da força, ou de sua essência.
c) Galileu buscava estabelecer o fundamento das convicções a respeito da relação determinante do homem com a natureza.
d) A grandeza revolucionária de Galileu deveu-se a sua atitude de responder questões consideradas para além do domínio da ciência positiva.
e) O interesse de Galileu estava em mostrar que para todo movimento expressável matematicamente existe uma causa primária.

03. "Galileu viu em Arquimedes o único cientista verdadeiro da Grécia, pois já revelava alguns aspectos fundamentais da experiência moderna: medidas sistemáticas, determinação da influência de cada fator que atua no fenômeno e enunciação do resultado sob forma de lei geral." (ARANHA, Maria; MARTINS, Maria. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 1993, p. 136.)
A partir do texto acima e de seus conhecimentos sobre ciência, é correto afirmar que:

I - Com Galileu Galilei, o experimento torna-se parte do método científico; torna-se um marco do novo espírito da ciência. Com seus experimentos, Galileu refuta a tese aristotélica de que o peso de um corpo depende de seu tamanho.
II - À condenação de 1633, Galileu Galilei reagiu com a abjuração, mas continuou a pesquisa científica e os contatos com os outros cientistas de sua época.
III - O mecanicismo constituiu-se em um aspecto importante da ciência moderna. A natureza e o próprio ser humano são comparados a uma máquina, isto é, a um conjunto de mecanismos cujas leis precisam ser descobertas.
IV - Galileu defende o desenvolvimento de uma ciência voltada para os aspectos objetivos e mensuráveis da natureza, em oposição à física qualitativa aristotélica.
V - Galileu pensa que uma ciência quantitativa da natureza é possível graças ao fato de que a própria natureza está configurada de modo a exibir ordem e simetrias matemáticas.

Assinale a alternativa CORRETA:

a) Todas as proposições são verdadeiras.
b) Apenas a proposição II é falsa.
c) Apenas a proposição III é falsa.
d) Apenas a proposição IV é falsa.
e) As proposições III e IV são falsas.








quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mundo Canibal

cuidado, não tente fazer isso em casa!!!!

Q gostoso!!!!!


Pavê brigadeiro


Pavê:
3 colheres de (sopa) de chocolate em pó
3 colheres de (sopa) de conhaque
2 pacotes de biscoito champagne
Chocolate granulado para polvilhar
1 xícara de (chá) de leite

Recheio:
4 colheres de (sopa) de achocolatado em pó
2 colheres de (sopa) de margarina sem sal
2 latas de leite condensado
400 ml de leite



Pavê:
Dissolva o chocolate em pó no leite e misture o conhaque. Umedeça os biscoitos nessa mistura e, em um refratário, monte camadas alternadas de biscoitos umedecidos e do recheio preparado até finalizarem os ingredientes. Polvilhe com o chocolate granulado e leve à geladeira por 2 horas antes de servir.

Recheio:
Em uma panela, misture o leite condensado, o leite, a margarina e o achocolatado até ficar homogêneo. Em seguida, leve ao fogo, mexendo sempre, até o ponto de brigadeiro mole. Aguarde esfriar e utilize.

Rendimento: 10 porções

Estado Moderno - O Estado Absoluto

 Luis XIV - Rei Sol

O Estado Absolutista.

Como primeiro formato de Estado moderno deve-se destacar o absolutismo, surgido em um período de confronto entre nobreza e clero – de um lado – e burguesia – de outro -.A princípio a burguesia tentou estabelecer acordos políticos com os monarcas, que aproveitaram a disputa entre as camadas sociais para aumentar seu poder político.Surgiu um novo tipo de Estado, apoiado pela burguesia, que se estendeu por vastos territórios e centralizou as decisões políticas.

O absolutismo teve em Thomas Hobbes (1588-1679) seu representante, cuja teoria procurava as origens do Estado e sua finalidade. Hobbes defendia um Estado soberano com representação máxima de uma sociedade civilizada e racional. A explicação era simples: Em estado natural os homens viveriam em igualdade, segundo seus instintos. O egoísmo, a ambição e a crueldade, próprios de cada um, gerariam uma luta sem fim e tornariam difícil a vida em sociedade, levando-os a destruição. Somente o Estado - poder acima das individualidades – garantiria segurança a todos. Quanto mais soberano ele fosse, mais humanos e racionais seriam os homens em sociedade.

Ao Estado nunca interessou afastar a Igreja da vida política, pois o melhor seria submetê-la ao seu poderio e conservar sua função religiosa, que beneficiava o próprio Estado.

No absolutismo surge a separação entre a pessoa do monarca e o poder político do Estado. Os monarcas varias vezes, defenderam medidas econômicas e políticas em nome do interesse geral e não de acordo com interesses próprios. Começava-se a estabelecer o que era publico e o que era privado. O bem público é um bem de todos, mas essa distinção entre o que é publico e o que é privado é produto da época atual, com inicio no Estado Absolutista.

No Absolutismo o poder político centralizou-se no interior do domínio nacional (ou territorial) e os parlamentos que surgiram nesse Estado funcionavam como órgãos consultivos, pois não eram permanentes e não tinham força perante o rei.

fonte: http://sociologiadeplantao.blogspot.com/

Orfeu e Eurídice

Vai aí uma historinha de amor para abalar os corações!!!!!


Fugindo de um homem que a perseguia, a ninfa Eurídice pisou numa serpente venenosa oculta na relva. O réptil a picou no calcanhar, e ela desceu ao reino dos mortos, deixando inconsolável seu marido. Orfeu, poeta, músico e cantor, sempre empunhando a lira ou a cítara, era um artista insuperável. Com seu canto, os animais ferozes se tornavam pacíficos e o seguiam, as rochas se moviam, as árvores inclinavam as copas em sua direção, os homens se acalmavam. Mas a dor pela perda da esposa foi tal que ele, fugindo do convívio humano, na solidão, só conseguia pensar em Eurídice. Sua música, agora triste, só cantava o amor por Eurídice. Por fim, resolveu descer ao sombrio Hades para tentar trazê-la de volta.
Em meio às sombras e deuses das regiões subterrâneas, Orfeu fez ecoar a música de sua lira. Nos Infernos, Sísifo tinha sido condenado a rolar montanha acima uma pedra que, no alto, voltava a cair, obrigando-o a recomeçar a tarefa eternamente.
Mas, com aquela música, como que por encanto a pedra de repente ficou parada, sem ninguém a segurar. Tântalo, como punição dos deuses, sedento e faminto, tinha sempre diante de si água e comida, que, porém, nunca conseguia alcançar. Mas, ao som da lira de Orfeu, esqueceu-se da fome e sede eterna. As Danaides tentavam encher de água um tonel furado; a música encantadora as fez descuidar da tarefa ingrata. Cantando o amor a Eurídice e a perda da esposa, comoveu a todos os habitantes do mundo infernal. Até mesmo de Hades, que tinha um coração de ferro, arrancou lágrimas.
Hades e Perséfone, os deuses infernais, concederam, então, que Orfeu levasse Eurídice de volta à vida, com uma condição: na ida em direção à luz do dia, ele não deveria, de maneira nenhuma, olhar para trás antes de deixar o mundo das sombras. Eis que Eurídice acompanha silenciosa Orfeu, rumo à superfície da terra. Vão regressando daquelas regiões escuras, povoadas pelas sombras dos mortos. Percorrem um caminho abrupto, em meio a trevas e uma névoa espessa. E a luz já se aproximava, quando, tomado de intenso amor e esquecido da condição que lhe impuseram, Orfeu resolveu olhar para a sua Eurídice...
Ouve-se um estrondo espantoso, e Eurídice diz ao esposo:
— Que loucura foi essa que perdeu a mim e a ti, Orfeu? Já de novo os destinos cruéis me chamam e o sono começa a cerrar meus olhos. É hora de dizer-te adeus. A noite imensa me circunda e ergo em vão para ti as minhas mãos enfraquecidas. Disse isso e desapareceu como fumaça nos ares. Orfeu ficou desesperado, pois sabia que sua música não poderia dobrar4 os deuses infernais: eles jamais se abrandavam com as súplicas humanas. Era impossível lutar contra suas duras leis. Por todo o resto de seus dias, sem descanso, sem trégua à dor, Orfeu cantou o amor por Eurídice, que perdera para sempre num descuido fatal.

Enem - linguagens, códigos e suas tecnologias

Vou começar a postar questões de vestibular e do Enem para vocês arrepiarem depois. Bjus do gordo!!!!!!!!


01.(ENEM/2006)

Namorados

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu
[corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
— Você não sabe quando a gente é criança e de
[repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
— A gente fica olhando…
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
(Manuel Bandeira. Poesia completa & prosa
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.)

No poema de Bandeira, importante representante da poesia modernista, destaca-se como característica da escola literária dessa época
a) a reiteração de palavras como recurso de construção de rimas ricas.
b) a utilização expressiva da linguagem falada em situações do cotidiano.
c) a criativa simetria de versos para reproduzir o ritmo do tema abordado.
d) a escolha do tema do amor romântico, caracterizador do estilo literário dessa época.
e) o recurso ao diálogo, gênero discursivo típico do Realismo.

Resolução
B. A utilização literária da linguagem coloquial, assim como a temática do cotidiano, são pontos importantes do programa literário do Modernismo, do qual Manuel Bandeira foi figura central. Construções como “sabe quando?” e o emprego de “a gente” como pronome impessoal ou como equivalente a “nós” são traços característicos da linguagem coloquial brasileira.

02. (ENEM/2006)

Erro de Português
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de Sol
O índio tinha despido
O português
(Oswald de Andrade. Poesias reunidas.
Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 1978.)

O primitivismo observável no poema acima, de Oswald de Andrade, caracteriza de forma marcante

a) o regionalismo do Nordeste.
b) o concretismo paulista.
c) a poesia Pau-Brasil.
d) o simbolismo pré-modernista.
e) o tropicalismo baiano.

Resolução
C. O “primitivismo” presente no poema – que privilegia o índio, “bárbaro” e “primitivo”, em confronto com o português “civilizado” – é um elemento central da poética modernista, assumido como fundamento do programa cultural da poesia Pau-Brasil de Oswald de Andrade.

03. (ENEM/2006)

Depois de um bom jantar: feijão com carne-seca, orelha de porco e couve com angu, arroz-mole engordurado, carne de vento assada no espeto, torresmo enxuto de toicinho da barriga, viradinho de milho verde e um prato de caldo de couve, jantar encerrado por um prato fundo de canjica com torrões de açúcar, Nhô Tomé saboreou o café forte e se estendeu na rede. A mão direita sob a cabeça, à guisa de travesseiro, o indefectível cigarro de palha entre as pontas do indicador e do polegar, envernizados pela fumaça, de unhas encanoadas e longas, ficou-se de pança para o ar, modorrento, a olhar para as ripas do telhado.
Quem come e não deita, a comida não aproveita, pensava Nhô Tomé… E pôs-se a cochilar. A sua modorra durou pouco: Tia Policena, ao passar pela sala, bradou assombrada:
— Êêh! Sinhô! Vai drumi agora? Não! Num presta…
Dá pisadêra e póde morrê de ataque de cabeça!
Depois do armoço num far-má… mais despois da janta?!”
(Cornélio Pires. Conversas ao pé do fogo. São Paulo:
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1987.)
Nesse trecho, extraído de texto publicado originalmente em 1921, o narrador

a) apresenta, sem explicitar juízos de valor, costume da época, descrevendo os pratos servidos no jantar e a atitude de Nhô Tomé e de Tia Policena.
b) desvaloriza a norma culta da língua porque incorpora à narrativa usos próprios da linguagem regional das personagens.
c) condena os hábitos descritos, dando voz a Tia Policena, que tenta impedir Nhô Tomé de deitar-se após as refeições.
d) utiliza a diversidade sociocultural e lingüística para demonstrar seu desrespeito às populações das zonas rurais do início do século XX.
e) manifesta preconceito em relação a Tia Policena ao transcrever a fala dela com os erros próprios da região.

Resolução
A. O narrador do texto de Cornélio Pires é inteiramente isento em relação aos hábitos que descreve e à linguagem que reproduz.

Recursos MInerais do Brasil


Minério de ferro

Está entre os cinco principais itens exportados pelo Brasil. E o mineral mais explorado. O minério de ferro bruto (hematita, itabirita, magnetita, pirita) possui grande importância econômica mundial porque é a matéria-prima básica do aço (liga) utilizado nas estruturas de indústrias, edifícios, hotéis, estádios, aeroportos, pontes e shoppings, etc,, além de inúmeros outros usos.
Os estados de Minas Gerais (Quadrilátero Ferrífero) e Pará (serra dos Carajás) possuem as maiores e principais reservas. A maior parte da produção é exportada para os Estados Unidos, Japão e União Européia.

Principais áreas produtoras Quadrilátero Ferrífero

Central (MG). Localizado entre os municípios de Belo Horizonte, Mariana, Santa Bárbara e Congonhas do Campo, o Quadrilátero Ferrífero é responsável por aproximadamente 80% da produção nacional; 60 a 70% do minério de ferro produzido nessa área é destinado à exportação, A Companhia Vale do Rio Doce, privatizada em 1997, é o maior explorador de minério de ferro no Brasil e está entre os maiores exportadores do mundo. E proprietária de jazidas de ferro e outros minerais do Quadrilátero Ferrífero e da serra dos Carajás.
A parte que não é exportada é utilizada nos complexos siderúrgicos da região Sudeste (Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, em Volta Redonda, RJ;
Companhia Siderúrgica Paulista - Cosipa, em Cubatào, SP; e na Usiminas, em MG).
O minério de ferro exportado é transportado pela Estrada de Ferro Vitória-Minas, que liga o Quadrilátero ao porto de Tubarão, em Vitória, Espírito Santo, e pela Estrada de Ferro Central do Brasil, que liga o Quadrilátero ao porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro, Serra aos Carajás (PA). Localizada no Sudeste do Pará. Possui a maior reserva mundial de minério de ferro do mundo e é a segunda principal área produtora do país.
A exploração desse e de outros minérios faz parte das estratégias do Projeto Grande Carajás. A produção dessa área está voltada para o consumo externo (Japão) e é transportada pela Estrada de Ferro Carajás. Inaugurada em 1985, essa ferrovia, que tem 890 km de extensão, liga a serra dos Carajás ao porto de Itaqui, na Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão. A Companhia Vale do Rio Doce é a principal empresa mineradora que explora esse local, entre outras transnacionais.
O Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro.
O Brasil encontra-se entre os maiores produtores e as maiores reservas mundiais de bauxita.

Minério de manganês

Assim como o minério de ferro, o manganês é o elemento básico para a produção do aço. E de fundamental importância para a indústria siderúrgica porque age como desoxidante e dessulfurante.
A região Norte concentra mais da metade da produção nacional de manganês e exporta a maior parte. As maiores reservas estão na serra dos Carajás (PA), no Quadrilátero Ferrífero (MG) e no maciço do Urucum (MS). A maior produção ocorre no Amapá (cerca de 60% do total produzido no país), mas as reservas localizadas na serra do Navio, nesse estado, estão praticamente esgotadas.
Mais uma vez o Brasil está entre as maiores produções mundiais.
Da bauxita é extraído o alumínio, metal muito importante por ser utilizado na fabricação de carros, aviões, portas, janelas, panelas, etc. E um grande condutor de eletricidade e anticorrosivo.
A principal e maior jazida nacional encontra-se no vale do rio Trombetas, afluente do rio Amazonas, em Oriximiná, no Pará. A maior parte da bauxita extraída no país é exportada para o Canadá e a menor parcela é destinada ao mercado interno. A Companhia de Mineração Rio do Norte (CMRN) é a maior empresa mineral exploradora da bauxita (explora mais de 70% do total) e é a maior produtora mundial particular de bauxita. A maior acionista da CMRN é a Companhia Vale do Rio Doce. Além dela, vários grupos estrangeiros também têm participação: Alcoa (EUA) e Sheiï (Holanda e Inglaterra).
A usina hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins (Pará), fornece energia elétrica para a transformação do minério da bawdta em alumínio. A grande quantidade de bauxita, aliada ao fornecimento de energia elétrica por Tucuruí, gerou o Projeto AibrasAlunorte. Controlado por grupos privados nacionais e internacionais, esse projeto de produção do alumínio, desenvolvido em Bacarena (Pará), visa abastecer o mercado externo.
O grupo norte-americano Alcoa é majoritário na composição acionária do Projeto Alumar (no Maranhão), que apresenta características semelhantes ao Projeto Aibras.

Cassiteríta

Do minério da cassiterita é extraído o estanho.
Mais uma vez o Brasil está entre os principais produtores mundiais.

Ouro
O Brasil está entre os principais produtores mundiais (África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Canadá, China, Rússia, Usbesquistão e Brasil, respectivamente) e entre os que têm as maiores reservas mundiais (África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Canadá, China, Rússia, Usbesquistão e Brasil, respectivamente). Minas Gerais é o maior produtor nacional. Em segundo lugar, vem o estado do Pará.
Em 1996, foi anunciada a descoberta de uma das maiores jazidas de ouro do mundo. Está em Serra Leste, ao lado de Serra Pelada, no Pará. Será explorada pela Companhia Vale do Rio Doce.
O ouro é utilizado em jóias, tratamento dentário, em muitos setores industriais. A busca desse recurso mineral foi um dos fundamentos da economia mercantilista colonial brasileira (séculos XVII e XVIII).

Nióbio

É um metal utilizado na composição de ligas metálicas empregadas na fabricação de fios supercondutores, turbinas de aviões, entre outros usos.
O Brasil é responsável por mais de 90% da produção mundial desse mineral. Amaior reserva está em Minas Gerais, próximo à cidade de Araxá. Aparte que não é utilizada internamente é exportada para o Japão, para a América do Norte e para a União Européia. O Brasil fornece o principal produto industrializado ligado a esse mineral: o ferro-nióbio.

Outros minerais

O Brasil ainda produz chumbo (extraído da galena, em Minas Gerais e Tocantins), cobre (condutor elétrico explorado na Bahia e no Rio Grande do Sul), níquel (extraído da guamierita em Goiás) e tungsténio (extraído daxilita no Rio Grande do Norte).
O estanho é muito utilizado em liga com chumbo para realizar a solda usada na eletrônica, em objetos de decoração e é muito resistente à oxidação. O estado do Amazonas é o principal produtor nacional, seguido dos estados do Amazonas e do Pará. O estado de São Paulo é o maior consumidor interno; a Argentina e os Estados Unidos são nossos maiores importadores.

Minerais não metálicos

Assim são chamados os minerais cujo principal componente não é um metal. Têm usos diversos, como material de construção (calcário), na indústria química (potássio) e na alimentação (sal de cozinha e água). Não são matéria-prima para as indústrias siderúrgicas.
Nossos principais recursos minerais não metálicos são: sal de cozinha, calcário e alguns minerais radioativos. O Brasil ocupa o nono lugar entre os maiores produtores mundiais de sal de cozinha.
Os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Rio de Janeiro são, respectivamente, os maiores produtores nacionais de sal. O porto de Areia Branca, no Rio Grande do Norte, é o principal terminal exportador de sal do Brasil.

Calcário

E uma rocha sedimentar constituída principalmente de carbonato de cálcio. E usado na fabricação de cimento, cal, vidro e também como mármore (processo de metamorfísmo). O Brasil possui calcário em abundância. Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia (bacia do rio São Francisco) são seus maiores produtores.

Minerais radioativos

O Brasil explora, entre outros, urânio e tório, dois minerais radioativos usados na produção de energia nuclear. O urânio, hoje escasso, é encontrado em Minas Gerais (Quadrilátero Ferrífero e Poços de Caldas) e no Ceará. Recentemente, foi localizada no Pará uma grande reserva de urânio, na região da cidade de Santarém. Calcula-se que seja a maior do mundo. O tório (Importante combustível de reatores nucleares), também escasso, é encontrado principalmente no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Pré-socráticos - Escola Jônica

Tales de Mileto
 
Tales nasceu na Jônia, na Ásia Menor, por volta de 625/4 a.C. Sua akmé (florescimento filosófico) se deu por volta do ano 585 a.C. Morreu aproximadamente em 558 a.C.
É, possivelmente, o primeiro filósofo grego, investigador das coisas da natureza como um todo. De suas idéias pouco se conhece, já que não se sabe se escreveu algo e não existem fragmentos de seus estudos. Tudo o que sabemos sobre ele provém do que nos foi transmitido pelos doxógrafos.
Segundo o historiador Heródoto, Tales foi um dos Sete Sábios da Grécia arcaica. Sua filosofia nos foi passada principalmente por Aristóteles, Teofrasto e Simplício.
Tales, ao que consta, foi político, engenheiro e comerciante. Foi ele que primeiro estudou as cheias do Rio Nilo, desfazendo os mitos que as narravam. Fez ainda algumas descobertas astronômicas e matemáticas, razão pela qual Aristóteles o consagra como fundador da teoria cosmológica.
A phýsis de Tales é a água, que, para ele, era o princípio de todo o Universo. A água é o principio do devir, isto é, da mudança e do movimento.
Segundo Marilena Chauí, "Tales considera que as coisas são viventes ou animadas e por isso se transformam e se conservam. A água faz todas as coisas e é a matéria e a alma de todas elas".
Tales chegou a afirmar, segundo nos relata Aristóteles, que a água está sob a terra, levado a esta conclusão por ver que o alimento de todas as coisas é úmido, e que o próprio quente dele procede e dele vive.

Anaximandro de Mileto

Anaximandro foi um sucessor de Tales. Nasceu por volta de 610 a.C. e morreu aproximadamente em 547 a.C. e de sua vida praticamente nada se sabe. Foi geógrafo, matemático, astrônomo e político. Relatos nos dão conta de que escreveu um livro, posteriormente chamado "Sobre a natureza".
Atribui-se a Anaximandro a confecção de um Mapa-Mundi com o mundo então conhecido. Ampliando a visão de Tales, foi o primeiro a formular o conceito de uma lei universal presidindo o processo cósmico total.
Para Anaximandro, a phýsis não é a água ou qualquer outro elemento, mas o apeíron, isto é, alguma natureza diferente, ilimitada e infinita, de onde vêm os céus e os mundos neles contidos.
Anaximandro foi o primeiro a usar a palavra princípio, que é o elemento primordial das coisas. Não se trata simplesmente da mistura de vários elementos corpóreos, mas é a matéria em que os elementos ainda não estão distintos e que, por isso, é infinita, indeterminada e indefinida.

Anaxímenes de Mileto

Ao que consta, Anaxímenes foi discípulo e continuador de Anaximandro. Nasceu por volta de 585 a.C. e morreu próximo de 528/5 a.C. Filho de Euristrato, sua akmé se dá em 546-545 a.C.
Também escreveu uma obra intitulada posteriormente "Sobre a natureza". Dedicou-se especialmente à meteorologia. Foi o primeiro a afirmar que a Lua recebe luz do Sol.
Apesar de ser um discípulo de Anaximandro, Anaxímenes discorda de seu mestre já que, para ele, a natureza não é indefenida (embora concorde que é ilimitada). Sua phýsis é o ar, que diferencia-se nas substâncias, por rarefação e condensação, tornando-se fogo, vento, nuvem, água e, daí, terra, pedras e as demais coisas.

FONTE: http://www.webartigos.com/articles/5799/1/Pre-socraticos/pagina1.html

Castas Sociais

Define-se casta como grupo social hereditário, no qual a condição do indivíduo passa de pai para filho. O grupo é endógamo, isto é, cada integrante só pode casar-se com pessoas do seu próprio grupo.
Originalmente, as castas eram apenas quatro:
  • os brãhmana (sacerdotes e letrados) nasceram da cabeça de Brahma);
  • os ksatrya (guerreiros) nasceram dos braços de Brahma);
  • os vaiśya (comerciantes) nasceram das pernas de Brahma) ;
  • os śudra (servos: camponeses, artesãos e operários) nasceram dos pés de Brahma.

À margem dessa estrutura social havia os dalits (coveiros), que vieram da poeira debaixo do pé de Brahma. Mais conhecidos como párias, sem casta, eram considerados intocáveis por todas as castas. Hoje são chamados de haridchans, haryans ou dalit. Com o passar do tempo, ocorreram centenas de subdivisões, que não param de se multiplicar.
A origem do sistema de castas é incerta. Segundo o hinduísmo, vem de Brahma, a divindade criadora do universo, mas parece ser proveniente da divisão entre os migrantes arianos - subgrupo dos indo-europeus que povoou a Península da Índia por volta de 1500 a.C., vindo do norte, pelo Punjabe - e os nativos (dasya), que se tornaram escravos. As primeiras referências históricas sobre a existência de castas se encontram em um livro sagrado dos hindus, o Manu, possivelmente escrito entre 600 a.C. e 250 a.C.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Augusto do Anjos

VERSOS ÍNTIMOS



Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo, Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!

Filosofia Moderna - parte 1


Introdução

  Modernidade. Tempo de mudanças. Recomeço. Renascimento. Ciências. Descobertas. Desejo de conhecer o ser do homem. São estas as questões chaves de um dos períodos mais férteis da História da Filosofia que vamos estudar nesta breve pesquisa. Trata-se da Filosofia Moderna.
  A Filosofia Moderna corresponde ao pensamento desenvolvido da metade do século XV ao final do século XVIII. O que chamamos de mentalidade moderna advém das transformações culturais, sociais, religiosas e econômicas que ocorreram na Europa deste período.
  Neste importante período da história da humanidade a teoria política e científica ganhou novos ares e as transformações pelas quais passava o continente europeu entre os séculos XV-XVIII foram marcadas por um movimento de novas elaborações filosóficas. Maquiavel, Montaigne, Erasmo, More, Galileu, Descartes, Locke e Kant são alguns nomes significativos para a Filosofia do período.
  As perguntas sobre os fundamentos da realidade eram revestidos de questionamentos sobre o que é o conhecer e o papel do que se passou a chamar de “sujeito moderno”. Do “cogito” cartesiano aos princípios da experiência, passando pelas novas invenções, temos um panorama de algumas questões da Idade Moderna.
  Ao longo de todo o século XVIII desenvolveu-se a escola Iluminista com suas críticas ao mundo do Antigo Regime. Montesquieu, Voltaire, Rousseau, Diderot e outros elaboraram propostas consideradas revolucionárias para a época.
  A Idade Moderna é marcadamente caracterizada pelo fim do feudalismo e o surgimento de um novo sistema econômico, o capitalismo. Ou seja, trata-se de um momento em que ocorre o crescimento do comércio e a ascensão da burguesia.
  Neste sentido é importante saber que burguesia é uma classe social surgida na Europa em fins da Idade Média, com o desenvolvimento econômico e o Aparecimento das cidades, e que veio a dominar a vida política, social, econômica e intelectual (FERREIRA, 2001: 112). Já o termo capitalismo significa um sistema econômico e social baseado na propriedade privada dos meios de produção, na organização da produção visando o lucro e empregando o trabalho assalariado, e no funcionamento do sistema de preços (FERREIRA, 2001: 128).
  O mercantilismo, considerado a primeira etapa do capitalismo, foi estabelecido como forma de fortalecimento das economias nacionais, levando a um impulso da navegação e à chegada a novas regiões do planeta. São exemplos de grande prodígio da navegação a chegada, em 1492, de Cristóvão Colombo à América, declarando-a colônia da Espanha, e também a primeira viagem ao redor do mundo, entre 1519 e 1522, comandada por Fernão de Magalhães.
  Outro fenômeno significativo foi a formação de novos Estados Nacionais, o que levou à discussão sobre as formas de governo, pois neste momento há na Europa a centralização do poder através da monarquia absoluta, isto é, o absolutismo.
  O movimento conhecido como Reforma protestante quebrou a unidade religiosa européia, dividindo a Igreja Católica. O que rompeu com a concepção passiva do homem, entregue unicamente aos desígnios divinos, e reconheceu o trabalho humano como fonte da graça divina e origem legítima da riqueza e da felicidade. O homem pôde, afinal, pensar livremente e responsabilizar-se por seus atos de forma autônoma.
  O homem na Idade Moderna contraria a supervalorização da fé cristã, do teocentismo (Deus no centro) e passa a uma tendência antropocêntrica (o homem como centro), valorizando a obra humana. A Filosofia Moderna é marcadamente laica, ou seja, não-religiosa, o que a distancia em vários fatores da Filosofia Medieval. Esse interesse pelo homem pode ser explicado nas palavras de Shakespeare, autor de peças como Hamlet e Romeu e Julieta: “Que obra de arte é o homem: tão nobre no raciocínio; tão diverso na capacidade; em forma e movimento, tão preciso e admirável; na ação é como um anjo; no entendimento é como um Deus; a beleza do mundo, o exemplo dos animais”.
  A crença na razão humana e o questionamento aos dogmas do catolicismo levaram o homem moderno ao desenvolvimento da ciência natural e a criação de novos métodos científicos.
  Também, não podemos deixar de citar, a relevante invenção da imprensa, que possibilitou a impressão dos textos clássicos gregos e romanos que contribuíram decisivamente com essa nova mentalidade moderna. Com a imprensa foi possível divulgar as descobertas científicas, filosóficas e artísticas.

fonte: http://filosofiaevertigem.wordpress.com/

"Eu vô tirar vc desse lugar"..............

Pré-Socráticos

1 - Introdução

Costuma-se dividir a filosofia grega em três grandes períodos, que veremos a seguir.
* período pré-socrático (sécs. VII e VI a.C); os filósofos das colônias gregas (Jônia e Magna Grécia iniciam o processo de desligamento entre a filosofia e o pensamento mítico.
* período socrático ou clássico (sécs. V e IV a.C.) o centro cultural passa a ser Atenas; desse período fazem parte Sócrates e seu discípulo Platão, que posteriormente foi mestre de Aristóteles; o pensamento organizado e sistemático de Platão e Aristóteles influenciará durante séculos a cultura ocidental; também os sofistas são deste período e foram duramente criticados por seus contemporâneos.
* período pós-socrático (sécs. III e II a.C.): caracteriza-se pela expansão macedônica sobre os territórios gregos e formação do império de Alexandre Magno, que se estende por regiões da Ásia e parte do norte da África; após a morte de Alexandre, inicia-se a época helenística, marcada pela influência oriental; as principais expressões filosóficas do período pós-socrático são o estoicismo e o epicurismo.


2 - O que foi o período dos pré-socráticos
Os pré-socráticos foram os primeiros pensadores que, nas cidades gregas da Ásia Menor por volta do séc. VI a.C.,procuraram desenvolver formas de explicação da realidade natural, do mundo que os cercava, independentemente do apelo a divindades e a forças sobrenaturais. É nesse sentido que dizemos que os filósofos pré-socráticos romperam com a tradição mítica, e é por isso também que deno­minamos seu pensamento de naturalista, por visar explicar a natureza (physis)a partir dela própria, entender os fenômenos com base em causas puramente naturais.
Dos pré-socráticos conhecemos apenas fragmentos e isso demonstra a dificuldade para estudos sistemáticos ao longo da História da Filosofia sobre esses autores. Há uma linguagem diferente e, em alguns casos, nada destes filósofos foi preservado, restando referências apenas a partir de citações realizadas por outros nomes da Antiguidade, como Platão e Aristóteles. Esta "escassez" de fontes, no entanto, não deve limitar o alcance e a contribuição dos pré-socráticos para a tradição filosófica posterior. Os pequenos fragmentos que nos restam servem para apontar a busca de uma totalidade que marcou e ainda marca diversas obras filosóficas.
Os pré-socráticos são agrupados em "escolas" pautadas por critérios geográficos e "temáticos". Nem todos os pré-socráticos viveram antes de Sócrates, mas são assim denominados por suas investigações sobre a physis.

3. Principais representantes das escolas pré-socráticas
Escola Jônica (Ásia Menor): Tales de Mileto, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito de Éfeso, Diógenes de Apolônia.

Escola Pitagórica (Magna Grécia): Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona.

Escola Eleata (Magna Grécia): Parmênides de Eléia, Zenão de Eléia, Xenófanes de Colofão.

Escola Atomista (Trácia): Leucipo e Demócrito de Abdera.

Outros filósofos: Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazomena. 
 
FONTE: http://jaueras.blogspot.com/

Camadas Sociais

 

Estratificação

processo em que os indivíduos e grupos sociais mais amplos são hierarquizados numa escala do inferior ao superior.

  1. as estratificações são universais e representam a distribuição desigual de direitos e obrigações na sociedade.
  2. a principal necessidade funcional da estratificação é a exigência de situar e motivar os indivíduos na estrutura social.
  3. a desigualdade social não é um artifício desenvolvido inconscientemente. Sua função é estimular as pessoas a exercerem os diversos papéis necessários à sobrevivência da sociedade. (Ex: os requisitos para ser presidente são maiores do que para ser carteiro, logo, a sociedade determina como justo o salário de um ser maior que o do outro).

Fatores que determinam a estratificação

  1. importância funcional diferencial: importância do cargo (médico, jurista)
  2. escassez diferencial de pessoal: treinamento e talento demandados pela sociedade (empresários, cientistas)

Relevo

As formas de relevo

Pode-se dizer que o relevo é toda forma assumida pelo terreno (montanhas, serras, depressões, etc.) que sofreu mudanças com os agentes internos e externos sobre a crosta terrestre. Os agentes externos são chamados também de agentes erosivos (chuva, vento, rios, etc.) eles atuam sobre as formas definidas pelos agentes internos. As forças tectônicas (movimentos orogenéticos, terremotos e vulcanismo) que se originam do movimento das placas tectônicas são os agentes internos.

A altitude do relevo é medida com referência no nível do mar, em metros.

O relevo em função das altitudes e dos planos, pode se apresentar nas formas de: montanhas, planaltos, planícies e depressões.

Montanhas

Possuem as maiores altitudes do relevo terrestre. Essas elevações quando isoladas constituem, os montes, colinas; quando estão agrupadas, constituem as serras, cordilheira e maciço.

As montanhas podem ser recentes e apresentarem as seguintes características:

- grandes altitudes;
- picos abruptos;
- atividade vulcânica intensa;
- datam geralmente do período Terciário da Era cenozóica;

As montanhas velhas apresentam características como:

- pequenas altitudes;
- formas arredondadas;
- formadas na Era Arqueozóica, Proterozóica ou Paleozóica;

Planalto

É uma forma de relevo com área irregular e altitude superior a 300 metros. São relativamente planos ou inclinados.

O planalto é resultante de processos erosivos. Nas bordas dos planaltos geralmente aparecem as “escarpas”, que são chamadas de serras.

Mas ao contrario do que se pensa, não é a altitude que determina os planaltos, mas si, o predomínio do processo de erosão.

Planície

É uma forma de relevo plana ou pouco inclinada, pouco acidentada, predominando a acumulação de sedimentos. As planícies podem ser:

- costeira, quando resulta do levantamento da plataforma continental.
- aluviais, resultado da acumulação de sedimentos feitos pelos rios.
- de piemonte, quando é formada na parte baixa entre as montanhas.

Depressões

É uma parte do relevo mais plana que o planalto, com suave inclinação e altitude entre 100 e 500 metros. Podem ser:

- depressão absoluta: as altitudes são inferiores ao nível do mar.
- Depressão relativa: suas altitudes são inferiores as do relevo ao seu redor, seja uma chapada, planalto ou outro.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Me aguarde!!!!

Tô meio paia,mas a ocupação tá punk!!!!! A partir de maio volto, assim espero!!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Alvares Azevedo na véia................

Um cadáver de poeta

 
Levem ao túmulo aquele que parece um cadáver! Tu
não pesaste sobre a terra: a terra te seja leve!
L. UHLAND.


I
 

De tanta inspiração e tanta vida
Que os nervos convulsivos inflamava
E ardia sem conforto...
O que resta? uma sombra esvaecida,
Um triste que sem mãe agonizava...
Resta um poeta morto!
 

Morrer! e resvalar na sepultura,
Frias na fronte as ilusões — no peito
Quebrado o coração!
Nem saudades levar da vida impura
Onde arquejou de fome... sem um leito!
Em treva e solidão!
 

Tu foste como o sol; tu parecias
Ter na aurora da vida a eternidade
Na larga fronte escrita...
Porém não voltarás como surgias!
Apagou-se teu sol da mocidade
Numa treva maldita!
 

Tua estrela mentiu. E do fadário
De tua vida a página primeira
Na tumba se rasgou...
Pobre gênio de Deus, nem um sudário!
Nem túmulo nem cruz! como a caveira
Que um lobo devorou!...
 


II
 

Morreu um trovador — morreu de fome.
Acharam-no deitado no caminho:
Tão doce era o semblante! Sobre os lábios
Flutuava-lhe um riso esperançoso.
E o morto parecia adormecido.
Ninguém ao peito recostou-lhe a fronte
Nas horas da agonia! Nem um beijo
Em boca de mulher! nem mão amiga
Fechou ao trovador os tristes olhos!
Ninguém chorou por ele... No seu peito
Não havia colar nem bolsa d'oiro;
Tinha até seu punhal um férreo punho...
Pobretão! não valia a sepultura!
 

Todos o viam e passavam todos.
Contudo era bem morto desde a aurora.
Ninguém lançou-lhe junto ao corpo imóvel
Um ceitil para a cova!... nem sudário!
 

O mundo tem razão, sisudo pensa,
E a turba tem um cérebro sublime!
De que vale um poeta — um pobre louco
Que leva os dias a sonhar — insano
Amante de utopias e virtudes
E, num tempo sem Deus, ainda crente?
 

(...)

Dicas de xadrez..............os bispos

1. Os bispos jogam melhor em posições abertas.

2. Procure colocar os bispos fora das cadeias de seus próprios peões.

3. Ao entrar em um final de partida, procure trocar o seu bispo mau.

4. O par de bispos, em uma posição aberta, é uma vantagem notável.

5. Procure colocar seus peões nas casas de cores diferentes das dominadas por seu bispo.

6. Não se deve trocar um bispo por um cavalo, a menos que se consiga uma clara vantagem com a troca.

7. Cuidado para que seus bispos não fiquem bloqueados por seus próprios peões.

8. Antes de capturar um peão com um bispo, tenha certeza de que, posteriormente, poderá retirá-lo com segurança.

Ser ou não ser, eis a questão..............


Choo Choo La Rouge




Galerinha!! Videozinho massa............bem bolado!!!!!!!!!!!!!1

Instituições Sociais

Tarsila do Amaral - Religião
 
 
INSTITUIÇÕES SOCIAIS
É um conjunto de regras e procedimentos padronizados, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade e que tem grande valor social. A instituição não existe isolada das outras. Todas elas possuem uma interdependência mútua, de tal forma que uma modificação numa determinada instituição pode acarretar mudanças maiores ou menores nas outras.
As instituições sociais servem como um meio para a satisfação das necessidades da sociedade. Nenhuma instituição surge sem que tenha surgido antes uma necessidade. Mas, além desse papel, as instituições sociais cumprem também o de servir de instrumento de regulação e controle das atividades do homem.
As principais instituições sociais são: família, religião, econômica, política, educação e recreação.

• Família: primeiro grupo social a que pertencemos. É um tipo de agrupamento social cuja estrutura varia no tempo e no espaço. Essa variação pode ser quanto ao número de casamentos, quanto à forma, relações de parentesco, relação sexual e dos componentes básicos da sociedade.
• Religião: todas as sociedades conhecem alguma forma de religião. A religião é um fato social universal. Não resta dúvida de que a religião é uma das instituições mais importantes para a organização social, pelo seu conteúdo moral. A religião inclui crença ao sobrenatural, ritos e cerimônias. É inegável a tendência moderna de dar mais ênfase aos valores sociais do que religiosos, prova disso, é o surgimento de doutrinas mais modernas como a Teologia da Libertação.
• Econômica: As atividades econômicas são institucionalizadas à medida que são explicadas por crenças, valores e reguladas por normas. Nas sociedades modernas a instituição econômica apresenta um grau de importância bem mais elevado que nas sociedades tribais, resultado do desenvolvimento tecnológico visando uma divisão mais diversificada do trabalho social.
• Política: são instituições políticas fundamentais a autoridade, o governo, o Estado (com os três poderes), partidos políticos e as constituições. Classificamos também os sistemas políticos como o anarquismo, ditadura, democracia e a pseudodemocracia.
• Educação: constitui uma instituição universal pelo fato de que em todas as sociedades é necessário garantir a estrutura educacional como processo de transmissão de conhecimentos e valores presentes na sociedade.
• Recreação: em todas as sociedades, existem modos culturalmente estabelecidos para o alívio das tensões acumuladas nos indivíduos em decorrência das frustrações geradas pelas restrições da vida social. Todas as sociedades possuem instituições recreativas, como no Brasil, o carnaval e futebol.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Introdução à Sociologia

 
Saca só galera! Um pequeno roteiro para nos situarmos no processo histórico do desenvolvimento das Ciências Sociais...

1- De que se ocupam as Ciências Sociais? Pesquisam e estudam o comportamento social humano e suas várias formas de organização.

2- O que é Ciência? Podemos dizer que a Ciência é uma forma de conhecimento, sendo que conhecer é o ato de explicar (atribuir significado) ou organizar logicamente (razão) um fato, um objeto, uma atuação e etc.

3- Método usado pelas Ciências Sociais: Investigação científica.

4- O objeto das Ciências Sociais é o ser humano em suas relações sociais. Seu objetivo, ampliar o conhecimento sobre o ser humano em suas interações sociais.

5- Divisão das Ciências Sociais: Sociologia -relações sociais; Antropologia -culturas humanas; Política -distribuição de poder;

6- Origem da Sociologia: A Sociologia estuda a formação da Sociedade Moderna. Esta ciência começou a surgir a partir do século XV, por causa das transformações que acabaram por trocar o feudalismo pelo capitalismo.

Século XV: Expansão marítima à Acúmulo de capitais - burguesia comercial - Estado Moderno;

Século XVI: Reforma Protestante - Confronto com o monopólio católico da interpretação baseada na fé e nos dogmas - Razão - Observação e experimentação;

- Nicolau Maquiavel (1469 – 1527): O príncipe – Manual de ação política;

- Galileu Galilei (1564 – 1642): Revolução científica; A Ciência se torna laica;

- Thomas Hobbes (1588 – 1679): O leviatã – “O homem é o lobo do homem”;

- Francis Bacon (1561 – 1626): Novum Organum – Saber não contemplativo; Observação e experimentação;

- René Descartes (1569 – 1650): Discurso do Método – “Penso logo existo”;

Século XVII: Produção manufatureira àAperfeiçoamento das técnicas;

- Jonh Locke (1632 – 1704): Ensaio sobre o entendimento humano – O conhecimento se inicia com a experiência sensível;

- Isaac Newton (1642 – 1727): Revolução científica; Lei da gravidade;

Século XVIII: A revolução industrial e o surgimento das Ciências Sociais.

Invenção das máquinas de tecer e a vapor (transformações na produção) àSuperação do trabalho artesanal pelo mecânico àMão-de-obra feminina e infantil àTrabalho escravo nas colônias européias àRevolução Francesa (transformações políticas) àAscensão da burguesia industrial;

- Montesquieu (1689 – 1755): O Espírito das Leis – Suas Teorias inspiram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, elaborada em 1789, durante a Revolução francesa;

- David Hume (1711 – 1776): Radicalização do empirismo inglês;

- Jean-Jacques Rousseau (1712 – 1778): O Contrato Social – “O homem nasce bom, a sociedade o corrompe”;

- Adam Smith (1723 – 1790): Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações – Liberalismo econômico;

- Immanuel Kant (1724 – 1804): Crítica da razão pura e Crítica da razão prática – Limites da razão como instrumento do conhecimento;

FONTE: Sociologia de Plantão.

Patativa do Assaré

O Burro


Vai ele a trote, pelo chão da serra,
Com a vista espantada e penetrante,
E ninguém nota em seu marchar volante,
A estupidez que este animal encerra.

Muitas vezes, manhoso, ele se emperra,
Sem dar uma passada para diante,
Outras vezes, pinota, revoltante,
E sacode o seu dono sobre a terra.

Mas contudo! Este bruto sem noção,
Que é capaz de fazer uma traição,
A quem quer que lhe venha na defesa,

É mais manso e tem mais inteligência
Do que o sábio que trata de ciência
E não crê no Senhor da Natureza. 


Piano Bar

Regionalização do Brasil

O Brasil é dividido em Estados e regiões. A regionalização, proposta em 1969, foi elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e sua implantação efetiva vigorou a partir de 1° de janeiro de 1970. Para consolidar a divisão do país, o IBGE tomou como base os aspectos naturais, embora tenha levado em conta os fatores humanos ao formar o sudeste. Foram criadas as seguintes regiões:
 
Região Centro-Oeste Constituída por Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Região Nordeste É composto pelos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.
Região NorteFormada pelos estados do Acre, Tocantins, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará e Amapá. 
Região Sudeste  O sudeste é constituído por quatro estados, são eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
Região Sul  A menor das regiões brasileiras é formada pelos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Regiões Geoeconômicas

Ela se baseia no processo histórico de formação do território brasileiro, levando em conta, especialmente, os efeitos da industrialização. Dessa forma, ela busca refletir a realidade do país e compreender seus mais profundos contrastesEssa organização regional favorece a compreensão das relações sociais e políticas do país, pois associa os espaços de acordo com suas semelhanças econômicas, históricas e culturais.
Modelo contemporâneo:

Diferentemente da divisão proposta pelo IBGE, os complexos regionais não se limitam apenas às fronteiras entre os Estados. Nessa regionalização, o norte de Minas Gerais, por exemplo, encontra-se no Nordeste, enquanto o restante do território mineiro está localizado no Centro-Sul.
 
 

Região geoeconômica Amazônia
É a maior das três. Tem aproximadamente 5 milhões de km2, extensão que corresponde a quase 60% do território brasileiro. Compreende todos os Estados da região Norte (com exceção do extremo sul de Tocantins), o oeste do Maranhão e praticamente todo o Mato Grosso.Apesar de sua dimensão, possui o menor número de habitantes do país. Em muitos pontos da região acontecem os chamados "vazios demográficos". A maioria da população está localizada nas duas principais capitais do complexo, Manaus e Belém.Na economia predominam o extrativismo animal, vegetal e mineral. Destacam-se também o pólo petroquímico da Petrobras e a Zona Franca de Manaus, que fabrica a maior parte dos produtos eletrônicos brasileiros.
Região geoeconômica Centro-Sul
Abrange as regiões Sul e Sudeste (exceto o norte de Minas Gerais), Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e o sul de Tocantins. Compreende aproximadamente 2,2 milhões de km2.É a região mais dinâmica do ponto de vista econômico. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são as cidades de maior destaque.O Centro-Sul é o principal destino de migrantes de diversos pontos do país e onde se encontra cerca de 70% de toda a população brasileira. Possui a economia mais diversificada, baseada na agricultura de exportação e, principalmente, na indústria. É responsável pela produção da maior parte do Produto Interno Bruto nacional.
Região geoeconômica Nordeste
Com uma área de aproximadamente 1,5 milhões de quilômetros quadrados, é a segunda do país em população. Inclui todo o Nordeste da divisão oficial (com exceção do oeste do Maranhão) e o norte de Minas Gerais, onde se localiza o Vale do Jequitinhonha.Historicamente, é a mais antiga do Brasil. É também a mais pobre das regiões, com números elevados de mortalidade infantil, analfabetismo, fome e subnutrição. Assim como acontece em grande parte do território brasileiro, a população nordestina é mal distribuída. Cerca de 60% fica concentrada na faixa litorânea e nas principais capitais. Já no sertão e no interior, os níveis de densidade populacional são baixos, devido, em grande parte, à seca.Contudo, possui muitas riquezas históricas e culturais, tanto do ponto de vista arquitetônico, como de costumes e tradições.

Feijoada da mãe


O Joãozinho liga para o açougue e diz:
— Minha mãe vai fazer uma feijoada. O senhor tem pé de porco?
— Tenho.
— Tem orelha de porco?
— Tenho.
— Tem costela de porco?
— Tenho.
— Tem rabo de porco?
— Tenho.
— Tem focinho de porco?
— Tenho.
— Nossa, o senhor deve ser feio pra caralho!

O nascimento da Filosofia

Segundo alguns historiadores da Filosofia, a mesma surgiu por volta do final do século VII e início do século VI a.C., na cidade grega de Mileto, na região Jônia. O primeiro filósofo foi Tales de Mileto. Tales desenvolveu a idéia da Cosmologia, ou ordem da Natureza. Formulou um conhecimento racional e sintético da mesma. Cosmos significa “ordenação do mundo e das coisas naturais” e logos significa estudo, palavra, pensamento racional. Então, a cosmologia é um estudo sobre as coisas da natureza: sua origem, o que causa, enfim.
As condições históricas que favoreciam o surgimento da filosofia:
  1. as viagens marítimas (contato com novas culturas);
  2. a invenção do calendário (planejamento do futuro);
  3. a invenção da moeda (nova abstração – a medida em que a moeda coloca sobre o mesmo valor coisas distintas)
  4. o surgimento da vida urbana (foi necessário se organizar cidades conforme leis);
  5. a invenção da escrita alfabética (da oralidade se passa a fixar o pensamento);
  6. a invenção da política (fundamental para o surgimento do discurso e da dialética).

As três características fundamentais dos mitos gregos que favoreceram o surgimento da filosofia por conduzirem à racionalização:
  1. a humanização dos deuses (antropormofização: transformados em humanos, tanto em forma como em sentimento);
  2. o não temor aos mortos, pois as almas ou espíritos iam para Hades e não interferiam na vida dos homens;
  3. a exaltação dos valores da vida presente descritos em um mundo luminoso composto de deuses da luz. (exaltavam coragem, bravura, etc.)
Essas três características afastavam o monstruoso e traziam racionalidade e clareza, o que conduzirá à visão filosófica do universo governado pela razão. A palavra dios, genitivo de Zeus, dá origem aos termos deus e dia.
Diferenças entre mito e logos:
  1. O pensamento mítico pertence ao campo do pensamento e da linguagem simbólica. O pensamento lógico pertence ao campo do pensamento e da linguagem conceitual.
  2. A imaginação cria mitos e o pensamento elabora conceitos.
  3. O mito possui caráter mágico-maravilhoso e simbólico, pode ser visto nas artes. Logos possui um caráter conceitual, próprio das ciências (filosofia). Ambas sempre existiram.
FONTE: filosoficando.worpress.com